21 de novembro de 2008 às 23:49

Os Estranhos [Review]

The Strangers

“Tamara está em casa?”

Ainda bem que Tamara não estava em casa para ver como o filme levou uma boa premissa para o buraco. A película que foi vendida nos trailers omo um clássico terror psicológico de casal isolado e perseguido entrega parte do que promete, mas a parte que entrega é muito bem feita, devo admitir.

Em Os Estranhos, James Hoyt, interpretado por Scott Speedman e Kristen McKay – que está na pele da mais bela e graciosa Arwen possível, Liv Tyler – são um casal voltando de uma recepção de casamento. Em retiro para uma casa de veraneio completamente isolada, que começam a ser aterrorizados por um grupo de estranhos e desconhecidos delinquentes. A história é baseada em fatos reais

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A premissa unida ao trailer sugeriu um filme fantástico. Diferente da maneira que os filmes de terror psicológico atuais, como os últimos Jogos Mortais e similares, este não recai principalmente na vontade de viver das “vítimas” e sim na banalidade de da motivação dos “bandidos”. O diretor novatíssimo Bryan Bertino conduziu perfeitamente o filme, criando um clima de suspense, uma sensação de impotência e isolamento inigualáveis. Apesar de achar Scott Speedman meio fraco em outros papéis, gostei dele no filme. Liv Tyler nasceu para transpor o desespero no olhar. Prova disso que as cenas em que ela estava sozinha foram muito mais angustiantes que os momentos de tensão em que ele era o protagonista. O visual, a ambientação e principalmente o prelúdio meio “dramático” que precedeu o suspense mesmo foram muito bons e cruciais para se construir o clima. Então o que teria dado errado?

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Basicamente o roteiro. O roteirista escreveu uma ótima sinopse, primeira metade do roteiro até interessante e aí… se perdeu. Caiu na rotina, na mesmice, perdeu a mão e deixou de explorar as partes mais chamativas da história para seguir a velha idéia “Anão vestido de palhaço mata 8″. Ele tinha ótimos assassinos, totalmente desprovidos de senso e dotados de inteligência, mas para que? Não surgiu isso na segunda metade do filme e no final parece apenas que ele correu para acabar de escrever porque tinha uma outra idéia melhor de roteiro para fazer. Isso é o típico roteirista preguiçoso que encontra um produtor mais preguiçoso ainda e o filme dá jogo. O filme não é todo ruim, eu gostei de muita coisa. O problema é que o climax que seria o mais imporante, não presta. Falhou, tão perto de ser memorável. E no final você pensa “não acredito que ele acabou esse filme assim… não acredito mesmo”.

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Então, esse mês, e especificamente essa semana, tivemos vááááários outros lançamentos e realmente recomendo que vejam alguns dos outros antes de conferir Os Estranhos. Principalmente uma semana depois do lançamento de [REC] – que eu criticarei futuramente, comparando com sua versão gringa chamada Quarentena – Os Estranhos pareceu ter mais suspense, mas longe de ter tanta emoção e tensão. Diante de tantas estréias, melhor escolher outra coisa, ou esperar sair na TV, quem sabe nas cenas iniciais você consegue convencer uma cocotinha a entrar no clima romântico e mandar ver =D. Mas como filme de terror, tsc tsc tsc, sem mais comentários.

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Crítica