2 de maio de 2009 às 10:00

X-men Origens: Wolverine [Crítica]

X-men Origins: Wolverine

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“SNIKT!!!! Grrrrrrr…”

Depois de meses e meses e meses de espera e um incidente mais que infeliz que retrato bem AQUI, e não vou me perder nisso, finalmente pudemos ver o vôo solo de Wolverine. Com alguns poucos tropeços muito irrelevantes, ele conseguiu enfrentar uma cópia pirata que espalhou mais rápido que fogo no mato seco, a gripe suína, refilmagens de última hora e o peso da responsabilidade de carregar uma das histórias mais densas e pesadas do universo Mavel. E como ele se saiu? Muito bem, diga-se de passagem.

X-Men Origens: Wolverine é o começo de uma possível séries de filmes sobre os personagens mais marcantes do universo de mutantes X-men. Conta a história de James, um garotinho que ao descobrir seus poderes mutantes ainda criança se vê forçado a fugir e depois lutar infindáveis guerras e acabar sempre perseguido pelos humanos até ser recrutado por William Stryker para um grupo de mutantes mercenários a serviço do governo americano. Entre várias reviravoltas da história, ser caçado e atormentado, ver a mulher da sua vida ser morta, ele agora só pensa em se vingar de todos que infernizaram sua vida e para isso se junta ao projeto Arma X, onde ganha seu famoso “Adamantium” – metal alienígena virtualmente indestrutível – e seu famoso codinome: Wolverine.

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O diretor Gavin Hood como diretor em si é muito pouco experiente com grandes produções, mas fez um trabalho tão espetacularmente bem feito, que realmente chega a se deparar cara a cara com maestria frente a Watchmen. Wolverine em seu próprio universo foi retratado em detalhes e carinho assustadoramente empolgantes. De sua infância a sua amnésia, vemos um espetáculo visual com poucos precedentes. As cenas de ação são no mínimo excitantes e eu tenho dó das coreografias que os atores e dublês tiveram que passar para conseguir esse efeito. Não me admira que tiveram refilmagens.

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Nas atuações, falar de Hugh Jackman é chover no molhado. O cara nasceu em Hollywood graças ao mutante canino e com certeza nasceu para o papel. Vamos ao que realmente interessa. Liev Schreiber é um ator inacreditavelmente bom e também deu uma vida emocional a Dentes de Sabre/Victor Creed, nunca antes vista. Danny Huston é um ator fantástico, e como um William Stryker mais jovem ficou tão fantástico quanto. Uma outra grata surpresa foi Taylor Kitsch no papel do safardano de Nova Orleans, Gambit. Estava muito temoroso com a escolha do ator para o papel, mas ficou fantástico. Ainda acho que Josh Holloway – o Sawyer de Lost – seria um Gambit melhor, mas isso sou eu né? Mesmo assim ficou próximo a perfeição. Só achei que ele estava muito bobão no primeiro embate com o Wolverine. Tem que se levar em consideração que o poder de Gambit apesar de ser usado geralmente em pequenas quantidades, é de um potencial tão grande e inexplorado que dá até medo. Infelizmente os outros personagens foram muito pouco explorados, principalmente WadeWilson/Deadpool.

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Ryan Reynolds é excepcional e seus 10 minuto de atuação e 20 de luta foram muito mal aproveitados ao meu ver. Mesmo assim parabéns para o “Merc with a mouth”, não parou de falar mesmo. Infelizmente os outros personagens fizeram aparições mais que breves e não deram o impacto necessário. Destaque para o cantor Will I Am que não deve ganhar nenhum Oscar, mas sempre conquista com o carisma e a mais que gostosa Lynn Collins que fez a Raposa Prateado. Por aquela mulher eu também aposentava da vida de mutante.

E posso dizer que basicamente esses foram os poucos erros da produção, a sobrecarga de aparições mutantes. Um roteiro mais enxuto e melhor trabalhado teria talvez dado uma vida e dramaticidade mais relevantes. Apesar de que uma aparição muito especial de um mutante no final tenha colocado um sorriso maroto no meu rosto, admito.

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Em relação ao roteiro ainda, o final poderia ter sido um pouquinho mais lógico em alguns aspectos mas nem posso entrar em detalhes para não divulgar spoilers e ESPERO que os comentaristas também não o façam. Ainda estou com a pulga atrás da orelha para saber como vão explicar dois Dentes de Sabre tão diferentes no “Origens” e o primeiro X-men. Mesmo assim, no final das contas, X-men Origens: Wolverine vale muito a pena. Recomendamos “de cum força” que você corra ao cinema, que não seja Cinemark, por favor. O baixinho de pavio curto faz por merecer suas garras e as estrelas que dei a ele.

Crítica