Star Trek [Crítica]


Vida longa e próspera, muthafucka!
Tendo acompanhado tudo que foi produzido para Jornada nas Estrelas desde a série dos anos 60 – quando ainda era criança – até Voyager e quase todos os filmes com exceção de “Insurreição”, posso me considerar praticamente um “Treker enrustido” (ainda sou um Star Wars fan). Agora com esse filme, posso finalmente sair do armário na nerdice e falar que sou um Treker completo. Fãs menos xiitas e o público em geral ganha uma franquia mais do que espetacular que vou tentar descrever no mínimo de palavras possíveis.
Em Star Trek – que não foi traduzido para o mais que conhecido no Brasil, Jornada nas Estrelas – conta a história desde a infância dos grandes heróis que se tornarão os tripulantes da mais que famosa nave estelar USS Enterprise. James T. Kirk, Spock, Leonard McCoy, Scotty, Nyota Uhura, Hikaro Sulu e Pavel Chekov através de uma série de incidentes acabam a bordo da lendária nave e partem para uma aventura sem igual. Enquanto isso, mudando um pouco suas histórias de vida, está o vilão Nero. Um “Romulano” renegado que tem o poder de destruir planetas, ameaça a paz e quer por um fim a Frota Estelar.
Parece meio simples olhando pelo ponto de vista de premissa, mas acreditem que não fica por aí. Um dos grandes segredos está na direção de J.J. Abrams que não apenas magnifica tudo que você já pode ter visto de Star Trek, como também cria coisas mais do que novas sem desconsiderar as antigas através do visual que mistura designs modernos arrojados com um pouco to toque a velha série. É ao mesmo tempo uma homenagem mais do que nobre misturada a uma repaginação visual, tudo com requinte sem igual. Se você for muito picuinha pode reclamar de uma ou outra cena de ação meio longa, mas para o meu gosto estava tudo de acordo e fez sentido estar lá. O roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman com certeza foi o melhor possível.
Outro grande segredo além da direção/roteiro em sincronia foi a escolha do elenco. Ninguém ali deixa espaço para outro melhor. Gostaria de destacar o jovem Anton Yelchin roubando a cena com show de interpretação e simpatia ao mesmo tempo. Para mim foi a melhor revelação do filme. Logo em seguida veio Chris Pine como o novo Capitão Kirk. “Pine é Kirk” como diria o Nerdmaster em uma crítica que fez muito tempo atrás depois de ter sido um dos primeiros a ver o filme. Zachary Quinto nos faz esquecer totalmente que um dia foi o lendário Sylar de Heroes e convence ser Spock como se fosse o próprio Leonard Nimoy – que está no filme tanto para prestar homenagem a memória de tudo que passou, quanto para passar a tocha a está nova geração de filmes que está por vir. Acredito que esse foi também o melhor papel de Karl Urban, que fez um Dr. McCoy talvez ainda mais engraçado e intrigante que o original se é que é possível. Simon Pegg usa sua vêia cômica mais do que bem para fazer Scotty e Zoe Saldana fez a melhor Uhura possível. Claro que eu preferiria a Halle Berry, mas como eles tinham que ser mais jovens, a melhor escolha foi mesmo a gostosíssima Saldana. Muitas participações mais que especiais como a cocotinha linda e apetitosa Rachel Nichols como peguete de Kirk na Academia, Ben Cross como Sarek (pai de Spock), Winona Ryder como Amanda Grayson (mãe do orelha pontuda) e a gatinha Cameron de House, Jennifer Morrison, como mãe de Kirk. Ou seja, só pelo elenco já vale ver o filme… Além de tudo dão show de atuação resgatando as personalidades dos personagens originais sem serem uma cópia caricata de suas peculiariedades físicas.
Se não mencionei Eric Bana como bandidão, é porque tanto o bandido quanto o ator são fracos nesse filme, mas tem um motivo para não se destacarem. A história é sobre a primeira e mais especial tripulação, seus vínculos, amizades, rancores, histórias de vida, sofrimentos… ou seja, agora os personagens foram apresentados e humanizados. Tive verdadeiras crises de risos, garantindo que o bom humor da série foi mantido. Também me emocionei com cenas, como a sequência inicial. Além de ficar preso na cadeira com os efeitos especiais das batalhas, skydiving espacial, discussões, etc. Não bastasse isso tudo, todas as coisas básicas de Jornada nas Estrelas são explicadas rapidamente, o que garante que neófitos sejam bem recebidos nessa nova franquia. Resumindo, esse foi um dos melhores “Begins” de todos os tempos ultimamente. Acredito ser a melhor prequência EVER.
Entre alguns pontos legais para se destacar, nunca imaginei ver alguém dizer “Vida Longa e Próspera” com intuito de “Vão se f****” como esse novo Spock
Entre teletransportadores, phases, torpedos de fotons, Romulanos, Vulcanos e etc. ZeroOitocentos RECOMENDA COM MUITA FORÇA que você, fã ou não, corra para o cinema esse fim de semana e não perca a chance de presenciar a história de ficção científica sendo feito. Vai poder contar para seus netinhos “Eu vi quando Star Trek renasceu”.









Ish nunca gostei de “jornada nas estrelas”, mais esse ai ate que deu vontade de assistir ;)
Né?
Muito bom seu comentário, concordo plenamente. Eu também sou fã de Jornada na Estrelas, ou seja “trekker”. Este é um dos melhores filmes do genero!
Achei quase tudo perfeito… As sequências de ação, os efeitos visuais e principalmente sonoros! Tenho que fazer um UP GRADE no meu HT pra aproveitar toda a massa sonora que vem desse filme em casa quando sair o DVD… Porém, como disse, “quase” tudo perfeito, achei que a história que começa bem vai perdendo o ritmo da novidade, de algo original, para um final bem clichê, daqueles previsíveis. Mas no geral minha nota de 0 a 10 dou 8,5