[Pergunte ao Mestre] Despreocupar é errado?

É errado não se preocupar? Meus colegas blogueiros se preocupam em serem processados. Os colegas de faculdade se preocupam em tirar uma nota ruim. meus amigos se preocupam com seus relacionamentos. Minha família se preocupa com a crise financeira internacional. E analisando todos os artigos dessa coluna, junto ao que tenho aprendido em livros e na minha experiência particular, parei para refletir: Será que sou eu o errado em não me preocupar?

“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.”
Mahatma Gandhi
Analisando a palavra “preocupar”, temos o prefixo “pré” juto ao verbo “ocupar”. Preocupar é simplesmente se ocupar antes da hora. Por uma reação instintiva ao medo, transformamos uma das infinitas possibilidades do futuro direto para o presente e deixamos tomar conta de todo o nosso lado racional, descondiderando a capacidade de construir uma alternativa. Não me preocupo com a crise, a nota de fisiologia, meus relacionamentos e muito menos em ser processado.
Isso quer dizer que não me importo? Claro que não. A vida não é construída em torno dos conceitos de tristeza e felicidade, pelo menos não do lado prático. São conceitos humanos sobre o qual se tem total escolha. Partindo do pressuposto de que tem que ser divertido, a opção de não se preocupar se torna muito masi simples do que se prega por aí. Se você tem objetivos claros, procura descobrir como torná-los realidade, e principalmente não duvida das suas capacidades, qual motivos teria para se preocupar? Essa pessoa pode não apenas se importar com seu “plano maior” como também com seus problemas adjuntos, e até mesmo problemas alheios. O preocupar, ou seja, o forte hábito que criamos de nos preocupar, acaba paralisando todo esse processo criativo onde você é capaz de manipular sua realidade.

“O segredo para ser infeliz é ter tempo livre para se preocupar se se é feliz ou não.”
George Bernard Shaw
Ainda acredito que estou masi feliz com menos preocupações, menos stress, menos obstáculos, menos problemas e muito mais realizações. E você? Acredita que se preocupar é inevitável? É capaz de manter o futuro no futuro e trabalhar o presente?
Perguntas:
Inspirado pela pergunta de um dos nossos fiéis leitores, o Lázaro, a respeito de ser mais extrovertido, fazer amigos… Eu só posso dizer que tudo dito aqui remete ao medo de fazer errado, de não dar certo, de soar ridículo, etc. Tudo isso é se preocupar com algo que não tem que necessariamente ser verdade. Liberte-se desse medo. Arrisque, demonstre, atue, libere tudo aquilo que você pensa e tem medo de expressar pelos motivos acima citados ou outro. Fazer amigos é se despir desses medos e colocar seus sentimentos em relação a outro ser humano em primeiro lugar. Deixar de ser você mesmo por conta dos medos impostos pelo pensamento alheio é um dos piores crimes com a pessoa mais importante da sua vida inteira… você. Não se pode controlar o que as pessoas vão achar de você. O que se pode fazer é tentar ser a melhor pessoa possível, absorvendo o máximo de coisas boas e deixando elas fluirem de você para o mundo. Tudo que se interpõe nesso processo só prejudica você mesmo. Não tenha medo. E não tenha vergonha de pedir ajuda, se precisar… mas, todo mundo um dia precisa.

É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver
Martin Luther King
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Talvez todas essas palavras tenham sido de suma importância,
creio que após ter as lido não mais irei sucumbir-me ao medo, medo
este que atrapalha algumas vezes, ou melhor quase sempre.
Mas ainda sim me pergunto: Por onde devo começar, como o fazer???
Perguntas essas que ficam reverberando o receio de fracasso.
O artigo foi de um valor inumerável, por isso parabéns pela capacidade graciosa da escrita.
Nossa, a frase final de King, é maravilhosa. Ele é um grande exemplo. Belo texto, meu querido amigo, e quase psicólogo. Tenho tentado me preocupar menos… viver um dia de cada vez.
Um beijo enorme.
*Kd o banner do seu blog? inté hje…
@Lazaro
Como não tenho muito por onde trabalhar e não sei exatamente onde está seu empecilho, fica difícil dar instruções mais diretas, aí só conversando melhor mesmo. Mas se não me engano, visite os outros textos dessa categoria, talvez algo lhe ajude a começar. Eu te digo só que comece do começo, o texto “There is no Spoon” dessa mesma coluna pode lhe dar uma direção de como fazer isso.
@nubia
Opa, trabalhando nisso :wink:
Valeu pelos elogios. King era isso mesmo, um “king” nas palavras :happy:
Cara, gostei do texto, até porque tem coisas que eu estava pensando esses dias justamente pra um post que ia escrever (claro, de forma debochada e gumpesca, então não ia ter quase nada a ver com isso). É que eu já me preocupei demais, com tudo. Cada prova, cada evento, até com perder a hora eu me preocupava.
Passei a adotar um método: aceitava o pior que podia acontecer. Se a preocupação fosse a prova do dia seguinte, eu aceitava a idéia de ir mal e via que não era o fim do mundo. Estudava despreocupado e justamente por isso ia bem.
@Christian Gump
É, você acabou de revelar o segredinho de todo o meu texto no final do seu comentário. Eu empreguei esse método também, ainda emprego as vezes quando a situação é muito crítica e foge do meu controle emocional, como uma “saída de emergência”. Mas hoje já assumo o melhor primeiro e deixo o pior só para casos mais graves hehehe :happy:
É a “anti-lei-de-murphy”. Se algo tem a chance de dar certo, com certeza vai. Otimista e as vezes difícil de empregar, mas tem funcionado. E nos casos onde não se vê saída, faço isso que você disse, o que eu chamo de “controle de danos”.
Cheguei a este post na hora certa. Estava aqui a me descabelar por causa de uma prova.
@TatiLie
É só lembrar que nunca é por causa da prova, é por causa do medo não tratado por detrás da prova. E tudo isso porque? No final 99% dos nossos medos são coisas que não vão se tornar realidade. Não se sinta culpada de ficar calma :wink:
Sei bem o q é isso, voce simplesmente nao consegue ficar preucupado!!! Mesmo quando precisa muito!
@Mestre Cenoura: Na verdade eu não nasci assim, mas um pouco dessa forma e venho desernvolvendo. O que estava querendo chamar atenção é para a cultura “pró-preocupação” que existe por aí fora.