[Pergunte ao Mestre] A contra-utopia da obrigatoriedade
Por algumas décadas de revoluções que foram desde a igualdadde racial, até o liberalismo sexual, passando pela reformulação dos conceitos democráticos, a sociedade criou um grande mote entre as duas últimas décadas: “Você tem que fazer o que gosta”. Isso serviu durante muito tempo não apenas para os ricos, mas durante esse periódo serviu a todas as classes sociais, reverenciando que quem faz o que gosta pode se sobressair e ter um estilo de vida melhor. Essa “utopia” de fazer APENAS o que se gosta, durou bastante tempo, mas seus resultados práticos não foram dos mais satisfatórios.
Em grande verdade, se realizassemos apenas o que gostamos, satisfazendo nosso “Id” eternamente sedento por prazer, não construiriamos uma sociedade muito produtiva. Por conta dessa demanda de produtividade e eficiência, foi criada uma mentira para encobrir certas coisas de nosso campo de visão.

Fecha os olhos para não seres cego.
Vergílio Ferreira
Hoje em dia, se tem que fazer o que se deve fazer. As “obrigações” comandam nossas vidas novamente, como em tempos feudais, que servos e escravos TEM que fazer suas respectivas tarefas. Você tem que estudar, ir para uma boa faculdade, se formar, especializar, arranjar um emprego estável, casar, ter filhos, educá-los da melhor maneira possível, fazerm com que eles também se formem e tenham empregos estáveis e manter suas finanças em um balanço nítido entre ganhos e despesas. Então você se pergunta: formar em que? trabalhar em que? casarm com quem? E a resposta para todas essas perguntas residem cruel e friamente na Contra-utopia da Obrigatoriedade.

Não se pode matar a ideia a tiros de canhão nem amarrá-la.
Louise Michel
Na verdade a resposta para todas essas perguntas é “tanto faz”. Nessa contra-utopia, não interessa sua vontade, apenas o que você deve ler, comer, beber, consumir, fazer, produzir para ter o que tem que ter e não para realizar seus desejos e sua vontade criativa. “Fazer o que gosta” foi substituído por “Faça o que deve, custe o que custar”. E o preço tem sido alto: Uma sociedade psicologicamente doente. Filhos alienados em uma “corrida dos ratos” sem fim. Uma feminilidade somatizada pelo peso das diversas tarefas que deve executar. Homens afogados em mares de ódio que é reflexo de uma geração cada vez mais frustrada. Não existe vazão para seus sonhos. Sua vontade não conta, apenas o conteúdo da sua carteira e sua capacidade de sobrevivência.

Todos os opressores… atribuem a frustração dos seus desejos à falta de rigor suficiente. Por isso eles redobram os esforços da sua impotente crueldade.
Edmund Burke
Talvez a geração “faça o que gosta” pode não ter sido a mais produtiva, mas com certeza foi mais saudável. Talvez tenhamos que passar por uma crise mundial, um efeito estufa ampliado, um surto de violência endemico via terrorismo e várias outras catástrofes para enxergar que o melhor é o meio termo. Temos que reaprender que nosso mundo deve girar entre o que temos que fazer para alcançar o que queremos fazer. Obrigações, disciplina e responsabilidades são inevitáveis, mas devem servir apenas a seu único e verdadeiro propósito, não a um estilo de sobrevivência desmedida e sem finalidade.

Não gosto do trabalho, ninguém gosta; mas gosto do que é no trabalho a ocasião de se descobrir a si próprio.
Joseph Conrad
Um amigo me questionou recentemente se eu seria capaz de achar esse meio termo. De ignorar a opressão da obrigatoriedade e realizar o que eu me propunha a realizar. Nesse sentido eu só pude lhe dar uma resposta: Talvez eu esteja errado. Talvez eu me dê mal tentando realizar meus sonhos. Só que com certeza prefiro isso a desistir dos meus ideais e ser só mais um na fila de entrevista para emprego de carteira assinada. Não sou o jovem idealista de 18 anos que fui um dia, mas também me recuso a me tornar agora um velho desiludido de 80 anos. Não ceda a Obrigatoriedade. Ela não é seu sonho e com certeza não vai te fazer mais feliz.







Cara, meu atual trabalho (meu saco tava dando ferida de tanto ficar cocando em casa ai resolvi trablhar) me provê tempo suficiente pra ficar aki colocando um monte de comentarios estapafurdios (<- adoro esta palavra).
Bom, a vida é bem simples, dexa eu tentar explicar ela pra vcs.
Todos nós nascemos careca ou com pouco cabelo, pelados, sujos de sangue e logo comecamos a fazer um barulho estridente e assutador e infernizamos a vida de nossos pais, que logo se perguntam: “Pq nao usei a camisinha?” E mesmo tendo esta pergunta em suas cabecas, eles continuam com o mito da fenda na pedra q esconde uma caverna com uma cachu no final.
Viu, simples, essa é a vida! Tudo se resume ao mito da caverna! Agora, o grande problema da vida, é q pintaram a entrada da caverna e construiram um monte de outras, dizendo serem mais avancadas, melhores e etc… e agora te cobram uma grana para entrar e outra maior para sair de lá. Mas em contrapartida, vc tem celular para ligar pra todos q estao fora da caverna e chama-los pra dentro.
Nao entendeu nada?
Entra aki na caverna q eu te explico, rsrsrs
Abracos, Teo
PS.: Mande servico pra minha firma se nao eu vou ficar atrapalhando o blog dos outros!
@Teo
Ué, mas isso não seria Pirinópolis? huahuahua :cheerful:
Vou te arranjar o que fazer, JÁ! kkkkk