19 de setembro de 2008 às 14:00

Metallica consegue a façanha de colocar 5 álbuns em 1º na Billboard

Nota do Mestre: Fábio P. é o mais novo “estagiário” aqui na redação do ZeroOitocentos, proveniente da campanha O ZeroOitocentos Quer Você. Ele estará publicando notícias sobre o mundo da música e afins. Fábio tem um blog que vocês podem conferir clicando aqui. Dêem boas vindas (ou mande pastar) nos comentários, mas sejam justos. =D

metallica_rollingstonesCom o lançamento de “Death Magnetic”, que vendeu 500 mil cópias em apenas 3 dias o Metallica que estava empatado com Dave Matthews Band, U2 e Beatles (cada um até então com 4 discos em nº1), consegue a inédita marca de 5 álbuns em 1º na Billboard.

Além de ser o 5º álbum de estúdio consecutivo a esta no topo, é o 7º a estrear com mais de 300 mil cópias.

Quem também esteve com o líder do Metallica foi a Revista Rolling Stones. Confira a entrevista e conheça um pouco da história de James Hetfield e do Metallica:

RollingStone.com: Você está no Metallica durante sua vida inteira de adulto. Você já se sentiu preso?

“Eu me fiz sentir preso. ‘Eu estou cansado de discutir. Eu não vou discutir por mais cinco horas sobre algo pequeno e estúpido. Você ganhou. Esta é a banda de Lars. Quando eu puder ser eu mesmo, será o projeto paralelo, o negócio solo’. Isso foi simplesmente ridículo. Toda banda que eu conheci que fez projetos paralelos ou coisas assim – eu não a respeito mais”.

RollingStone.com: Há parâmetros bem estritos na vida no Metallica. É como se juntar ao exército.

“A milícia do metal, cara! Nós todos descobrimos que há liberdade através de estrutura. Tem que ter alguma estrutura na minha vida, pelo menos. Eu acho que o Lars descobriu muito disso. Você pode ver o Jason [Newsted] como o bode expiatório. Eu não queria que ele fizesse 12 projetos paralelos: ‘Você está no Metallica.’ Mas estava tão desconectado quando ele saiu [em 2001], tão dividido. Mas agora, o Metallica é nós quatro. Este é nosso projeto solo. Esta é a melhor forma de liberar nossas emoções e sentimentos e tocar pessoas”.

RollingStone.com: Houve um líder claro no começo? Você ou Lars?

“Houve líderes de formas diferentes. Não há dúvida que o Lars era o cabeça em querer juntar uma banda. Mas eu era o mesmo, e nós juntamos nossas forças. Lars tinha o nome. Eu tinha o logo. Ele era mais o cara de negócios, o pensador. Eu era o contrário. E havia sua personalidade, o filho único crescendo em uma família pouco comum”.

RollingStone.com: Uma família incomum e boêmia.

“Sim, fazer o que ele queria, a qualquer hora, em qualquer lugar. O lado negativo disso, meio óbvio – se tornar mimado. Mas o lado positivo disso é que ele consegue o que quer. Ele tem a fé de que vai conseguir o que quer. Há momentos em que eu penso que todos nós seguimos sua energia. Há medo algumas vezes. Eu posso ver isso nele, quando ele sente que não está saindo do jeito dele. Nós sempre voltamos a nossa época de adolescente [risos].”

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