22 de novembro de 2008 às 11:00

Max Payne [Review]

Max Payne

E eles falharam DE NOVO.

Assim como demorou acertarem a mão para fazerem um bom filme de quadrinhos e depois a coisa decolou, assim espero que seja com os games, mas não foi dessa vez. A história e o clima noir de um dos mais famosos jogos com tiros e balas pra todos os lados acabou se perdendo e seguindo as estréias dessa semana, um ótimo diretor foi desperdiçado em um roteiro no mínimo triste. Nem vou me aprofundar muito na história do jogo, pois se você ainda não jogou, recomendo.

No fime, Max Payne é um tira de NY que um dia encontra sua família assassinada e depois de 3 longos anos vivendo com esse trauma é incriminado pela recente morte de seu ex-parceiro Alex quando começam a descobrir algo sobre o assassinato de sua mulher. Ele então começa a ser caçado pela polícia, criminosos e uma estranha corporação enquanto se une a Mona Sax – a delicidosíssima Mila Kunis – para descobrir os assassinos por trás das mortes de seus entes queridos. Se você conhece o jogo, aparentemente seria a mesma história, certo? Ledo engano…

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“O inferno está nos detalhes”. Já ouviu essa frase? Nesse filme isso se torna absolutamente verdade. Mas defendendo por um lado, foi até um bom filme para quem não tem noção do que ele poderia se tornar. O diretor John Moore fez um verdadeiro milagre, tornando essa história simplesmente belíssima de se ver e só isso já vale um espetáculo aos olhos. Nada ficou deslocado, feio ou mal-arrumado. Ele está de parabéns, desde a montagem do trailer até a supervisão da fotografia e todos os pequenos efeitos que podem passar desapercebidos aos olhos incautos, mas que fazem do filme uma obra de arte audiovisual. Parabéns ao cara, com certeza. Quanto ao super elenco estelar, mais aplausos do que ressalvas. Pela primeira vez Mark Wahlberg me convenceu como herói de ação badass. Em O Atirador ele tentou bem, mas não me convenceu totalmente. Mila é sem explicação de gostosa. Não é a toa que figura sempre aqui na Colírio. Agora com certeza ao longo do filme ela deixou de interpretar Mona para interpretar alguma garotinha doce e gostosa que eu gostaria de casar. Uma pena para história, mas bom para minhas ilusões infantis. =D

Amaury Nolasco que já tinha visto em Os Reis da Rua volta como um bandido bem convincente. Beau Bridges não faz jus ao legado da família Bridges – sim, ele é irmão de Jeff Bridges – e entrega um personagem meio enfadonho e que deveria ser muito melhor representado pelo seu peso na história, BB Hensley. As grandes surpresas ficam pelas participações. A mais nova e quente bondgirl, Olga Kurylenko, faz aparição rápida mas típica de gostosa safadzinha. Chris O’Donnell agora é um jovem senhor com alguns quilinhos a mais. Quem diria? No campo musical, ainda temos o rapper Ludacris fazendo um ótimo detetive fodão da Homicídios e merece parabéns também por isso. Nelly Furtado faz apenas uma cena, mas dá uma dura em Max Payne. O que por sí só já é memorável. E a participação relâmpago mas muito bonitinha da Speedster mais fofa de Heroes, Daphne. Sim, Brea Grant aparece rapidamente no filme, alí no começo… fiquem ligados.

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Nem toda essa parafernália estelar de celebridades conseguiu salvar a adaptação. Não me levem a mal, talvez quem não tenha nem ficado sabendo jogo possa até gostar de um filminho de detetive com alguns efeitos especiais, mas não consegue emplacar bem o roteiro nem assim. Moore tenta manter o clima noir clássico, com fotografia, efeitos, roupas, elenco, mas… acabou perdendo. As cenas de ação foram poucas. O tão amado bullet time? Esqueça, muito pouco usado e sem muita necessidade naqueles momentos. Até mesmo os produtores do jogo reclamaram dizendo, entra várias coisas, sobre a cena da morte da família de Payne por exemplo:

“Haviam várias falhas fundamentais na história [...] No jogo, nós colocamos essa cena no começo bem na frente da história por uma razão! Guardar essa cena até o meio do filme é um erro narrativo, porque os espectadores precisam simpatizar com Max para gostar dele e entender o que o move.”

Para não dizer que tudo na história foi horrível, o lance das Valquírias foi explicado direitinho e até que não foi de todo ruim, mas poderiam ter dado menos ênfase. A coisa girava mais em torno do mitológico do que da história pra valer e isso tirou o foco do filme e de Max. Gostei da explicação do tatuador, que inclusive até aparece no trailer, foi bem roots! Infelizmente nosso “herói” ficou parecendo coadjuvante perto das tais Valquírias, inclusive no trailer fica mais explícito isso do que a história policial que interessa mais. Algumas pessoas reclamaram de Max se drogar com a droga-V, mas poxa… ele usa analgésicos no jogo né? Pelo menos as drogas deram um up no estilo dele e botaram um pouco de sangue-nos-zôio do Mark Wahlberg.

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Em resumo, foi meio desastroso como adaptação. Não foi dessa vez que vimos uma adaptação fodáxima de um jogo. É aguardar para ver né? Quanto a ser um filme bom, eu diria que é razoável. Como filme policial já vi melhores. Como filme de ação poderia ter tido mais ação e como filme sobrenatural ficou só com efeitos e nada sobrenatural no final das contas. Recomendaria ir assistir somente se não tiver experimentado o jogo e/ou estiver muito desesperado para ir no cinema e não tiver mais nada na fila. De resto, espera DVD pra alugar baratinho no conforto do seu lar. De todo jeito é um filme lindo visualmente e isso vale alguma coisa.

Quem for teimoso e for assistir, fique até o final pois tem cena depois dos créditos. Também observe o lindo encerramento com o arsenal em CGI, que particularmente eu acho que deveria ter sido a abertura do filme, ficou ubber legal. =D

Esse trailer ficou fodáximo!

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Crítica