20 de março de 2009 às 9:30

Pagando Bem, Que Mal Tem? [Crítica]

Zack And Miri Make A Porno

Zack and Miri Make a Porno

Menos engraçado que o esperado, muito mais tocante do que se imagina.

Depois de tantas polêmicas, atrasos na estréia e tudo mais, o Nerdmaster surpreende novamente. Não tem uma vez que Kevin Smith não entregue o que promete. Claro que o filme era para ser muito mais engraçado do que pareceu, mas com certeza não é nada sem graça. O que ele é surpreendentemente capaz, é de emocionar ao mesmo tempo que faz comédia.Consegue ser totalmente pervertido e ao mesmo tempo demonstrar os sentimentos mais puros. E mais uma vez Kevin Smith faz sua magia do amor através do pornô… ou não.

Em Pagando Bem, Que Mal Tem? – tradução tenebrosa para Zack e Miri Fazem Um Pornô – conhecemos a história do casal homônimo, Zack Brown (Seth Rogen) e Miriam Linky (Elizabeth Banks) que estão na mais absoluta quebradeira financeira. Amigos desde infância, moram juntos em um tipo de acordo dos “ferrados”. Com meses sem pagar contas por causa de sua total falta de nexo com dinheiro, eles são jogados de volta a realidade em uma reunião dos antigos colegas de ensino fundamental, famoso High School. Então depois de cortarem sua energia, água e aquecimento, na maior bancarrota, surge a brilhante idéia: Fazer dinheiro e sair do buraco com um filme pornô, com eles mesmos. Nem precisa dizer as condições hilárias da história, mas eles acabam descobrindo muito mais do que imaginavam sobre si.

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Não tenho palavras para o Nerdmaster. Ele faz comédias para nerds, antes mesmo dos nerds começarem a dominar o mundo. Só que agora não são dois nerds tentando se safar da terceira idade ou anjos tentando ferrar com a humanidade, nem nenhuma viagem relacionada a quadrinhos. É a história de dois amigos que se vêem em uma situação moralmente complicada, mas ao mesmo tempo muito divertida. E nisso Kevin Nerdmaster Smith, como gosto de chamá-lo, se supera com facilidade. Desde seu cuidado com o realismo de seus cenários até a direção dos personagens, é tudo muito fantástico. Seth Rogen é para mim o novo deus da comédia. Quero ser ele quando crescer. Elizabeth Banks… nem sei descrever. Ela é totalmente apaixonante. Sabe o tipod e garota que você quer na sua vida, mesmo que seja só para ter um papo legal, mas que ao mesmo tempo tem pensamentos totalmente profanos com ela? É Banks como Miri. Sem falar que nas cenas mais “picantes” ela tá simplesmente…. Continuando. Todos os outros fantásticos comediantes fazem sua parte, com destaque para o colega de Zack, Craig Robinson interpretando Delaney.

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Depois de assitir entendi o estardalhaço por causa da censura. Tem bastante sexo – não explícito, só um pouco, sorry – nudez e piadinhas bem sujas para um público infante. Mas também não vejo nada demais para fazer ser acima de 18 anos fuderosamente falando. Não tem nada alí que o muleque cheio de espinhas na cara não tenha visto. Tirado isso do sistema, digo que a película apesar de toda a sensualidade implícita, carrega na verdade uma mensagem nos personagens muito masi profunda que até o mais romântico dos filmes eróticos poderia conseguir transmitir um dia. É a singela história de dois amigos que se apoiam, que se amam e que fariam tudo um pelo outro… e pra se darem bem também, claro. E a cena do pênis de Jason Mewes é realmente meio bizarra. Além do beijo de Brandon Routh e Justin Long não ser nada assim chocante. Eles só deram um selinho mesmo. Só é estranho ver o “Super-homem” beijando outro cara, isso sim.

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Óbvio que a linguagem que Smith usa nos seus roteiros e direções não são para qualquer um, portanto reconheço que várias pessoas vão ao cinema esperando um “Porks” da vida e vão encontrar uma história cheia de alfinetadas psicológicas, tiradas explícitas AND sutis, além de vários momentos “ooouuunn” misturados com risadas homéricas. A cena inicial é toda fantástica e acho q foi uma das partes que mais ri definitivamente. Mesmo assim o filme não é para todos.

De toda forma, é um SENHOR filme e recomendo para todo mundo que quiser uma comédia para assistir com os amigos, com uma garota mais descolada e até com aquele priminho espinhento que adora piadas sujas. No cinema deve ser ótimo, mas talvez fosse até melhor no aconchego do lar. Deixo com vocês a escolha, mas com certeza vale a pena.

Entrevista com Kevin Smith (inglês sem legendas)

Crítica