Sherlock Holmes [Crítica]


Mais do que elementar… uma ótima película.
Antes que continuem lendo tudo, vou liberar os trolls para fazerem seus comentários curtos e difamadores dizendo: Não, o filme não é fiel a todas as palavras de Arthur Conan Doyle. Sim, ele é fiel ao espírito da obra e extremamente divertido por isso. Provavelmente alguém que não assistiu não vai saber como isso é possível, como eu não imaginava ser possível, mas é totalmente possível pois presenciei essa “magia negra”. Dispensando o chapéu de coco, o “elementar, meu caro Watson” e toda a magreza e limpeza aristocrática de Holmes, ele ainda consegue ser o mesmo Holmes, em corpo diferente.
Sherlock Holmes traz o lendário personagem de volta a vida em 1890 na Londres Vitoriana para investigar Lord Balckwood, que é preso por Holmes e Dr. Watson. Condenado a morte pelo assasinato de 5 jovens donzelas, Blackwood volta a vida com o uso de magia negra e promete mais três mortes antes de mudar o destino do mundo totalmente. Cabe a Holmes, Watson e ao apoio de sua antiga paixão, Irene Adler, tentar descobrir e impedir os feitos mágicos de Blackwood usando apenas sua astúcia.
Guy Ritchie é simplesmente o tipo de diretor parecido com Tarantino em uma questão: ame-o ou deixe-o. Desde Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes eu escolhi amar seu estilo de direção “gangster” mas grandioso. Em Holmes, ele fica extremamente realista em relação a Londres do século XIX, mas reinventa visualmente todo o universo “Holmes”. As cenas de câmera lenta, sua marca registrada, estão lá e bem vividas de todas as formas. Inclusive, sua implementação nas lutas de Sherlock são fantásticas como vimos nos trailers e clips, com alguns adendos as mesmas. A trilha sonora de Hans Zimmer é nada menos do que espetacular, como se era de imaginar. A equipe de efeitos especiais e fotografia está de absoluto parabéns, pois fizeram o que esse tipo de trabalho tenta fazer, ser imperceptível enquanto é impecável. A pequena ressalva fica pelo roteiro de Michael Robert Johnson and Anthony Peckham que apesar de ter poucos furos de trama, adiciona aí o defeito de ser frenético demais e dar pouco tempo para o “mistério” em si, não que falte muita inteligência e “deduções”.
Robert Downey Jr. não convence os britânicos totalmente com seu sotaque, mas convence o resto do mundo, tanto como um Holmes maltrapilho e desarrumado, como com uma reinvenção de um personagem clássico, mas que fica ainda mais carismático que em qualquer livro/série/filme. Mas a maior mudança fica por conta de Watson, agora não apenas um sideckick desinteressante, mas um verdadeiro parceiro. Ele não está só como Robin de Batman, mas mais como um parceiro detetive. Jude Law conseguiu dar outra vida e visão ao personagem, mas não menos simpático também. Rachel McAdams é uma paixão platônica minha em Holywood e não tem como negar que ela rouba a cena sempre que aparece. Mark Strong é um rosto razoavelmente novo como antagonista principal, mas merece ficar de olho vivo no futuro. O quarteto faz uma boa atuação no geral e Downey Jr. emplaca não só mais um fantástico personagem, como mais uma franquia.
E a história? Difícil comentar sem dar algum spoiler, mas o que se pode adiantar é que provavelmente a visão de Johnson e Peckham junto com a Ritchie vai irritar os fãs xiitas e com certeza isso vai afetar o boca a boca. Entretanto, a necessidade de se reinventar Holmes para o século XXI se fazia necessária, principalmente para levar as telonas. Nós temos um novo humor mais ácido, uma mistura da astúcia de Holmes com o sarcasmo de House. E dá muito certo. Ao final do filme, você fica revendo todos os passos na sua cabeça, tentando ver as pontas soltas e na verdade são muito poucas. Outro grande trunfo que não nos faz odiar os criadores, é que existem realmente várias versões aos elementos clássicos do detetive britânico, mas elas ficam nas entrelinhas. A cocaína se foi, vem a boemia e uma dupla de lutadores exímios. Watson é o veterano de guerra durão. Holmes é praticamente o Neo da terra da Rainha. Nenhum dos dois desrespeita seus personagens por isso.
