6 de setembro de 2009 às 1:55

O Sequestro do Metrô 123 [Crítica]

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A pergunta que não quer calar: e daí?

Um cara aparentemente doido e revoltado sequestra um metrô em New York. A grande pergunta que nos deixa é “E daí?”. Esse é o tipo de história de fundo para introduzir um super-herói, ou como prelúdio de uma equipe anti-terrorista como em Swat, que pode ter funcionado muito bem na época do filme original de 1974 com Walter Mathau, mas hoje não serve nem para pano de fundo propriamente. No resto o filme se sobressaiu.

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Em O Sequestro do Metrô 123, Walter Garber é um controlador de tráfego do metrô da cidade de Nova York, que tem seu dia transformado em caos por um crime audacioso: o sequestro de um dos carros do metrô. Ryder, a mente criminosa, é o líder de uma gangue de bandidos fortemente armados e ameaça executar os passageiros do carro, a menos que um enorme resgate seja pago no prazo de uma hora. Enquanto a tensão aumenta sob seus pés, Garber aplica seu amplo conhecimento do sistema metroviário numa batalha para enganar Ryder e salvar os reféns.

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Não se pode duvidar da habilidade de Tony Scott como diretor. Desde a fotografia até a música fizeram seu trabalho magistralmente, mas ficou faltando um algo mais. Nem só de diretor se faz um filme. Sua experiência com Denzel Washington, que interpreta Garber, em Chamas da Vingança e Deja Vu não foram suficientes para salvar este filme como exaltou os outros. Aliás, a fotografia lembra em muito esse segundo filme citado. Por falar nisso, o elenco – que é do tipo ame-o ou deixe-o – inclui também John Travolta como Ryder, John Turturro, James Gandolfini e Luiz Gusmán. Turturro não precisa nem comentar, porque ele se sai bem em qualquer papel, seja no drama, na comédia e agora até na ação. Até Travolta que muitos não gostam ou simpatizam nos últimos tempos achei que se desempenhou muito bem. Gosto dele, apesar das críticas desfavoráveis.

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O que não deu pra engolir foi o roteiro. O número de furos não foi justificado pela ação, ritmo e insipiência das emoções. Não fosse por uma ou outra cena de Denzel, o filme não passaria nada além de um ligeiro sono. Roteiro dos mais sofríveis, tanto que ele mesmo apontava de forma gritante os próprios furos. Não vou entrar em detalhes pois sei que sempre tem os teimosos que querem conferir o filme sem spoilers. Mas já adianto para irem se preparando que a coisa não vai ser bonita. A previsibilidade é tanta que nem o tal suspense que sinopse e trailer prometem se concretiza. Até chega a criar alguma tensão em momentos, mas ela não desemboca em final climático ou nenhum outro tipo de acontecimento comum nos filmes de ação Hollywoodianos. Isso porque a premissa tinha algo de interessante. Não vemos muitos sequestros em metrôs. São lugares densos, perigosos e que podem ser muito explorados. Céus, algumas das cenas mais tensas que já vi de terror e ficção se passaram em metrôs. Como não aproveitaram nada da velha escola Hollywoodiana? Pessoal vive comentando de furos no roteiro nos filmes que elogio aqui, mas eles se compensam com cenas e momentos espetaculares… nesse caso não, você fica só com os furos e promessas não cumpridas nas mãos.

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Em resumo, o metrô poderia ter continuado enterrado nos túneis de Nova Iorque que teria sido muito mais produtivo. Com certeza não vale a ida ao cinema e se for pensar em alugar, reflita muito para ter certeza que é a última opção. Para uma boa Sessão da Tarde talvez resolva. Quer uma dica? Vai assistir Up – Altas Aventuras… Já viu? Assiste de novo. Seu dinheiro seria melhor empregado, na minha humilde opinião.

Crítica