Sim, Senhor [Crítica]
Yes Man

Sim é novo não!
Não é apenas uma comédia, um romance ou um filme “feel good” – daqueles que você se sente o máximo quando sai do cinema – é O “feel good” do ano, já de cara. Insuperável! Esse é o tipo de filme que não tem como você não se sentir pelo menos um pouquinho melhor do que quando entrou. Aparentemente Jim Carey repetiu a façanha de Todo Poderoso só que melhorada.
Em Sim, Senhor! somos apresentados a Carl Allen, um homem que diz não para tudo, evita as pessoas, divorciado, tem um emprego burocrático e está a um passo de ficar sozinho na vida. Não é até ser convidado para um tipo de seminário de auto-ajuda que ele tem um tipo de epifania. Ele aprende a dizer “Sim” para tudo, de forma que coisas boas passem a acontecer. O que ele não tinha idéia eram das coisas fantásticas e incríveis contratempos que dizer apenas sim pode causar a uma pessoa.
O diretor Peyton Reed foi quem mais se deu bem dizendo “sim” a esse projeto. Depois de dirigir uma leva enorme de comédias e filmes b adolescentes, ele deslanchou com Separados pelo Casamento (The Break-up) e agora já emplaca essa super comédia longo em seguida. Sua visão do filme ficou maravilhosa e deu todo um vigor especial para a trama. O show mesmo fica por um elenco pouco conhecido, mais de séries de TV, porém muito talentoso. Carey dispensa comentários. Depois de emplacar alguns dramas e até umas comédias menos bem sucedidas nas bilheterias, Yes Man é um arraso e promete fazer estrago no Brasil também. Seu braço direito está a mais que perfeita – não na verdade ela é um novo tempo verbal – Zooey Deschanel, que apesar de ser ótima atriz não teve o devido destaque. Apareceu em filmes catastróficos como horrível Fim dos Tempos e produções menores como Tin Man. E além dela ser linda com seu charme fofíssimo do tipo que dá vontade de apertar, por no bolso, levar pra casa e casar, dá a carga dramática ao filme como a garota que embarca nas loucuras de Carl. Além disso temos grandes comediantes como John Michael Higgins, Rhys Darby, Danny Masterson de That 70′s Show e o lendário Terence Stamp como o cara que vira a vida de Jim Carey de pernas pro ar.
O roteiro muito bem bolado pelos mesmos de As Loucuras de Dick e Jane – também com Jim Carey – e você nota o ritmo do filme sendo bem parecido, apesar desse ser infinitamente melhor amarrado e escrito. Como quase toda comédia não tem muitas novidades, afinal esperamos sempre o mesmo de comédias desse tipo, mas com certeza alguma situações serão bem inesperadas e por isso bastante engraçadas. Rendeu boas garalhadas. Mas eu deixo o masi importante para a mensagem do filme que me lembra outro fime de Carey, Todo Poderoso, em que nós temos sempre o poder de ditar as coisas boas e ruins em nossa vida. Fica bem claro que mesmo todo aquele papo otimista de auto-ajuda pode parecer balela, mas em alguns casos tem seu fundo de verdade sim.
Esse é o tipo de filme que eu recomendo ver, principalmente com os amigos, pois o ponto forte do filme é valorização da amizade e como novas experiências ajudam qualquer um, até o mais rabugento dos Carl. Leve seu amigo rabugento, seu amigo animado ou até aquela gatinha que anda saindo com você já que tem seus momentos românticos. ZeroOitocentos deixa essa como uma das maiores dicas para esse fim de semana.
E um outro teaser







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