6 de fevereiro de 2010 às 17:49

Zumbilândia [Crítica]

“Regra nº 32 – Aproveite as pequenas coisas”

Com uma mensagem mais do que simplista em um ambiente totalmente não ortodoxo, esse é emocionante em vários níveis da comédia a ação. Um filme pipoca que com certeza vai ficar na memória abrindo 2010 com chave de ouro no quesito “filmes descompromissados”. E se você não gosta de zumbis ou de rir, não compareça.

Zumbilândia conta a história de Columbus, um rapaz anti-social antes mesmo da sociedade se transformar quase completamente em zumbis. Ele faz amizade com o maluco e sádico Talahasse a caminho da casa de seus pais. Qual não é sua surpresa ao encontrar a belíssima Wichita e a pequenina Little Rock no caminho. Eles vão se unir para tentar ficar vivos enquanto mantém as regras básicas de sobrevivência em uma terra devastada por zumbis.

ZOMBIELAND

O diretor Ruben Fleischer pode ser desconhecido e até meio novato no reino das superproduções, mas faz um bom início. Considerada uma das melhores comédias do ano em 2009, perdendo obviamente apenas para o fantástico Se Beber, Não Case, Zumbilândia se aproveita de uma caracterização ímpar no mundo dos zumbis. Fleischer poderia fazer escola e dar um baile em nomes consagrados do ramo “morto-vivo” como George A. Romero. Sem falar na espetacular fotografia, edição, ângulos de câmera e até o capricho nos respingos de sangue adicionados por computador na pós-produção. O ponto mais alto fica por conta da trilha sonora carregada no rock que já começa bem com Metallica tocando For Whom The Bell Tolls e não decepciona até o final.

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O elenco de atores é formado por um quarteto além do magnífico e o resto… bem, o resto é ou zumbi ou rápido figurante. Woody Harrelson novamente interpreta ele mesmo, maluquete, engraçado e enigmático. Jesse Eisenberg também está no mesmo papel de “coitado” de sempre, sem mudar nem por muita coisa. Não sei se ele é um panaca péssimo ator que interpreta a si mesmo, ou um fodáximo ator safardano que sabe interpretar um imbecil. Na dúvida, prefiro ser otimista. Abigail Breslin vai ser eternamente a “Pequena Miss Sunshine” e continua tanto simpática quanto boa atriz. A grande surpresa fica por conta de Emma Stone, que além de maravilhosamente linda, gostosa e tudibaum – adentrando oficialmente na minha top 10 list – também prova ser boa atriz, coisa que não conseguiu demonstrar na sua rápida participação em Superbad. Detalhe especial para a apariçaõ de Bill Murray como “Bill Murray” (?) e a piadinha sobre seu papel em Garfield. ;]

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O filme tem um rítimo até bacana, mas se perde as vezes na repetitiva tarefa de detonar zumbis. Poderia ser mais curto e menos repetitivo nesse sentido, custando uma boa e generosa estrela na pontuação, mas em todo o resto se sobressai magistralmente. Não é do tipo de filme que se ri freneticamente o filme todo, mas tem boas e bem distribuídas risadas, para quem tem sua cota de humor negro. E sangue, claro… muito sangue.
Obviamente o lance de detonar zumbis nesse caso é apenas pano de fundo para revelar uma história sobre as diferenças entre sermos sozinhos e realmente confiarmos naqueles próximos de nós. A diversão de jogar banco imobiliário com dinheiro de verdade ou quebrar uma loja inteira de bugigangas de vidro é intrigante, impressionante e atraente, mas não é esse o foco da história. Aproveite as pequenas coisas, que estão nas pessoas ao seu redor. Preste atenção em como isso surge ao longo do filme e vai poder desfrutar muito melhor da mensagem que cabeças esmagadas podem passar.

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No geral, indicado com muita força para quem gosta de rir, de ver sangue ou simplesmente se divertir gratuitamente com personagens carismáticos por 1 hora e meia. E fiquem espertos para um engraçado easter egg ao final de todos os créditos. É uma boa esperar um pouquinho para conferir. =]

Crítica