[The G Word] Relacionamentos
Algo chamou muita a minha atenção na recente viagem que fiz a Florianópolis. Na viagem de volta para São Paulo, antes de embarcar, eu (como todo fumante) caminho para o lado de fora do aeroporto para fumar o último cigarro antes de encarar a voô de volta. Estava eu lá, apreciando meu cigarro, quando vejo dois caras. Nos seus 50 e poucos anos, ambos gringos (eles quando turistas não passam despercebidos mesmo), estavam chegando na cidade. Ao primeiro olhar não havia nada que me chamaria a atenção, exceto pelo fato de que meu ‘radar’ me avisou sobre a orientação sexual deles. Continuei observando-os enquanto ambos (acompanhados de uma senhora bem idosa, que acredito eu seja mãe de um dos dois) colocavam suas malas no táxi. Detalhe para uma das malas, nela havia um elástico ‘arco-íris’, pronto naquele momento percebi que meu ‘radar’ não estava falhando. Continuei observando, até porque não havia muito o que fazer na entrada do aeroporto de Floripa até que percebi que os dois usavam uma aliança no dedo anular equerdo, o mesmo estilo de anel – porque vamos combinar que até nisso os gays são mais estilosos, nada daquela coisa prateada/dourada ofuscante sem nenhum detalhe. Logo não foi preciso muito para concluir que eles eram um casal, que por sinal estavam a muito tempo juntos, e que uma das mães/sogra estava acompanhando-os na viagem ao litoral brasileiro. Que lindo.
Isso me fez refletir muito, não apenas sobre o relacionamento gay, mas especificamente a respeito do relacionamento duradouro gay. No nosso mundo existe muito a transa eventual, o ‘rolo’ do momento, e os romances não são tão evidentes – porém sabemos que existem, e muitos – quando se trata de relações estáveis e de longa data o quadro fica um pouco mais complicado. Não é tão comum encontrar dois amantes que estão a 5, 10, 15 anos juntos. Os dois gringos com os quais encontrei em Floripa não são uma exceção, mas casais como os dois é uma coisa não tão fácil de achar, muito menos na balada que vocês leitores solteirões a procura de um amor costumam ir, eu diria que esses tipos frequentam outros lugares.
O que acontece é que no nosso meio as pessoas ainda estão a procura de se descobrir, de conhecer, de aproveitar, e quando interrogados dizem serem seres românticos a procura do grande amor. Bem, só não podem é culpar o mundo por conta disso, porque sabemos que esses ‘afortunados’ existem sim.
E viva as bodas (de ouro, de prata, de bronze… a ‘arco-íris’ e a cor-de-rosa)!
xo xo
PH







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