Um Ato de Liberdade [Crítica]
Defiance


“Porque a maior vingança é viver…”
Dramas Hollywoodianos não são parte do meu estilo cinematográfico favorito, mas admito que nos últimos 6 meses pelo menos, tenho tido uma série muito grande de gratas surpresas. Em um assunto aparentemente esgotado que é a Segunda Guerra, ser inovador parece uma tarefa quase impossível para a galera de Hollywood, mas eles conseguiram a façanha. Uma perspectiva totalmente diferente para uma façanha pouco conhecida e inusitada, onde sobreviver foi o maior desafio.
Baseado em fatos reais, Um Ato de Liberdade conta a história dos irmãos Bielski. Tuvia Bielski (Daniel Craig) acaba liderando, com a ajuda de seus irmãos Zus (Liev Schreiber) e o jovem Asael (Jamie Bell), um grupo de judeus refugiados do massacre alemão na Bielo-Rússia que se escondem nas florestas remotas do país. Sua ousadia se espalha e atraem homens, mulheres, crianças e velhos a se juntarem em uma chance de liberdade. A medida que o grupo aumentam e sua audácia também e acabam por se juntarem a resistência Russa e tentam construir um vilarejo de forma a sobreviver e resistir a ocupação nazista.
O diretor Edward Zwick (Diamante de Sangue e O Último Samurai) não se manteve tão preso ao requinte visual da recriação de época e preferiu se concentrar no ponto chave do filme, as interpretações. Mesmo assim, todo o departamento técnico está de parabéns, desde cenografia, passando por fotografia e figurino. Tudo remonta a época citada. Mas o que interessa são realmente os atores. Daniel Craig apesar do papel principal fez uma atuação mediana, misturando seu tradicional 007 a um tipo de William Wallace judeu. Já Liev Schreiber teve muito mais liberdade para mostrar seu potencial de ação do que no seu outro filme em cartaz, X-men Origens: Wolverine. Demonstrou realmente sua dor, raiva, compaixão e todos os sentimentos que seu personagem tinha direito. Quem realmente roubou a cena foi o jovem Jamie Bell, que desde Billy Eliot vem tomando os filmes que participa de assalto e não fez feio como o irmão mais novo, Asael. Palmas para Alexa Davalos que desde que vi na sua primeira aparição na série Angel, vem se demonstrando ótima atriz, apesar de vários papéis pequenos em filmes B. Além de ser absurdamente linda e gostosinha.
E notícia super legalzuda e ubber empolgante: Mia Wasikowska, que será ninguém menos que a “Alice” de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, está no filme e apesar de não ter um papel grande no film, mostra que será perfeita para o papel na próxima película.
Nem precisa dizer que os judeus como sempre comem o pão que o diabo amassou, mas ao contrário de outras histórias, não são agentes passivos de um massacre sem solução. Eles tomam iniciativa e decidem lutar, contra os alemães, contra o tempo, contra o clima, contra a fome, contra condições precárias de vida, contra várias adversidades e até mesmo contra si mesmos. Fica bem claro, depois de sua raiva inicial, que a maior vingança que podiam ter contra os nazistas, seria sobreviver apesar de tudo. Um história linda sobre o valor da vida e como cada dia dela, por pior que seja, é uma dádiva. E mesmo a todo esse sofrimento e dor, o filme teve espaço para batalhas pequenas, mas muito épicas. Além de misturar história com o lirismo da tradição judaica e sua natureza perseverante.
Tantos aspectos emocionantes. Acho difícil recomendar dramas para se assistir no cinema, especialmente um com 2 horas e 15 minutos de tantas dificuldades, mas acho que esse filme realmente compensa. Não é um filme exclusivamente para gera simpatia ou soltar lágrimas. Ele existe para conscientizar que a raiva, ódio, rancor, vingança, apesar de facetas do ser humano, não são as que nos levam a viver e sim a uma vida mais curta e dolorida apenas. Recomenda-se o filme não apenas como entretenimento, mas como lição de vida, do início ao fim.







Quero muito assistir *-*…
Eu assisti ao trailler e estou querendo assistir em breve, mas acho q só vou poder ir depois da prova…então…só no fim do mês!