Up – Altas Aventuras 3D [Crítica]



“A aventura está lá fora!”
Ao final da exibição, crianças animadas, idosos sorridentes e marmanjos com olhos marejados (este que vos fala incluso), todos dos 8 aos 80 satisfeitos com uma animação que não é apenas uma animação, mas uma lição de vida embrulhada para presente em “papel 3D“. Essa seria a melhor descrição que encontrei para o novo fenômeno da Pixar. Ainda não compreendi como não quebrou todos os recordes de animação, julgo ser culpa da publicidade, que não seria nunca capaz de passar toda a profundidade da história em apenas alguns minutos de trailer. Por esses e outros motivos, o filme merece não as 5 estrelas máximas, mas 6 estrelas com direito a maior honraria possível no mundo…
Em Up – Altas Aventuras, Carl Fredricksen é um vendedor de balões de 78 anos que finalmente realiza o sonho de uma vida inteira partindo em uma grande aventura depois de prender milhares de balões à sua casa e voar para as florestas da América do Sul. Mas ele descobre – tarde demais – que seu pior pesadelo embarcou com ele na viagem: um menino de 8 anos, explorador da natureza, chamado Russell. Numa jornada emocionante, esses parceiros improváveis encontram uma paisagem inóspita, vilões inesperados e criaturas selvagens.
Pete Docter e Bob Peterson já são o coração dos grandes sucessos Disney/Pixar, mas agora eles conseguiram se superar. Talvez nenhuma outra história tivesse tanto sentimento, profundidade e uma verdadeira sensação de “jornada” desde a história sobre um peixinho deficiente físico que se perde e é procurado desesperadamente pelo seu pai e sua nova companheira desmemoriada. Sim, eu estou falando de Procurando Nemo. Talvez, assim como a outra animação citada, esse não seja o maior recorde de bilheteria do estúdio, mas provavelmente ficará na história e será lembrado da mesma forma daqui 10, 20 anos. Tamanho o capricho da dupla dinâmica que enviaram animadores e todo tipo de artistas para as florestas tropicais de forma a capturarem totalmente o clima necessário para recriar o “Paraíso das Cachoeiras”.
A dublagem brazuca ficou extraordinária. Ao contrário de grandes atores conhecidos que são chamados só para ofuscar o nome do filme e levar os fãs de novelas ao cinema, dessa vez fizeram um trabalho primoroso contratado apenas grandes e experientes dubladores para os papéis principais. O único nome mais famoso fora da dublagem é Chico Anysio, que na verdade já tinha nascido para a coisa, e interpreta o velho Carl com maestria. Sob direção de Garcia Jr., Chico trabalhou ao lado de Chico Neto, seu filho, que dublou o cachorro Dug. Mas, justiça seja feita, todos estavam espetaculares. Up é uma aventura tão família, que a própria filha de Pete Docter, a pequenina Elie Docter, fez a personagem homônima na sua fase infantil na dublagem original. Bob Peterson fez a voz de Dug na dublagem original, tamanho o empenho dos criadores.
Chico fala sobre a dublagem
A animação foi a primeira da história a abrir o Festival de Cannes e obviamente vai ser grande favorita no próximo Oscar. A película tem a diversão e simplicidade que quase qualquer criança é capaz de entender, ao mesmo tempo que toca nos adultos abordando questões da vida que atingem qualquer idade, dos papais aos vovôs. O mais importante fica por três fatores fundamentais. O primeiro é óbvio que foi o primeiro a usar o 3D como parte da história e não atração principal. O segundo é por fugir da grande indústria Hollywoodiana que tem a palavra “aventura” como algo plastificado e sem reais emoções. Nesse filme você chora, você ri e chora de novo, uma verdadeira montanha russa que nem o mais durão dos durões consegue resistir. O terceiro fica pela forma como a jornada é apresentada, que lembra muito Nemo pois a história apesar de ter um ou outro clichê Hollywoodiano, lhe fornece sempre uma nova surpresa a cada passo do caminho – seja um personagem novo, uma situação inusitada, ou mesmo uma comédia visual pouco provável. Sem spoilers, mas a voz do cachorro Alpha foi uma surpresa mais do que grata durante animação, por exemplo.
Não tem pra ninguém esse fim de semana. Aproveitem o feriadão de 7 de setembro e vão assistir antes do que qualquer outro filme em cartaz, esse lançamento SEIS ESTRELAS. Leve absolutamente todo mundo que… ESQUILO! …… todo mundo que conseguir arrastar para o cinema, não deixe ninguém para trás, pois é garantido que mesmo aquela galera durona que não se comove com nada e nem mesmo chorou em Marley & Eu, vai cair de joelhos aos risos e lágrimas nesse. Sucesso absoluto.







Não li sua crítica “inteira”, mas pelo que li agora quero muito ver esse filme!
hauhauhauha Valeu pelo comment aí
Vale a pena, vai mesmo.
PQP! Simplesmente foda, ação, comédia, momentos de drama, aventura, uma história bem feita, simplesmente fantástico, fazia tempo que não assistia uma animação que não me fazia bocejar, vale muito a PENA assistir!
Mais foda ainda é a insignia do grape soda que tu pós aqui, SUHAEHUAUHEAHUEAHU, de onde tu tira essas coisas?!
São Google que ajuda hehehe
Mas o filme mereceu a comenda máxima da animação ahuahuah
Sabe, eu já assisti esse filme 2 vezes, e ele é simplesmente…. ESQUILO! [...] é simplesmente d+
.
* “odeio esquilos…”
Revi hoje o filme. E a segunda opinião é tão boa quanto a primeira, não me enganei.
Esse prá mim é um filme que vale à pena ter em casa.
Adorei o preciosismo da história e os personagens são encantadores.
Também fiquei com os olhos marejados. =P
Uma grata surpresa, eu diria.
Descobri teu site há alguns dias apenas, então tô entrando devagarinho, hahahahuhau.
Vais perceber alguns comentários meus “retardados”, não estranhe.
Não achei nenhuma critica ainda sobre a Era do Gelo III, mas eu creio que deva estar ali me esperando, alguns posts atrás, hehehe.
Tá, mas deixa eu falar porquê citei “A Era do Gelo III”: Eu esperava que esse fosse o filme de animação do ano.
Na minha opinião não foi.
Nadei contra a maré ao dizer em alto e bom tom que não gostei da Era do Gelo III.
Pelo menos não tanto à ponto de dizer que foi o melhor. Malditas expectativas frustradas. =P
Fico com Up! sem dúvidas.
Valeu pela visita Gi, volte sempre.
Estou adorando seus comentários. Mesmo porque a gente pensa parecido.