O Leitor [Crítica]
The Reader

Onde mistério e romance se encontram no drama… What? É…
Quando você pensa nesse filme como sendo longo, denso, melodramático, visualmente cru e carregado emocionalmente, a primeira coisa que lhe vem a cabeça deve ser “que chato”. Claro que para um bom leitor, um livro assim pode ser chato ou a melhor diversão de sua vida. Assim funciona esse filme, como um muito grande e bom livro. É sobre esse pano de fundo que gira a misteriosa e romântica história.
O Leitor conta a história de um senhor já entrando na terceira e relembrando algo impressionantemente marcante em sua vida que começou aos 15. Em 1958, o então jovem Michael Berg se relacionou com uma mulher com o dobro de sua idade chamada Hanna Schmitz. Ao descobrir que ela adorava que ouvir a leitura em voz alta, em meio a um tórrido romance, sua relação se aprofundou. Depois que Hanna desaparece, o jovem Michael cresce e 10 anos depois a revê em um julgamento de nazistas observado por sua faculdade de direito, apenas para descobrir que uma das rés é a própria Hanna. Então ele vai ter que lidar com alguns segredos, sentimentos do passado e uma história muito mais comprometedora e intensa do que se pode imaginar.
O diretor Stephen Daldry, apesar de ter trabalhado em poucos filmes – Billy Eliot e As Horas sendo alguns – é especialista em histórias longas, inusitadas e intrigantes. Nesse caso ele fez um trabalho estrondoso e não falo apenas pelo comprimento do filme com 2 horas, mas sim pelo fato que se passa em maior parte na Alemanha da década de 50 até anos 80. Acreditem, não é um daqueles filmes filmados em Vancouver para parecer Europa. A coisa ficou muito bem feita em todos os aspectos, principalmente o visual cru da coisa. Quanto as atuações, acho que não tem nem como começar.
Acho difícil dizer que é o melhor filme da carreira de Kate Winslet, mas vou arriscar que é o melhor filme da carreira de Kate Winslet que vi até agora. Ela definitivamente não fez esse projeto por vaidade, pois as poucas partes do filme que está realmente deslumbrante são as partes que refletem seus momentos mais apaixonados e representado sua verdadeira idade, 33 anos. Difícil imaginar que é aquela garotinha de Razão e Sensibilidade com 20 ou a Rose de Titanic com 22, fazendo papel de mais nova, claro. Agora ela se supera em muito praticamente todos os seus trabalhos, representando a áspera e rígida Hanna ao mesmo tempo que tem que passar a docilidade de seus sentimentos. Até aqui eu achava q Jolie merecia os prêmios… Ledo engano.
A outra grande surpresa é o jovem e quase inexperiente ator alemão David Kross. Além de uma performance incomparável para alguém na sua posição, teve a grata surpresa de traçar Kate Winslet em cena. Ela pode não ser aquela exuberância de 10 anos atrás – como podemos notar no filme – mas panela velha é que faz comida boa e ela ainda dá um caldo
Também destaque para todo o elenco composto primariamente de alemães e pela sua atuação memorável, principalmente o professor de universidade de Michael. A se todo professor fosse assim… Ah é, Voldemort Ralph Fiennes também está no elenco e apesar de fazer um ótimo trabalho, como sempre, está longe de ter se superado. Não tirando seu crédito claro, foi ótimo. Aliás, os atores definitivamente fizeram o filme.
Basicamente o filme aborda muitos e muitos assuntos tendo como pano de fundo o amor e a leitura. Desde como os “pecados” de uma geração passam a outra, até como o respeito e a consideração são capazes de mudar vidas. Infelizmente esse filme não é para todos, exige maturidade, experiência e uma boa dose de bom senso para digerir, especialmente pelos temas densos e carregados que ele traz. Mas serve para refletirmos quão bem conhecemos as pessoas a nosso redor e o que o amor que damos a elas é capaz.
As moças vão gostar de uma boa chance de chorar mais que em final de novela e os rapazes… Well, difícil viu? Vai exigir uma certa dose de sensibilidade e muuuuuita leitura hehehe De toda forma, o filme não é ruim e definitivamente o ZeroOitocentos recomenda para os leitores ávidos e/ou a toas ao longo da semana.
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Saí do livro e caí direto na bilheteria do cinema.
Curiosamente, aqui no sul passou em poucas salas e creio que nenhuma lotada. Na sessão que eu assisti, acho que tinha umas 15 pessoas.
Não é uma obra muito comercial nem que teve grande esforço por parte da mídia em divulgá-lo.
Mas eu gostei. Gostei porquê gosto de filmes relacionados à Alemanhã pós-guerra.
Concordo com você sobre ser o melhor papel que a Kate interpretou que eu já vi.
Ela está madura e é a mesma Stra, Schmitz que via em meu livro. Simplesmente fabulosa!
David Kross roubou a cena, só não roubou o filme inteiro porquê a Kate não deixou. =P
Esse eu tenho em casa. Livro e filme! ;)
Que bom que gostou. Achei muito bom também e pelo menos apareceu bem na crítica.
Concordo! É preciso maturidade pra assistir esse filme, assim como, é preciso maturidade pra se escrever uma resenha crítica. Desculpem a sinceridade, mas esse texto foi muito, muito, muito mal escrito. Há ideias pertinentes, porém o texto é amador. Zero pra crítica e oitocentos pro filme.