[Mundo de Mandy] Preguiça
Uma amiga minha me perguntou esses dias porque raramente eu saio com os caras que me convidam para fazer alguma coisa. Sabe, acabei um namoro recentemente, tem sido difícil, mas mesmo assim ela acredita que o normal seria aproveitar a boa maré. Eu a entendo.
Eu não sou o exemplo de beleza, ah, de jeito nenhum seria convidada para posar na capa da “Boa Forma”, ao lado de mulheres “medooooonhas” como a Angélica e a Débora Seco. Mas eventualmente todo mundo acaba tendo uma boa fase, é uma confluência de acontecimentos interessantes, ou seja, é praticamente cósmico.
Então eu olhei para ela e comecei a explicar meu raciocínio: Para o meu humor instável é muito difícil estar com pessoas com quem tenho que ser simpática. Não que eu não goste delas, eu gosto delas e normalmente muito! São pessoas interessantes com quem mantenho longas amizades. Eu gosto muito das pessoas, mas tenho preguiça de ser simpática. Não que eu seja naturalmente antipática (ok, talvez um pouco), só tenho um humor um pouco diferente, algo que, talvez, oscile loucamente entre o sarcástico e o autismo… E isso é difícil de conviver. Na verdade, acho que acabo tendo mais preguiça de ser agradável, de procurar a coisa certa para falar, de vestir aquela mascará de menininha e abrir um sorriso largo. Não que eu seja triste nem nada, eu sou é preguiçosa mesmo.

E toda essa conversa com a minha amiga me fez perceber uma coisa: Os caras que me conquistam são justamente aqueles com quem eu não preciso ser simpática, ou melhor, são os caras que trazem para fora de mim a minha própria simpatia e eu não tenho que fazer esforço pra isso. Esses são também meus amigos, são pessoas que (na maior parte do tempo) trazem naturalmente em mim o desejo de ser agradável. Eu sei que essa é uma reflexão mais simples do que as outras que estou acostumada a fazer, mas achei justamente interessante pela simplicidade. É o tipo de coisa que esta na nossa cara o tempo todo pulando e gritando como um duende azul e agente não dá atenção.

É esse simples e linear fenômeno que une as pessoas, que monta os famosos “grupinhos de afinidade”. É tudo absolutamente literal. Nos juntamos às pessoas que trazem para fora aquilo que gostaríamos de ser o tempo todo, mas temos preguiça. É instintivo e não tem explicação, é a lógica aplicada às relações sociais. Mas é claro que como bons humanos refutamos emocionalmente toda a matemática da brincadeira e acabamos dando preferência ao malandro gatinho do que ao cara que simplesmente me faz rir. Então agente sofre por amor, pelos amigos, por tudo aquilo que poderia ter acontecido e não aconteceu… E muita coisa que poderia ter dado certo acaba virando apenas um reflexo pálido do que poderia ter sido…
Os meus pensamentos não tem moral para encerrar com moral da história, entretanto cabe aqui uma auto-reflexão: Eu estou tentando gostar apenas dos caras que me fazem rir. E você? Com quem você vai sair na sexta noite?








Eu sempre digo que caras que te fazem rir são os que valem a pena namorar… se ele for bonito, melhor ainda… unimos o útil ao agradável.
Mas de que adianta vc namorar, noivar, casar com um cara bonito que não tem senso de humor e diálogo… sua vida vira um inferno! Melhor do que desfilar um troféu é você estar ao lado de alguém que realmente te faz FELIZ.
Quanto a ser simpática o tempo todo, nem eu consigo (e olha q é difícil eu ser séria…rs). Acho q todo mundo não consegue fingir por muito tempo, então o melhor é só ser simpática quando realmente é preciso ou te dá vontade.
Vc é a preguiçosa rabugenta mais adorável que eu conheço… e quem te conhece acaba acostumando com esse seu jeito oscilante que lhe é peculiar…rs
Mas agora é hora de deixar a preguiça de lado, e fazer um esforço pra conhecer gente nova.
Quem sabe numa dessas saidas de sexta-feira vc nao encontra um cara que te faça sorrir sem esforço?