8 de janeiro de 2009 às 15:26

ONU suspende ajuda a Faixa de Gaza

Conflito em GazaO conflito na Faixa de Gaza é a noticia mais querida dos noticiários nas últimas semanas. Não sem motivo, é claro. O conflito que teve início na fundação do estado de Israel, no final do século XX, parece não ter resolução próxima.

Para os mais desinformados a guerra foi retomada em virtude de uma trégua mal sucedida entre os arque-inimigos Hamas, que iniciou um bombardeio, e governo de Israel, que acabou invadindo a região.

O cessar-fogo foi negociado pelo Egito, em junho, mas obviamente foi desrespeitado varias vezes e… Pelos dois lados. O “contrato” expirou de vez em 19 de dezembro sendo rompido pelo Hamas que acusa Israel de não suspender o bloqueio a Faixa de Gaza que cria enormes dificuldades para a população da região.

A ONU crítica a posição de Israel. As barreiras impostas a Faixa de Gaza impedem o acesso a produtos básicos, alimentos e remédio, e gera crise em um espaço minúsculo – a faixa de gaza representa ¼ do município de São Paulo – e super povoado, com 1,5 milhão de habitantes. O governo israelense, por sua vez, acusa o Hamas de não cumprir seu lado da promessa, pois lançou foguetes contra as cidades do sudoeste de Israel e não reprimiu o contrabando de armas e explosivos. (Chegam à região atravessando túneis na fronteira com o Egito)

Os foguetes lançados pelo Hamas foram apelidados de “Qassams” e são mísseis caseiros de baixa precisão que tem provocado mais destruição do que mortes. Entretanto foram lançados mais de 500 mísseis nos últimos 2 meses, o que acabou movendo o estado de Israel a tomar uma providencia.

A UNRWA, órgão da ONU voltado para os refugiados palestinos, anunciou que por conta da presença palestina e do risco potencial vai suspender a ajuda na região por tempo indeterminado. A morte, supostamente acidental, de dois motoristas palestinos, que estavam prestando serviço humanitário para a ONU parem ter sido a gota d’água.

A Faixa de Gaza teve, pelo segundo dia consecutivo, um cessar-fogo de três horas para “permitir que a população se abasteça de artigos essenciais” disse Peter Lerner, porta-voz do Exército israelense para a coordenação com os territórios palestinos. Até agora o confronto já fez mais de 760 vítimas e mais de 3000 feridos no território do Hamas, mas matou menos de 15 israelenses, sendo que desses oito eram soldados em atividade.

Diplomatas israelenses vão nesta Quinta-feira ao Egito ouvir as propostas de cessar-fogo elaboradas pelos presidentes Mubarak, egipcio, e Sarkosy, francês. O plano consiste basicamente em um cessar fogo completo e imediato para permitir a atuação de grupos humanitários. Mas é tudo muito vago e segundo o próprio Hamas, muito pouco e nada sólido, para garantir uma trégua.

Resta a nós esperar e conferir os próximos capítulos da tragédia.

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