O Lutador [Crítica]
The Wrestler

Até que ponto é “tarde demais”?
Em uma história que mistura um pouco de fato e ficção, o grande vencedor do Oscar de melhor ator – indiscutivelmente vai ser ele – retrata a vida de um cara que poderia ser qualquer um de nós, desde que nos dedicássemos a algo com tanta paixão quanto esse verdadeiro lutador. “Amor. Dor. Glória” realmente descrevem as sensações do filme que não tem um “enredo” mas é sim um retrato de uma vida.
Em O Lutador somos apresentados a vida de Randy “The Ram” Robinson, que muito tempo depois de seus tempos de glória nos anos 80 como lutador de luta-livre vive uma vida nem um pouco glamourosa. A história acompanha sua vida enquanto ao sofrer um ataque cardíaco, tenta se recuperar e consertar os erros que cometeu ao longo da vida enquanto enfrenta o dilema de retornar a glória dos ringues de luta. Em meio a um estranho relacionamento com uma stripper e tentar se reconciliar com sua filha, ele tem que decidir se arrisca sua vida indo contra ordens médicas de parar de lutar.
Eu sei que a trama parece curta, mas acredite, são quase duas horas que retratam uma vida inteira. Você se sente na pele de “Randy”. Darren Aronofsky, de Requiem Para Um Sonho, se supera e faz com que comamos, trabalhemos, amemos e vivemos pelo ‘The Ram”. Ao mesmo tempo que sabemos de todos seus erros, entendemos porque ele é, como é dito em certa parte, “um pedaço velho e quebrado de carne”. A câmera seguindo o lutador e naquela sensação de primeira pessoa, nos coloca como se fossemos uma pessoa vivendo lado a lado com o personagem, o que enriquece muito a experiência. Sem falar que o roteiro nem parece um roteiro, pois é tão bem interpretado que dá a impressão que são pessoas de verdade alí. São tantos acertos na direção desse drama que eu poderia ficar horas descrevendo todos os detalhes maravilhosos, da maquiagem aos efeitos especiais e cenários… Tudo.
Mickey Rourke depois de se digladiar em décadas de problemas legais, lutas de boxe e reconstruções faciais, assim como o personagem, tenta reconstruir sua vida. Ele realmente conseguiu o papel de sua vida. Não vejo um acerto tão grande de personagem e ator na vida real desde Robert Downey Jr. interpretando o playboy e inconsequente Tony Stark. Uma atuação brilhante e um papel feito sob medida para o ator. Tudo caiu como uma luva. Agora a parte que me encantou, Marisa Tomei como a stripper Cassidy. Sim, ela está pelada metade do filme… e é magnífico. Eu digo que é difícil ter uma coroa tão gostosa quando Marisinha (ó a intimidade) em seus 44 anos. Ela dispensa comentários em sua atuação, sempre impecável. A surpresa ficou por Evan Rachel Wood que cada vez mais prova não ser apenas mais um rostinho bonito. Em suas cenas interpretando a filha de Randy, Stephanie, realmente dá um baque no espectador e deslumbra com a belez. Mas por algum motivo me encantei mais com Marisinha.
Direção espetacular, interpretações fora do comum (sério!) e um drama de amolecer o coração até dos mais durões. É receita pra pagar Oscars mesmo. Vivendo a vida de Randy durante essas duas horas faz você pensar no cuidado que tem que ter com sua vida, seja estando por cima ou por baixo, já que tudo é muito frágil… Até o mais forte dos lutadores.
Se estiver com paciência de enxergar uma vida difícil por outros olhos e ver que cada um tem sua forma de ser feliz, então acho que é muito bem recomendado o filme. Agora, só se tiver paciência, senão Sexta-feira 13 tá aí pra assistir.
É mês dos filmes densos “pré-Oscar”. Divirtam-se…
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Incrível, magnífico, esplêndido, arrebatador…….adoro cinema, mas não sou de deixar comentários em sites sobre o assunto, mas neste caso me senitr obrigado a deixar minha impressão sobre essa obra. O filme nos levar a compartilhar as dores e sentimentos vividos pelo personagem, nos coloca dentro de seu mundo, nos fazendo torcer por ele como se fosse alguém que faz parte de nossa vida e conhecemos a há muito e tempo. Mikey Rourke está impecável no papel de Randy, tudo quanto se escrever sobre sua atuação será desnecessário, basta dizer que está irretocável, perfeito. Marisa Tomei também merece destaque, está magnífica como Cassidy, cativante, linda e sensual sem ser vulgar, atuação impecável.
Assistam e tenho certeza de não irão se arrepender…e olha que eu não dava muito pelo filme, pois nem de longe sou fã de luta livre. Não se engane, o filme não é sobre essa modalidade de luta, mas sobre a vida de um lutador, no sentido mais literal da palavra. Só tenho um arrependimento: não ter visto antes.
Demorou a surgir um comentário, mas fez valer a pena ter escrito a crítica. Realmente assino embaixo de tudo que disse.