Quase 20 anos depois, famílias das vítimas do Bateau Mouche começam a receber indenizações
Incrível! Alguns dos meus amigos de agora mal haviam nascido. Eu era um pequeno e remelento moleque chatinho. A tragédia foi inacreditável. No Rreveillon de 89 uma embarcação, que levava dezenas e pessoas para ver a queima de fogos em alto mar no Rio, afundou matando uma pancada de gente e horrorizando o país. Foi nosso “Titanic” particular. Muito foi discutido sobre isso, pouco foi feito. Na época se estipulou que a capitania dos portos deveria ter vistoriado o barco, mas não o fez. Assim, a negligência do estado custou dezenas e dezenas de vidas. A reconstituição do ocorrido até foi parar em um Linha Direta - Justiça se não me engano. Eis que quase 20 anos depois e somente agora dois irmãos de uma das vítimas vão receber uma indenização de R$ 850 mil cada, além de pensão de sete salários mínimos até 2010. Troco do pão pro estado na verdade. Isso porque ainda tem dezenas de famílias que não receberam nem 1 centavo. A empresa responsável abriu falência na mesma época sem ter como pagar indenização a ninguém. E a impunidade corre solta. ¬¬
Diferentemente das outras famílias que deram entrada com processos, o responsável por esse caso, o advogado Paulo Elísio de Souza, teria conseguido resultado por ter processado apenas a União. Ele alegou que a Capitania dos Portos deveria ter fiscalizado a embarcação. O advogado não processou as empresas responsáveis, que decretaram a falência sem pagar nenhuma indenização. Pelo menos ALGUÉM consegui alguma coisa, né? ¬¬
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