25 de outubro de 2008 às 10:00

Quase Irmãos [Review]

Step Brothers

Step Brothers

“Eles crescem tão rápido…”

Tentei tirar qualquer frase do filme que valesse uma citação logo no início desse texto, mas me deparei com um dilema, as frases se encaixam tão perfeitamente numa sucessão de piadas, xingamentos, insultos e tiradas que não tem como extrair um único momento. Quase Irmãos é assim tão bom. Uma mistura de uma tragicomédia familiar com Chaves e Judd Apathow. É assim tão sem noção MESMO.

Na história temos o Dr. Robert Doback, interpretado pelo grande Richard Jenkins, se apaixonado por Nancy Huff, interpretada pela maravilhosa quase-GILF Mary Steenburgen.Tudo lindo se cada um não tivesse seu respectivo filho na faixa dos 40 anos morando com cada um deles, Brennan (Will Ferrell) e Dale (John C. Reilly). Os pombinhos se casam e então todos são forçados a morar juntos. O que começa como uma guerra entre os meio-irmãos acaba se desenvolvendo em algo incrivelmente legal e divertido e é aí que todas as confusões começam.

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Os maravilhosos Ferrell e Reilly já trabalharam junto ao mesmo diretor Adam McKay em Tallageda Nights, que posso dizer com certeza que não chega aos pés dessa produção assinada por Apathow. Em suma veremos dois marmanjos de 40 anos se comportando como completas crianças. Eles nunca cresceram, como dois “Peter Pan” vagabundos. Há quem não goste de comédias desse tipo, onde apenas um ou dois personagens estão completamente deslocados em um mundo real, mas eu particularmente adoro um único personagem non-sense em meio a um mundo divertido. Me lembrou muito a comédia de Ferrell, “Um Duende em Nova York” (Elf), mais pelo deslocamento dos personagens do que pelo enrredo. Além disso, Richard Jenkins está perfeito no papel do pai babaca e indulgente ao mesmo tempo. Quando a Mary Steenburgen, pode me chamar de doente, mas eu tive pensamentos profanos quanto a ela, especialmente nas cenas de lingerie no começo do filme. Ela está no auge dos seus 55 anos, mas não aparenta ter nem 40. E eu que achava a Madonna bem conservada. Mais um pouquinho ela passa de MILF para GILF facilmente =D. No papel ela como sempre consegue cativar e dar um show de atuação.

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Dois homens de meia idade se comportanto como adolescentes rebeldes é uma situação surreal mas bastante divertida em certas ocasiões. O filme particularmente começa devagar como imagino a maioria das comédias de Judd Apathow (com excessão de Virgem de 40 anos) e vai escalando nas tiradas, cenas cômicas e situações inusitadas. Frases como “sua voz é uma mistura de Fergie e Jesus Cristo.” fazem o filme para mim. As referências a cultura nerd são tantas que fica difícil contabilizar – NOTA: Eu quero aquela camiseta do Yoda e tenho dito – sem falar na maravilhosa trilha sonora. O plot pode até ser meio previsível, mas não é nele que se concentra a graça do filme e sim nas atuações e argumentações ao longo do filme. O número de palavrões e cenas de conteúdo “graficamente ofensivo” podem irritar os mais púdicos, mas isso é comédia com Will Ferrell.

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Resumidamente, não sei se é porque gosto desse tipo de comédia por natureza, mas Quase Irmãos foi me conquistando cena a cena e ao final do filme eu já tinha dado boas gargalhadas e estava totalmente imerso no universo caótico de Brennan e Dale, a ponto de querer ser um desses dois quarentões retardados. Recomendamos que vá ao cinema tranquilamente, mas com uma boa galera para darem risada juntos em amigos, ou como o próprio nome diz… quase irmãos.

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Crítica