26 de junho de 2009 às 19:03

Transformers: A Vingança dos Derrotados [Crítica]

Transformers: Revenge of the Fallen International Poster

Michael Bay “aumenta, mas não inventa”…

Conhecido como um dos diretores mais barulhentos, mentirosos e arrogantes do cinema de ação Hollywoodiano, Bay muito falou sobre o que seria o melhor filme do verão americano e talvez o melhor filme de robôs da história do cinema. Tudo bem que não foi nenhum dos dois, mas chegou muito perto. Wall-E, Johnny 5 e R2D2 – os dois primeiros sendo praticamente parentes – ainda são meus robôs favoritos, e Star Trek ainda é o melhor filme do ano, mesmo assim Transformers é um filme bem melhor que o primeiro e muito bacanão.

Em Transformers: A Vingança dos Derrotados, o protagonista do primeiro filme, Sam Witwicky tenta levar uma vida normal conciliando sua ida para a faculdade com seu namoro com Mikaela enquanto tem um Transformer temperamental em sua garagem. As coisas se complicam quando ele entra em contato com um fragmento do All Spark, fonte de energia e todo conhecimento do planeta Cybertron e dos Transformers, que coloca no seu cérebro informações codificadas e incompreensíveis. Ao mesmo tempo os derrotados Decepticons travam uma batalha com os Autobots na Terra para recobrar os fragmentos do All Spark, ressuscitar seu líder Megatron e trazer a Terra uma nova ameaça, o chamado Fallen. Todos estão atrás dos conhecimentos que Sam agora tem em sua cabeça e que revela que a história de Transformers e humanos tem estado envolvida a muito mais tempo do que imaginam.

TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN

Essa é uma forma de resumir as duas horas e meia de filme que Michael Bay recheou da sua característica ação. Na fórmula ele conseguiu colocar todos os elementos do primeiro filme, mas muito mais aperfeiçoados. Infelizmente ele manteve a incoerência científica em algumas cenas, mas isso seria picuinha. Entre os maiores melhoramentos que titio Bay fez foram as lutas robóticas que estiveram ligeiramente mais compreensíveis e com movimentos inclusive de kung fu e muito tiroteio entre os robozões transformistas. No ponto negativo, Bay teve dó de picotar sua “obra prima” e acabou deixando muita coisa desnecessária na sala de edição. Digamos que não vai ter mais nada para colocar no DVD em questão de cenas estendidas.

TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN

Na atuação, é a mesma coisa. Shia LaBeouf parece que deu até uma regredida, depois de assistí-lo em filmes como Controle Absoluto e similares, onde ele tinha uma carga dramática muito maior, esse ele voltou as raízes fazendo o papel de moleque nerd e deslocado, que não enquadra muito bem no seu visual já meio passado, mas tudo bem. Megan Fox cumpre seu papel, ser absurdamente linda e gostosa. Ninguém espera, nem ela mesma de acordo com entrevistas, que ela vá ganhar um oscar por esse papel. Destaque especial para o mais que maravilhoso John Turturro no papel do agente demitido da Seção 7. Eu apontaria sempre atuação em Transformers como um dos pontos fracos, tirando alguns dubladores gringos, como o de Jetfire e Ironhide que são simplesmente sensacionais. Eles passam até a idade dos robôs pelas suas interpretações nas vozes.

TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN

Com certeza esse foi um dos melhores filmes de Michael Bay até o momento. O requinte visual e a grandiosidade das coisas é simplesmente imbatível. Com certeza ele cumpriu sua tarefa de bater Exterminador do Futuro: A Salvação, coisa que sinceramente este que vos fala julgava impossível pela comparação entre tramas e cargas dramáticas. O enredo do novo filme ficou mais organizado, mesmo assim continua a “gincana pelo objeto místico de Cybertron”. Agora a ação com certeza chegou a arrepiar em certos momentos, principalmente vendo Optimus chutar bundas intensamente, Bumblebee mostrar todo seu potencial de combate em uma cena perto do final que arrancou gritos da plateia e muita, muita, muita pancada Transformer. O ponto mais alto do filme e que provavelmente rendeu mais da metade das 4 estrelas que dou ao filme está na parte cômica. Algumas das melhores comédias não me arrancaram tanta risada como esse filme. Destaco o mini-decepticon safadinho como ponto alto. Outro ponto alto é sempre o som. Tanto as músicas – com participação surpeendente de Link Park na trilha – como a própria direção de som estão de parabéns pelo trabalho. Conseguiram superar o primeiro ao meu ver, o qual tinha sido inclusive indicado para o Oscar pelos efeitos sonoros.

transformers_tf2celeb2

No geral, filme divertidíssimo que seria mais divertido ainda só com duas horas de duração, uma edição e história mais enxuta, mesmo porque todos os envolvidos disseram que fizeram o filme para ser divertido e não denso. Benjamin Button precisa de duas horas e meia, Transformers: A Vingança dos Derrotados não. Mesmo assim, por enquanto é uma ótima pedida para o fim de semana, principalmente em sonzão THX de melhor qualidade.

Crítica