Missão Babilônia [Review]
Babylon A.D.

Um futuro e um filme que podiam ter sido… mas, não foram.
Quando assisti ao trailer e vi as fotos, imaginei que pela premissa, o filme tinha tudo para ser misterioso, intrigante e cheio de ação. Infelizmente não é isso que se entrega ao final de Missão Babilônia. Nome tosco novamente para a tradução, somente para efeito de “constá”. O diretor se perde, o roterista se perde acho que até os atores se perdem na história.
O filme conta a história, passada em um futuro não muito distante, de Toorop. Ele é um mercenário vivendo no leste da rússia, que é contratado por um poderoso criminoso para transportar um “pacote”. O pacote é uma garota que tem que chegar até Nova Yorque, inteira. A garota Aurora e sua fiel companheira e tutora, irmã Rebeka, tem que ser protegidas a cada passo do caminho. Atravessando um mundo quase pós-apocaliptico, com sérios problemas de imigração, guerras, aquecimento global, terrorismo e vestígios radioativos por conta de crises energéticas, Toorop vai descobrindo que a garota que tem que proteger é mais importante do que aparenta e que nem sempre vale a pena dar as costas para se livrar dos problemas.

E é só isso. Algumas várias cenas de ação perdidas, o filme passa quase todo sem falar muito sobre a garota, na tentativa de criar um mistério. Não funciona como esperado. E quando tentam abordar os assuntos principais, caem muito do conceito original do roteiro. Digamos que o filme é uma queda vertiginosa, mas sua péssima história não pode desmerecer o diretor Mathieu Kassovitz e alguns dos atores. A ambientação ficou bem legal, mostrando que daqui algum tempo o mundo vai continuar sendo desigual, desumano e caótico como é hoje, só que diferente. Vin Diesel… Bem, ele é Vin Diesel, interpreta o mesmo personagem Toretto/Ridick/Triplo X de sempre, nenhuma novidade aí. Michelle Yeoh volta em seu papel de coadjuvante que carrega o filme nas costas como em A Múmia: Tumba do Imperador Dragão, interpretando a irmã Rebeka, que é a única atriz principal capaz de passar reais emoções. Mélanie Thierry é a versão mais jovem, mais gata e mais plastificada de Mila Jovovich, que esse diretor provavelemnte deve estar pegando. Ela apesar de um currículo extenso no cinema francês, parece apenas mais uma modelo, mas faz seu papel que é o de ser linda. Com alguns filmes a mais no currículo, quem sabe ela tenha futuro? Nota especial para a aparições de Gérard Depardieu que está quase irreconhecível como Gorsky e Lambert Wilson – o Merovingian de Matrix, bocó – como Darquandier.

Eu deveria contar o triste final, não triste por emoção, mas triste por falta de argumentação e trabalho. Parece que quando chegou em 60 e poucos minutos de filme, o diretor teve que se apressar e terminou o filme de qualquer jeito. Mas, fazer o que né? No final das contas, Babylon A.D. tem que ficar no mínimo para alugar em um dia chuvoso, ocioso e que não tiver muita coisa para pegar na locadora. Definitivamente não recomendamos o “assistimento” da película, só se não tiver mais nada para fazer e tiver afim de ver um mundo pós-apocaliptico pouco interessante e sem grandes novidades, assim como o filme.
.







