30 de maio de 2008 às 17:50

LIBERADA pesquisa com células-tronco. “Vitória!” gritaram aqueles que precisam.

Tão raro boas notícias do Brasil, né? Encontrei no Saber é bom demais e em outros blogs discussões interessantes sobre a novidade do STF. Decidi deixar minhas opiniões a respeito. Antes de mais nada:

Por seis votos contra cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou nesta quinta-feira as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias sem nenhuma restrição, como previsto na Lei de Biossegurança. [Fonte G1]

É triste ver que foi uma votação tão apertada. Obviamente que pode ser um assunto delicado, pois mexe com as crenças religiosas de várias pessoas que acreditam na criação da vida e “surgimento” da alma durante a concepção, mas antes disso tem que se respeitar a vida que existe, é funcional e viável ao mundo. Como se pode colocar um embrião que não vai viver, apenas se congelado, com o de uma criança feliz, alegre e inteligente que tem toda a vida pela frente? Claro que se você acredita na vida durante a concepção, você pode estar escolhendo entre duas vidas, mas não é exatamente essa decisão que médicos tem que tomar todos os dias em diversas ocasiões para promover a vida acima de tudo? Não é por isso que as vezes temos de escolher entre salvar a mãe ou o bebê? Salvar um acidentado no lugar de outro?

Quando colocado de forma racional, concisa e inteligente, não acho que deveria ser uma decisão tão difícil assim. Somente quem tem um parente ou ente querido com problemas graves, sabe do que estou falando. Eles aliviaram o sofrimento não apenas dos que necessitam, mas de suas famílias e amigos também. E faço das palavras do Ministro Marco Aurélio Mello as minhas:

“Onde reside a ofensa ao citado artigo 5º [da Lei de Biossegurança] na Carta Federal [Constituição] a ponto de levar à defloração da constitucionalidade? [...] Desculpem-me a expressão, mas o destino de todos esses embriões seria o lixo sanitário. Dá-se-lhes, portanto, uma destinação nobre [...] Não vejo qualquer ofensa à dignidade humana o uso de pré-embriões inviáveis ou congelados, que não teriam como destino senão um lamentável descarte”

Vitória da vida. Só não podemos deixar essa vitória ser levada em vão. Lembrem-se de conscientizar e cobrar as verbas para que essas pesquisas não fiquem só no papel.

Brasil