23 de agosto de 2009 às 2:06

Juízo Final [Crítica]

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Pena que o mundo não acabou ANTES de assistir o filme.

Tem uns filmes que te dão pena dos produtores, outros dão vergonha alheia como Fim dos Tempos, mas esse não merece nenhum dos dois mesmo, mais irrita. A película que chegou com 1 ano de atraso tem um lado bom, dois na verdade. Um foi ter introduzido (UUUI) a potrancuda Rhona Mitra aos olhos dos diretores/produtores de Hollywood. O outro eu vou tentar achar ao decorrer desse texto.

Juízo Final começa em 2008, quando um vírus chamado Ceifador (Reaper, HÁ) assola a Escócia não deixando escolha para o governo da Grã-Bretanha a não ser isolar todo o país como zona de quarentena de forma a conter o vírus de se espalhar pelo resto da ilha. Durante 25 anos, o vírus destruiu a população do lado de dentro do muro transformando o lugar em uma terra de ninguém. Eis que em 2033 o vírus ressurge em uma Londres devastada por uma crise econômica e cheia de guetos. O Chefe do Departamento de Segurança Doméstica, Bill Nelson, é informado pelo Primeiro Ministro que ainda existem sobreviventes na Escócia, o que significa que existe então uma cura. Nelson rapidamente reúne um time de especialistas para se aventurar na terra abandonada e recuperar a vacina para o vírus Ceifador.

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Parece que se arrasta né? Poisé, é porque o filme tem uma premissa “familiar” e fica só nisso mesmo. Digamos que é uma mistura muito mal sucedida de Mad Max com Fuga de Los Angeles. Um desastre! O diretor Neil Marshall pode dizer agora que tem um acerto e um erro na carreira. O acerto sendo Abismo do Medo e o erro sendo esse tenebroso Juízo Final. Aparentemente ele quis compensar a falta de história com excesso de “gore” a cada 5 segundos. Sem brincadeira, de 2 em 2 minutos alguma coisa explode em sangue e tripas. Isso não seria problema se não fosse tão mal feito. Na boa, ele se saiu tão bem com a sanguinolência de Abismo do Medo, como foi perder a mão nesse Mad Max britânico?

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Agora o motivo da meia estrela na nota? Malcom McDowell. Além de fazer a ótima narrativa da ambientação sobre o vírus e a porqueira toda que aconteceu durante os 25 anos de história, ele faz um ótimo papel de “cientista maluco”. Não poderia ser outro. Ele inventou a doideira no cinema desde Laranja Mecânica. Fez escola para introduzir outros doidos como Jack Nicholson. O cara é mestre desde muleque. A estrela completa fica por conta de Rhona Mitra que ganha uma estrela sempre só por aparecer. Vai ser gostosa assim lá na house of the capeta. Nota especial para a dublê e parcialmente atriz Lee-Anne Liebenberg que faz a namoradinha do bandido. Por que? Porque é gostosa, só isso. Uma mulher que consegue ser bonita até debaixo daquele monte de piercing e maquiagem, merece uma menção honrosa.

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Well, mas no final é isso. Sobre o filme? Não tem o que dizer. Umas duas cenas de ação interessantes, nem emocionantes, só interessantes. Efeitos e mortes que beiram a comédia, mas sem ser cômico. Direção, roteiro, tudo sofrível, eu recomendo só numa Sessão da Tarde e mesmo assim com ressalvas. Não gastem o dinheirinho nesse, por favor. Fica a dica de amigo. Aliás, não me decepciono tanto com um filme assim faz… sei lá quanto tempo faz ou se já vi coisa tão tenebrosa. =]

Crítica