Noivas em Guerra [Crítica]
Bride Wars

Amigos para sieeeempreeeee… NOOOOT
Antes de começar, devo dizer que esse é um “chick flick” – para quem não sabe, é um filme feito com garotas para garotas – então deixe sua testosterona toda no lado de fora da sala de cinema E dessa crítica e aproveite a viagem. Casamento pode até ser algo menos valorizado hoje em dia, mas com certeza sua forma cerimonial está bem longe de acabar. Isso e um pouco de competitividade feminina são ingredientes mais do que suficientes para dar algumas risadas e até sentir uma vergonha alheia por uma briguinha entre amigas…
Em Noivas em Guerra, Liv e Emma são melhores amigas de infância que apesar de personalidades totalmente diferentes se mativeram unidas a vida inteira e compartilham um sonho em comum: a cerimônia de casamento perfeita. Quando as duas ficam noivas quase simultaneamente e decidem desfrutar sua alegria unidas, começam a planejar seus respectivos casamentos até que surge um empecilho. Por um infortúnio do destino, elas tem seu casamento marcado para o mesmo dia no mesmo lugar e então começa uma verdadeira guerra…
O diretor Gary Winick não tem muita experiência, mas é famoso por suas comédias familiares leves. Tendo feito A Menina e o Porquinho (Charlotte’s Web) e De Repente 30 (13 going 30), conseguiu juntar ambos os climas em um filme bem próximo de um meio termo entre o romântico e o infantil. O lado visual de seus filmes sempre foi impecável e essa qualidade continua. Um pequeno empecilho está no roteiro que apesar de ter uma premissa interessante, peca na parte “cômica” em alguns momentos. O que realmente faz o filme valer a pena é o elenco recheado de astros e estrelas, principalmente pelo lado feminino. Com Kate Hudson e Anne Hathaway interpretando respectivamente as mocinhas da trama, não tem como dar errado. Cativantes, simpáticas, engraçadas e principalmente gatíssimas bagarái. A química entre as duas também pareceu fantástica. Sem mencionar participações mais do que ilustres que apenas alguns antenados nas séries de TV dos anos 90 vão reconhecer, destacando Candice Bergen – a saudosa repórter Murphy Brown – como a cerimonial Marion St. Claire e narradora da história.
O filme é simplesmente encantador em vários aspectos. Claro que não se deve ir para esse tipo de comédia esperando grandes surpresas. Como eu comentei, o roteiro fica um pouco a desejar nas “novidades”. Com certeza é a medida que a “pequena rixa” vai escalando é que as risadas vão surgindo e por esse motivo ele pode parecer se arrastar por um bom temo antes de ficar interessante mesmo. Particularmente a cena da “batalha de dança” valeu para mim, como homem. É a famosa competitividade feminina que chama toda a atenção mesmo. Claro que a mensagem não fica presa nesse ponto e sim fala o tempo todo sobre a amizade ou os efeitos da falta dela na nossa vida e que amor ideal não é exatamente aquele entre o mocinho e a mocinha na novela, ou das famílias perfeitas nos natais hollywoodianos, mas vem em todos os formatos e pacotes.
De qualquer forma, se você é um cueca assistindo isso, pode aproveitar levando uma garota bem sensível ao cinema e deixando-a vulnerável para dar o fecha. Aos meus colegas homenzinhos, tenho apenas uma frase para te levar ao cinema: Anne Hathaway com shortinho de couro dançando sensualmente.Você também pode simplesmente aprender como as mulheres são estranhas. Sério, é um verdadeiro laboratório de observação. E para as meninas, é um prato cheio. Vá com as amigas preferencialmente naquela famosa “Girl’s Night Out” em que vocês assistem um filme e depois saem pra fazer aquelas coisas que sei lá que as mulheres fazem quando saem todas juntas
Agora, se não tiver muito animados para assuntos como amizade, casamento, etc. Espera sair em DVD. É boa diversão em família.
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As duas atrizes principais são de fato boas e tentam ser engraçadas. Mas o roteiro não ajuda muito. Talvez porque o filme venda, sem senso crítico, aquela coisa de que o casamento é o sonho de toda mulher (e as duas são obcecadas desde menininhas pela cerimônia, com todo o luxo e pompa possível) e que elas são praticamente doidas por casar, irritando os homens com suas obsessões por moda, detalhes, figurinos etc. Nenhum homem conseguirá ver esse filme sem achar que ele só confirma velhos, velhíssimos preconceitos machistas, o que é curioso, pois se trata de um filme em que as mulheres são tudo. A futilidade histérica e o consumismo de luxo das duas personagens chegam a ser ofensivos. Candice Bergen, veterana, só aparece para ser conselheira matrimonial, uma figurante de alto luxo. O sentimentalismo é enjoativo. Poderia ser engraçado, se caísse francamente no deboche e não levasse o casamento tão a sério. Não deu certo. Uma pena…