13 de fevereiro de 2009 às 10:00

Operação Valquíria [Crítica]

Valkyrie

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Nós temos que mostrar ao mundo que nem todos nós eramos como ele…

Depois de uma Guerra Mundial, um país em desgraça e um ator amaldiçoado pela Cientologia, um filme é bom para redimir todos esses e mostrar que nem todos podem ser condenados por apenas um momento ou o ato de algumas pessoas. Esse é o espírito da nova empreitada cinematográfica cheia de nomes estelares que estreou essa sexta nos cinemas.

Em Operação Valquíria, somos apresentados a história baseada em fatos reais do Coronel Claus von Stauffenberg – brilhantemente interpretado por Tom Cruise – que depois de perder muito para a Guerra, se dá conta que os interesses de Hitler não são os melhores interesses para a Alemanha e o mundo. Ele então se une a uma resistência alemã que alcança os mais altos escalões do governo, para dar um golpe de estado. O principal de seu plano recaia sobre o plano de assassinato do próprio Adolf Hitler.

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Depois do fiasco no mundo dos quadrinhos com Superman, Bryan Singer é o primeiro a se redimir com um filme que se trata de honra e fazer a coisa certa. Ele fez a coisa certa, transformando o thriller político em algo simplesmente emocionante em todos os sentidos. Esse filme está para os alemães como um Coração Valente deve estar para os escoceses. Graças a impecável fotografia, música, clima em geral. Cruise também consegue se redimir de toda a boataria a respeito de sua família e as suas loucuras guiadas pela Cientologia. Ele prova que ainda está no páreo e não veio para brincadeira quando o assunto é atuação. Ninguém convence tanto a se levantar contra o que há de errado quanto ele. Obviamente esse filme não seria nem um décimo do que foi se não fosse o talento do super-elenco com nomes como: Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkinson e o fodáximo Terence Stamp (Jor-El???). Destaque especial para o ator alemão Christian Berkel que fez um papel esplendoroso como grande ajudante de Stauffenberg (nomezinho ingrato ao escrever esse texto).

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A idéia inicial, nos primeiros 5 minutos de filme que puderam conferir aqui no blog, é a que permanece durante todo o filme. “Você pode servir a Alemanha ou pode servir o Fuher, mas não pode servir ambos“. A idéia era realmente mostrar que nem todo alemão é nazista safado assassino de judeus, assim como todo preconceito (por ambos os lados) é a mais pura burrice. Foi a forma da Alemanha se redimir de seus crimes que os atormentam até os dias de hoje. Não é novidade, visto o clima político instaurado por Kate Winslet em O Leitor, sobre assunto parecido. E apesar do filme parecer esfriar antes de entrar em sua metade, a partir do momento em que as coisas estão colocadas em movimento, a tensão vai aumentando a níveis épicos ao longo do filme. Claro que todo mundo já sabe o final da história, pois se eles tivessem conseguido, o final da Segunda Guerra seria outro e milhões de pessoas teriam sido poupadas, mas… Você torce a cada minuto para dar certo, esquecendo que vive em 2009 e se transporta para aquele momento meses antes da invasão da Normandia.

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Não sei se esse gênero ao menos existe, mas este é um filme de “suspense épico”. O que interessa é mostrar que nunca é tarde, impossível ou arriscado demais fazer a coisa certa, honrada e necessária.Por ser a redenção de Singer, Cruise e de todo o lado “heróico” da Alemanha. Por ser baseado emotivos tão nobres, ter atores fantásticos, uma história envolvente e ser simplesmente UBBER FODÁXIMO, ZeroOitocentos recomenda fortemente que confira este entre outros tantos lançamentos da semana – e são muitos – mas somente se quiser ficar tenso e gostar de saber o que rolou nos “bastidores” da guerra.

Musiquinha de Jogos Mortais veio bem a calhar nesse trailer ;]

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Crítica