10 de abril de 2009 às 10:00

Presságio [Crítica]

Knowing

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Entre o possível magnífico e o provável medíocre.

Começam as levas de filmes sobre o fim do mundo. De agora até final de 2012, Hollywood vai tentar sugar o que puder sobre a profecia Maia do final do mundo até a última gota. Abrindo essa leva de mais de 2 anos de espera pelo nosso fim, o filme do momento discute destino, acaso, a grandeza do universo e preceitos bíblicos.

A história de Presságio começa com uma pequena garotinha bizarra e excluída no colégio escrevendo uma série de números randômicos e colocando em uma capsula do tempo do seu colégio fundamental. Anos depois essa mesma capsula é desenterrada, e o filho do viúvo John Koestler (interpretado pelo carismático Nicolas Cage), Caleb, recebe essa carta 50 anos depois. Nos dias atuais, o profesor Koestler do M.I.T. acaba descobrindo uma ordem nos números aparentemente aleatórios. Essa ordem pode prever com precisão mais do que exata as datas e contagem de mortos das maiores catástrofes dos últimos 50 anos. Além das já passadas, ele prevê mais três acontecimentos assombrosos e o último pode ser de proporções muito maiores do que se imagina.

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O diretor Alex Proyas não fugiu de seu tipo de história favorito: personagem principal torturado por tragédia do passado procura sentido em sua existência enquanto é colocado a teste em suas crenças. Caso não acredite em mim, veja seu currículo. Das mãos dele saíram “Eu, Robô“, “O Corvo” e “Cidade das Sombras“. Mas, mesmo sendo um filme bem em seu gênero, ele fez otimamente bem na parte gráfica, misturando elementos de todos seus trabalhos predecessores. Do sombrio ao sci-fi, do tenso a ação. Proyas é mestre em jogar as plateias de um lado para o outro em grandes espetáculos visuais. Infelizmente a parte que não lhe foi conferida é onde o filme peca. Quanto ao elenco não existem reclamações. Nick Cage tem um carisma além do alcance e apesar de alguns escorregões – Perigo em Bangkok? Alguém lembra disso? – é um ator de carreira exemplar. Os outros atores foram bem medianos. Até o atorzinho que faz o filho de Cage não é assim dos melhores, mas convence como o muleque cientificamente pentelho e metido a gente grande, Chandler Canterbury. Nota especial para a gostosíssima Rose Byrne, que já fez vários filmes de ficção científica e terror e interpreta bem a mãe desesperada.

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Eu já digo de cara que Presságio tinha tudo para ser O filme, mas claro que fica faltando no mais importante, o roteiro. De uma previsibilidade inata, você com alguns minutos de filme e tendo visto o trailer já deduz tudo que vai acontecer. Tirando isso, o fato do final ser bem clichezão e as viradas de história não serem “viradas” de forma alguma, tem-se o lado positivo dele saber em alguns momentos construir uma certa tensão. Você vê as m***** acontecendo em volta e realmente tem um senso de desespero e desolação, mas divido esse mérito com o espetáculo visual de Proyas. O acidente de avião poderia facilmente dar pesadelos a mentes mais inocentes e/ou sugestionáveis. Com certeza esse é o tipo de filme para cinema. Os acidentes são os pontos altos que só um ubber som surround pode trazer alegria e felicidade para suas pessoinhas.

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Levando-se em consideração a bilheteria no geral nos States, Presságio não é de todo ruim mesmo, de acordo com o público. Com mais de US$ 25 Milhões aparentemente no primeiro fim de semana, está longe de bater recordes, mas também longe de alguns fracassos desse primeiro semestre que ficaram bem abaixo dos 10 Mi. Eu até recomendo se não estiver afim de ver versões de Animes clássicos, comédias românticas ou algumas das obras primas em cartaz no momento. Divirtam-se tentando descobrir o que fariam se soubessem de alguma porcaria a nível mundial, é o maior barato do filme realmente.

Crítica