21 de novembro de 2009 às 16:11

Lua Nova [Crítica]

Lua Nova

Entre prós e contras

E lá fui eu para a sessão de quase meia-noite. Não, não participei de uma sessão de pré-estréia pois tenho amor aos meus tímpanos. Na última Sexta-feira a noite fui em uma sala bem vazia, mas não sem miguxinhas twihards em prantos ao final do filme. Crepúsculo é um assunto delicado para um crítico que se preze. Se ele se deixar levar pela tietagem, perde total credibilidade – e talvez até parte da masculinidade – e se for influenciável pelo coro de “haters” acaba sendo um cara sem personalidade, incapaz de analisar um filme com opinião própria e prestígio técnico. Então fui encarar essa dura realidade.

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Lua Nova é continuação da Saga Crepúsuculo baseado nos livros de Stephenie Meyer. Nesse capítulo da saga, Bella Swan está devastado com a partida repentina de seu namorado, Edward Cullen, após um incidente durante sua festa de aniversário. Mas seu espírito é reanimado pela crescente amizade com Jacob Black. De repente, ele se vê atraída pelo mundo dos lobisomens, inimigos ancestrais dos vampiros, e vê sua lealdade e sua verdadeira paixão, sendo testada.

THE TWILIGHT SAGA: NEW MOON

Antes de mais nada, vou tirar algo do caminho. O filme NÃO é ruim. Mas também não é uma obra prima. A parte boa do filme fica em grande parte por conta do diretor Chris Weitz, mais que experiente com temas sobrenaturais como A Bússula de Ouro. Ele só tem o péssimo hábito de escolher histórias não muito instigantes. Tirado isso do caminho, que ótimo trabalho coordenando a trilha, com fotografia e principalmente nas coreografias e efeitos das lutas e façanhas vampíricas e lobísticas. O cara mandou muito bem no quesito técnico. Como “diálogos” não são seu forte, a interpretação dos personagens ficou bem a desejar em relação da performance de Catherine Hardwicke, que pecava no aspecto oposto. Ela soube construir um drama razoável, mas pecou seriamente na parte que exigiu efeitos. Mesmo assim, ele rende boa parte da nota desse filme.

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O elenco estava extremamente discrepante. De um lado atores épicos, de outro alguns dos mais fracos. No meio, atores medianos com atuações mais medíocres que o de costume. Eu sei que as miguxinhas vão me odiar, mas Robert Pattinson não serve nem para atuar como peso de papel. Em cena que ele deve atuar a perda do seu grande amor, a cara estava mais para prisão de ventre das feias. Kristen Stewart não é má atriz, mas nesse filme estava tão pessimamente ruim, que parecia estar vendo uma atriz novata de projeto social de quinta categoria. Infelizmente só a beleza não salva, Kristen. E eu sei que ela pode até fazer melhorzinho. Por outro lado, a grata surpresa do trio de protagonistas foi Taylor Lautner que conseguiu passar alguma coisa. Até a versão “lobo” dele é mais expressiva que Pattinson. Eu sou do team “Lautner” se for o caso(atenção, não disse “team Jacob”).

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Agora, entre os grandes veteranos, Michael Sheen teve a chance de voltar a um papel que foi responsável por trazê-lo aos spots de Hollywood, o gênero sobrenatural, dessa vez no lugar do vampiro Aro ao invés do lobisomem de Anjos da Noite. Infelizmente ficou exagerado e um pouco caricato. Não sabia se ficava com medo dele ou se ria do gênero “vampiro maluquete”. Mas sou tão fã dele que vou dar uma colher de chá. Quem roubou não a cena, mas o filme inteiro, com apenas 5 minutos de tempo na tela – se muito – foi Dakota Fanning como Jane. Ela divide a tela com Stewart para ensinar quem manda. Com apenas alguns olhares e poucas linhas de diálogo consegue passar exatamente o que tem que passar, e até dá um pouco de “medinho“. A menina mal largou as fraldas e já está fazendo trabalho melhor que muito veterano de cabelo branco. Inacreditável.

THE TWILIGHT SAGA: NEW MOON

O que dizer da história? Antes de mais nada, não li os livros. Mas o que dizer do filme é que em mais de dois terços é totalmente voltado para diálogos que causam no mínimo vergonha alheia em qualquer pessoa na fase de adolescência avançada até a adulta. Se o livro de Meyer já parece simplista em partes pelos comentários dos críticos, a roteirista Melissa Rosenberg assassinou qualquer chance de levar esse romance a sério. Não me levem a mal pois gostei do primeiro filme, já que ele teve aquele equilíbrio entre a paixonite e o impedimento amoroso, misturado a aspectos místicos e tudo mais. Deu um clima até. Esse foi um master fail nesse sentido. Como o romance sem sal tomou boa parte da história, acabou que também tomou boa parte da nota do filme. Os Volturi deram um bom gancho para o futuro e para uma trama épica. Mas esse filme ficou mais na promessa de uma triologia mesmo.

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O filme vale a título de curiosidade, mas se você não for fã, não vale tanto o esforço para ir ao cinema, sinceramente. Também não é horrível e a pior coisa já feita, ou o lance mais sem graça e deplorável de todos. Tem seu valor na cultura pop pré-adolescente e ouvir os soluços das menininhas foi no mínimo divertido. Ah, tem Ashley Greene no filme. Gostosa bagarái, mas muito vestida pro meu gosto. =/

Vá por sua própria conta e risco.

Crítica