28 de janeiro de 2009 às 10:00

Resident Evil: Degeneração [Crítica]

Resident Evil: Degeneration

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Quase duas horas de “cutscenes”. Obrigatório para fãs.

Hoje é fato que um bom filme de videogame deve ser conduzido como um bom filme de quadrinhos. Só fica perfeito se for feito pela compania que o criou. Claro que ao exemplo de Final Fantasy, tivemos a melhor qualidade já vista em CGI no cinema, mas pecou-se em muito com o roteiro. Talvez Resident Evil fosse pelo mesmo caminho, mas acabou sendo infinitamente mais fiel em troca de outros problemas.

Em Resident Evil: Degeneração, somos apresentados ao mundo 7 anos depois dos acontecimentos do Resident Evil 2 e a destruição de Racoon City. Umbrella Corp. faliu e uma nova companhia tomou seu lugar como a maior industria de biotecnlogia do mundo, a Will Pharma. A nossa velha conhecida Claire Redfield agora trabalha para uma organização chamada Terra Save, que combate politicamente os abusos da biotecnologia pelo mundo. Tudo correndo muito bem, até que no aeroporto no qual ela acaba de desembarcar, uma epidemia do também velho conhecido T-vírus começa junto com a queda de um avião infestado dos nossos “queridos” zumbis. As margens de um novo ataque “bio-terrorista”, o SRT (Special Response Team) é convocado para resgatar os sobreviventes do aeroporto e um outro velho conhecido de Racoon City vai liderá-los, Leon S. Kenedy. Mas com certeza esse resgate não é mal o início e muito menos o final dessa trama…

Leo e Claire estão de volta e juntos

A união da Capcom com a Sony garantiu uma estréia limitada nos cinemas americanos e japoneses em 2008 e uma estréia mundial em DVD em 2009 – inclusive em terras tupiniquins. A qualidade do CGI porém deixa a desejar. Talvez por ter presenciado tantos cutscenes maravilhosos como os da Blizzard e filmes como Final Fantasy, a exigência tenha aumentado nos últimos anos da franquia Resident Evil. Mesmo assim, em questão de direção e a condução das cenas de ação principalmente, ficaram maravilhosas. A dublagem está impecável e a história é bem na cara dos jogos.

Zumbis em CGI, não tem como errar...

O espetáculo fica mesmo pela menção nostálgica a referências de vários trechos da franquia. Desde a piadinha para os fãs de Claire se devendendo com um “guarda-chuva” (Umbrella em inglês, trocadilho com o nome da extinta criadora do T-virus), até os flashbacks do inferno em Racoon City, Degeneração é um prato cheio para os fãs. Palmas também para a abertura do filme em forma de noticiário, que atualiza o espectador em 7 anos de história em bem menos de 7 minutos. A ação contínua, os apelos sentimentais e as reviravoltas na trama, aliadas ao suspense são marca registrada da nossa história de zumbis em games favorita. A única grande diferença é um Leon mais sombrio e muito mais ágil. Nem O Escolhido consegue fazer uns movimentos tão fodáximos na Matrix.

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Não tem como errar com zumbis em CGI. No final das contas é um prato cheio para os fãs de carteirinha, mas evitaria se não estiver familiarizado com a série porque talvez os efeitos e roteiro não caíssem numa categoria muito especial. De toda forma estão chegando as locadoras hoje, então se é um fã hardcore de zumbis, passe essa semana na sua locadora e peça Resident Evil: Degeneração. Em breve estará a venda também para o público. Se é fã, ZeroOitocentos recomenda. Senão, O Curioso Caso de Benjamin Button é uma boa pedida nos cinemas ;]

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Crítica