4 de abril de 2009 às 19:14

Velozes e Furiosos 4 [Crítica]

Fast & Furious

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“Como nos velhos tempos… yeah…”

É a sensação do filme, que entrega exatamente o que promete: Modelo novo, peças originais. Em clima de reunião do colégio, a película com maior número de carros, gostosas, porrada, corrida e tchubiruba da história está de volta em grande estilo e retoma de onde parou o clássico original. Claro que ele vai desagradar um público específico que espera um filme de ficção científica, história em quadrinhos ou bichinhos animados no computador. Para esses eu recomendo outros filmes do fim de semana. Agora venha descobrir porque esse filme conseguiu ser o mais genial filme de corrida de todos.

Em Velozes e Furiosos 4 somos apresentados a um Dominic Toretto (Vin Diesel) aprontando seus roubos fantásticos junto a sua eterna namorada Letty (Michelle Rodriguez) no México. Enquanto isso o determinado agente do FBI Brian O’Conner (Paul Walker), ainda em Los Angeles, tenta desmantelar um dos maiores carteis de droga com tráfico para os Estados Unidos de todos os tempos. Os antigos ex-amigos e rivais se reúnem para descobrir o responsável e vingar a morte de uma amiga em comum.

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Longe da tradição para filmes de ação do diretor Rob Cohen, do original de 2001, o novo diretor Justin Lin conseguiu não apenas revitalizar a franquia como deixá-la ainda muitas vezes mais emocionante. Além de tudo ele prestou tributo aos filmes anteriores com muito respeito e reverência, mesmo não sendo os filmes mais aclamados pelos fãs do original. Os atores realmente se superaram. Paul Walker mostrou que aprendeu muito nesses últimos 8 anos, assim como Michelle Rodriguez, apesar de que Vin Diesel e a gracinha da sua irmã, Jordana Brewster – que interpreta Mia Toretto – continuam os mesmos inexpressivos e “clichezentos” de sempre. Mas isso não atrapalha o trabalho final tanto assim. Menção honrosa e palmas para o ator John Ortiz que tem crescido em seus papéis ultimamente, de pequeno coadjuvante a bandidão mor. Agora o parabéns máximo e total vai para a gostosa, talentosa e meu mais novo sonho de consumo, Gal Gadot. Modelo e novata atriz israelense que apareceu em uma das cenas mais edificantes que uma mulher com blusa branca e sem sutiã poderia protagonizar. Essa é gostosa de qualquer jeito. Ganhou o prêmio “top gostosa do filme” de longe.

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Eu reconheço que a franquia é muito criticada – em grande parte com justiça, os filmes 2 e 3 não fizeram nem de longe justiça ao original – mas temos que ver que Velozes e Furiosos de 2001 marcou um antes e depois em questão de filmes de carro e corridas. A idéia foi voltar as raízes por conta do sucesso que fez a aparição de Vin Diesel no final de Tokyo Drift, terceiro da franquia. A apreensão dos fãs foi grande. Seria mais um desastre a caminho, so que com os atores originais? Longe disso.

Da primeira a última sequência foi impossível não vibrar, arrepiar e até mesmo ter vontade de soltar um grito junto com a galera que assistia o filme – a maioria tinha “eu dirijo correndo” estampado na cara por sinal quando entrei na sala de cinema. É emocionante no sentido de que se você gosta de velocidade, vai provavelmente gostar desse filme. Claro que tem suas “licenças poéticas” em alguns acidentes e etc, mas nada muito forçado perto dos últimos filmes de ação, como os de Jason Statham por exemplo.

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A sequência da primeira corrida na cidade ilustra isso. Ela mostra exatamente como uma corrida de pilotos verdadeiramente corajosos e eficientes acontece. Sem ruas liberadas, sem rodovias ou auto-estradas. São nas ruas mesmo, com tráfego e muitos perigos. Um erro e o indivíduo não só mata alguém como se mata também. Essa é a verdadeira adrenalina das corridas de rua. Não estou aqui em momento algum defendendo a prática, mas quem entende de velocidade sabe que passar por um triz é muito mais emocionante do que simplesmente acelerar por um campo aberto. E os roteiristas junto ao diretor entenderam muito bem isso. Com música impecável e edição primordial, o filme não peca na parte técnica e fornece um deleite visual fantástico. Um dos poucos pontos negativos foi a história previsível, mas isso já era esperado de um filme policial sobre corridas de rua né?

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Agora, não confundam o público. Velozes e Furiosos 4 não é só para onanistas verem gostosas – essas que por sinal foram muito muito muito poucas em relação aos anteriores – ou para fãs de “carros”. O filme é para pessoas que gostam de velocidade e ação. A adrenalina proposta pela mesma, que não se reduz a um carro bonito, potente e caro, mas a um piloto acima de tudo. Mostra disso é  que entre as cenas finais temos um carro compacto modificado em cena, provando que até os com visual mais “popular” tem sua vez.

Por último, recomendamos “de cum força” o filme, mas será bem melhor se for fã do primeiro filme da franquia, gostar de homem forte, ou mulher gostosa, ou ambos (vai saber né?), mas principalmente de “velocidade”. Ele consegue realmente superar o original e ser um maravilhoso filme de ação, mas que fique bem claro: DENTRO DO SEU CONTEXTO. E outra recomendação é… não deixe para assitir em casa. Esse tipo de filme só deve ser assistido no cinema. A qualidade do áudio e a tela grande são cruciais nesse filme. Na pior das hipóteses só assista em casa se tiver um mega ultra hiper blaster ubber home theater a altura. Divirtam-se! =]

Trailer B é melhor ainda =D

Crítica