No resumão, é um filme MUITO divertido em todos os quesitos, com algumas falhas, mas não no quesito adaptação. Tem que se ver que essa história é uma adaptação dos livros e não baseada em um livro específico que tenha que ter usa comparação nos mínimos detalhes como gostam de fazer com outros livros. Vão com a mente aberta para um “novo Holmes”. E não tem como não se empolgar no final com a menção de uma sequência e a participação de um “velho conhecido”, para possivelmente uma longa franquia. Vida longa a Robert Downey Jr. e suas duas grandes franquias.







Eu que tenho que abrir os comentários, ou o pessoal do Brasil vai ver o filme quarta?
Dessa vez fui ver o filme com a sobre do Mestre Zen na minha cabeça e o cinema tinha lugares marcados. Não comprei ingresso para a sombra. Mas mesmo assim não consegui deixar de pensar em que o Sr. tinha pensando, já que deixei para ler os comentários agora, depois de escrever a minha versão sobre o filme.
Ser fã e ver Holmes na tela é sempre bom. Mesmo para os fãs mais radicais. Mas acredito que Sherlock não tenha fãs fundamentalistas, mas seguidores fiéis e de bom senso. Troll é invenção. Os Nerds cansaram de ser chamados de Nerds, jogados de cabeça para baixo no lixo pelos grandões que faziam bulling profissinal antes mesmo da palavra bulling. Agora como a moda é Nerd, Estão devolvendo…. mas isso é assunto para outro post.
Holmes não é nerd, nem troll. Ele é o cara. O pai dos caras. Chuck Norris, Jack Bauer e Macgiver tiveram aula com ele e tomaram bomba! Hahah E não é esse Holmes de cinema somente.
O Holmes do Conan Doyle, fleumático, encurvado, homem machucado na vida, mas que tem prazer em usar a razão. E faz isso com maestria.
Hollywood não é só o diretor ou roteiristas. Não dá para falar em filme de autor em Hollywood. O cara só dirigiu, mas o filme é de toda a linha de montagem, a começar com quem criou esse Holmes e esse Watson. Nessa etapa já vemos o respeito a obra original, como o Mestre Zen fala, pois Holmes e Watson estão lá, bem como estão também as pistas que nós, outros Watsons, podemos seguir para desvendar o que precisar.
Bem diferente de um CSI da vida, que não tem pistas e, numa jogada de olho o crime é resolvido. E o que aconteceu? Ninguem ficou sabendo!
Mesmo nos livros, nos divertimos e rimos com o processo dedutivo e as ações que Holmes faz sem vermos, mas que depois nos são relatadas. Para os fãs dos livros, eu incuído, foi gostoso ver Holmes no Clube da Luta…
Depois que o Mestre falou, agora percebi que há um “cheiro” de snatch nesse filme. Diversão em dobro então!
Para o seu ego, Sr. F… muito bom texto. Parabéns, mesmo que não queira.
Eu juro que não entendi todo o raciocínio em torno de nerds, trolls e holmes hauahuh Mas, tudo bem.
Pelo menos já teve um comentário. Apesar do filme ser a montagem de uma equipe de centenas de pessoas – em casos como de Holmes vão de 200 a 300 pessoas envolvidas – pode-se dizer que é uma obra autoral pelo fato de ser a visão de uma única pessoa, em cima de um texto e idéias criadas por uma pessoa ou pequeno conjunto de pessoas (produtores e roteiristas). Isso sim é assunto pra outro post…
De qualquer forma, obrigado pelo elogio
É, realmente não deu pra entender nada dessa comparação aí.
Né
F… que viagem a minha!.
