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Já fez uma mudança ou ajudou alguém a fazer uma mudança e no meio da bagunça encontrou coisas do tipo “Por que está/estou guardando isso???”. Uma nova pesquisa pode explicar isso.
O pesquisador Brian Knutson da Universidade de Stanford conduz uma pesquisa sobre o que ele chama de “Efeito Doação”. Pessoas tiveram que escolher entre um iPod e 100 dólares. Eles sempre escolheram o dinheiro (lá nos Estados Unidos esse é um valor aproximado de um iPod). Mas se lhes for dado o iPod e depois ser oferecido para trocar por 100 dólares, a maioria das pessoas deixaram as verdinhas na mesa. Knuston diz que:
“Esse é o garoto propaganda do comportamento [econômico] estranho.”
Ao observar a atividade cerebral dos indivíduos, Knuston e seus colegas descobriram que a atividade em certos núcleos, que sinalizam o quanto gostamos de um objeto, não aumentou quando lhes foi oferecido um iPod novo. Mas a região insular direita, que sinaliza sobre possíveis perdas, se tornou mais ativa quando o iPod virou MEU iPod. Os resultados foram divulgados na edição desse mês do jornal Neuron. E não se preocupem, pois não é algo cultural. Macacos também demonstraram os mesmos sintomas.
Enquanto isso sugere que estamos mais motivados a proteger nossos pertences por medo do que por prazer, o sentimento de propriedade pode ter algum valor intrínseco. Se você está particularmente preso a algo – digamos aquela camiseta do time de futebol ou sua aliança de casamento – o efeito doação é intensificado. Não foi comprovado ainda, mas Knuston prediz, que em alguns casos de propriedade extendida, pode haver um prazer aumentado assim como um medo aumentado.
Mas porque temos medo de perder as coisas? Não é como se nós fossemos morrer sem o iPod…
Mas nossos cérebros podem pensar que sim!
Knuston explica que nosso cérebro é uma “máquina antiga em tempos modernos”. Na nossa gênese evolutiva, nossas possessões eram basicamente território e familiares. Eram “pertences” críticos para a sobrevivência da espécie e que valiam a pena lutar para se proteger. Esse circuito “vencido” do cérebro poderia estar causando nosso exagero ao ter que jogar uma roupa velha fora ou a quebra de um vaso. Isso é o que estaria levando nossas casas a acumular coisas inúteis.
Felizmente, podemos analisar melhor o verdadeiro valor de nossas possessões. Vendedores experientes, por exemplo, são menos vítimas do efeito doação. Knuston recomenda praticarem exercícios de mercado simulado para melhorar a habilidade de avaliação de valores ou pelo menos perguntar para outras pessoas o valor de seus pertences.
Em outras palavras, quando for fazer uma mudança ou dar aquela organizada nas suas coisas, chame um amigo para dar sua opinião no que “fica” e no que “vai”.
Eu pessoalmente junto muita porcaria
(Imagem ilustrativa de como deve estar meu quarto no momento =])
Vi no LiveScience



Nossa, eu também juntava muita porcaria… tinha dò de jogar as coisas… e ficava pensando: “Mas, e se um dia eu precisar disso?” E fala a verdade, às vezes, vc joga algo fora e depois de uma semana precisa dela por algum motivo. Agora estou tentando nao acumular mais nada… é tao bom ver tudo organizado e sem tranqueiras… rsrs Bom artigo!
Há uns dois anos eu comecei com uma idéia de ter somente o essencial e hoje o tenho. Tenho somente uma mala com as minhas roupas, uma caixa (dentro da mala) com alguns documentos, cartas e algumas poucas fotos e uma mochila com um notebook. E assim estou “aprendendo” a viver somente com o essencial e ver que nada é meu, é tudo emprestado.
Eu já disse isso outras vezes no meu blog, mas essencialmente acho uma boa pensarmos em tudo que está fora de nosso corpo como apenas utensílios de uma casa que estamos de visita. Usar o essencial, assim, é uma forma de não fazer bagunça na casa alheia e não se prender a “coisas” criadas pelo nosso ego.
Um bom exercício, é aproveitar todo mês a passagem da lua minguante pelo céu e fazer uma doação pessoalmenta na rua das roupas que não utiliza mais. Eu fiz isso por 4 luas minguantes e foi ótimo! Muitas lições depois, cá estou eu recomençando com o essencial.
Abraços e excelente post!
@Marcos Rezende
Já sou fã do seu blog a muito tempo. Não levo tão em conta a coisa toda da “ligação com a terra” e talz, mas procuro sempre me esforçar nesse sentido. A idéia de doar roupas tá na minha cabeça, já que comprei umas novas e tenho que aliviar a minha gaveta (eu também só encho uma mala com o que eu uso). Vou doar essa semana ainda possivelemnte
Ihhh eu to nesse time aí, tenho um monte de quinquilharias!!
Eu guardo várias coisas por algum tempo, porém em épocas próprias, como férias, seleciono algumas coisas e jogo fora todo o resto sem dó.