Se Beber, Não Case [Crítica]

“Essa é CLÁSSICA!”
Uma das frases mais típicas do filme serve para descrever uma comédia que, para todos os efeitos, é a comédia do ano. Em uma publicidade inicial bem tímida, foram crescendo e conquistando público antes mesmo da estréia, tanto nos States, como em alguns outros países. Terminou como a maior comédia para maiores de 16 anos da história americana, ganhando do antigo recordista, Um Tira da Pesada. Por que é tão bom? A gente responde…
Se Beber, Não Case conta a história de quatro amigos que vão para Las Vegas para uma despedida de solteiro de um deles que está prestes a se casar. Tudo está pronto, eles vão para a farra e começam a beber… No dia seguinte acordam no seu luxuoso quarto de hotel totalmente destruído, com o noivo desaparecido, um bebê no closet e um tigre no banheiro, sem nenhuma lembrança do que aconteceu na noite anterior. Agora eles tem 1 dia para descobrir o que aconteceu com seu amigo antes do casamento.
Simples assim. Uma ressaca com amnésia alcoólica. Felizmente os roteiristas Jon Lucas e Scott Moore aliados ao diretor Todd Philips , fazem disso um verdadeiro clássico da comédia para maiores. Tudo basicamente funciona, desde as tiradas, as piadas visuais. Ele se excedeu em filmar grandes cenas e tomadas nos pontos mais conhecidos de Las Vegas, de forma a homenagear a “cidade do pecado” americana.
Os três protagonistas Bradley Cooper, Zach Galifianakis e Ed Helms, estão simplesmente fantásticos em seus papéis e junto ao que menos participa, Justin Bartha, tem uma química impecável. Eles se amam e odeiam como amigos em uma latada, de verdade. Não bastasse isso, o elenco de apoio é mais que fantástico. Começando pela maravilhosa Heather Graham. Com uma prostituta bonita, gentil, amável, carinhosa como essa, até eu casava. Fantástico também estavam todos os outros coadjuvantes, desde o mafioso chinês gay até o traficante atrapalhado, tudo muito bem encaixado. As participações especiais como a de Mike Tyson são simplesmente impagáveis.
Uma coisa para não se ter medo é das melhores partes estarem no trailer. O trailer já era muito bom, mas o filme surpreendeu muito mais ainda. A homenagem a Rain Man e outros filmes que se passam em Vegas ficaram simplesmente a cereja do bolo. O melhor é a sensação de desolação e desespero do dia seguinte, que apenas quem presenciou tamanha destruição é capaz de se identificar totalmente. Diretor e atores trabalharam juntos muito bem para criar esse clima. Até o sentimento reconfortante de “o que acontece em Vegas, fica em Vegas” é retirado desses personagens.
Garantia de risadas durante todo o filme, seja das piadas de humor negro, das piadas fáceis, das piadas sujas, ou de qualquer pequena tirada. É pouco mais de uma hora e meia de boas tiradas e a sensação de se estar completamente e totalmente ferrado, mas sempre ter como ficar um pouco mais. Esqueça Steve Carrell. Esqueça a nova safra de comédias medianas. Se Beber, Não Case não só foi recorde de bilheteria como promete uma sequência, e mantendo a equipe, pode até significar uma boa e rentável franquia. Tanto em dólares, quanto em risadas. Recomendamos que vá IMEDIATAMENTE rir um pouco com esse filme.









Acho que finalmente concordamos em uma crítica, hehehhe. Há muito tempo que eu não ria tanto com um filme de comédia. Eles acertaram no ponto certo.
E o desfecho foi genial, fazendo as pessoas sairem do cinema empolgadas, rindo, chorando.
Chorando de rir, realmente hauhauahuah O filme é fantástico, vai ficar pro panteão das comédias históricas, ao lado de Virgem de 40 Anos e Tira da Pesada, com certeza.
Gostando ou não, já ficou marcado, até nos recordes de bilheteria.
Realmente, uma comedia empolgante!
Gargalhada garantida.