Ainda bem que o elogio foi objetivo. hhahah. Esse valeu.
Mas nem vou tentar esclarecer a colcha de retalhos que escrevi. Fica ai mais como comentário surreal mesmo. (Mas se puder editar ai para mim, só coloque um “m” na primeira vez que falei “sombra”, pois ficou “sobra” e mesmo surreal, vc não foi como sobra.)
Em todo caso, para quem reler, pensa que sacudi a bacia de ideias e esqueci de separar os assuntos. haha. E ai não foi nada elementar mesmo.
O filme é bom e não te deixa doido não. Eu que escrevi bagunçado mesmo.
Valeu.
Provavelmente verei hoje, volto pra comentar o que achei logo
Uma pequena ressalva, o roteiro do filme foi baseado em uma HQ escrita por Lionel Wigram que é inspirada nos contos de Conan Doyle. E o famoso “elementar, meu caro Watson” nunca foi escrito nos livros, durante uma apresentação de teatro que foi criada a frase pelo ator William Gillette.
Pra falar a verdade, eu esperava mais do Sherlock de Ritchie. Fui ver com a expectativa alta e acabei me decepcionando um pouco. Se não por outra coisa, vale a pena ver pelos maravilhosos Robert Downey Jr e Rachel McAdams. Jude Law eu dispenso.
Ótimo comentário!
Assisti ao filme ontem, e me senti em casa, no sofá, a tarde, assistindo à “sessão da tarde”…
Dois pontos do filme: Robert Downey e Rachel McAdams…
Louco para ver esse filme. Sou fã de carteirinha dos livros do Sherlock Holmes. Pena que não vou poder fazer crítica do filme no meu blog (jackodiario.blogspot.com), já que dedico ele totalmente a filmes de horror XD.
Se vc e fã e conhece o Sherlock vai ser uma decepcao
Caso vc nao conheca ate que da pra passar o tempo
Conheço e amo Sherlock, mas não fiquei necessariamente decepcionado, ofendido, ultrajado, etc.
Vi o filme. Apesar de ser bem diferente do Sherlock do livro. Adorei o Downey Jr. no papel do detetive. Daría uma nota 9,5 pro fillme numa escala de 1 a 10. Guy Ritchie dirigi muito bem filmes de ação.
Sherlock Holmes for ever!!!
Para início de conversa eu não li nenhum dos livros sobre SH, talvez isso afete um pouco minha visão sobre o filme, mas para os críticos fica o recado, minha opnião é sobre o filme e não o livro.
Nota 10 para o filme, elenco e direção. Excelente roteiro. Apesar da vibe Velma ligando os fatos (vibe comum a todos detetives). Percebi também uma crítica velada aos governos que dominam através do medo (muito bem mencionado por Michael Farehneit 11/9). Talvez Robert mereça um Oscar, mas não creio que seja para tanto.
o filme realmente é um triunfo para o downey jr, e para guy richie, que depois desse se livra do titulo de ex-da-madonna.
é visivel que o filme explora um lado muito diferente do que estamos acostumados em relação ao sherlock dos livros. mas isso é porque o filme NÃO é baseado em nenhum livro, mas sim numa HQ de mesmo nome, que infelizmente é inedita no brasil.
e vale se lembrar que em nenhum livro sherlock holmes pronuncia a frase “elementar, meu caro watson”, que só surgiu nos filmes da decada de 30/40.
filme nota 9 para mim
Galera, existe uma coleção de arte conceitual feita para o filme que foi confundida com uma HQ e uma HQ lançada recentemente, mas que é baseada no filme. O filme na verdade é um roteiro original de Michael Robert Johnson e Anthony Peckham.
GPieri tem razão completamente sobre “Elementar, meu caro Watson” que foi implementado em adaptações para a TV de Sherlock nos anos 60 na verdade, na época do preto e branco se não me engano, onde foi popularizada. Supõe-se que tenha sido iniciada em representações teatrais nos anos 30.