Invictus [Crítica]


“Eu sou o mestre do meu destino,
Eu sou o capitão da minha alma.”
Com esse trecho do poema de William Ernest Henley, a fodáxima história sobre um esporte pouco poularizado mundialmente unindo um povo dividido marca presença e assusta pelo grau de qualidade inspiração que tras para o espectador. Velhos titãs do cinema voltam a se encontrar em funções diferentes na produção de cunho histórico, épico e até mesmo dramático. Sensibilidade diretorial e show de atuação são os pontos fortes dessa produção que merecia concorrer a alguns prêmios mesmo. Um gostinho especial nessa crítica que foi “financiada” pelo Omelete em uma fodáxima pré-estréia. A primeira totalmente “0800″ nossa.
Graças a Mariana Bonfim.
Invictus é inspirado em fatos reais, mostra como Nelson Mandela (Morgan Freeman) juntou forças com o capitão do time de rugby Sul-africano Fançois Pienaar (Matt Damon) para ganharem a copa mundial de rugby. O objetivo era um só, unir uma África do Sul pós-apartheid que se encontrava ainda mais dividida.
Clint Eastwood volta depois de Gran Torino, com um filme muito melhor. Não escondo que não curti muito Torino pela sua direção, e principalmente atuação, caricata de um Dirty Harry. Invictus seria uma grande redenção – para mim pelo menos – de Eastwood na direção que controla cada aspecto de fotografia, efeitos e até detalhes simples como o uso magistral da câmera lenta, sem exageros, durante o clímax do filme. Música, caracterização de época… tudo feito com muito capricho. Ele mistura a “macheza” de Torino, com o capricho de A Troca e dá muito certo. O roteiro é de Anthony Peckham em cima do livro de John Carlin.
O ponto alto do filme é, sem sombra de dúvida é a atuação de Morgan Freeman. Assustadoramente, ele encarnou Nelson Mandela com trejeitos, sotaque, até a tremidinha de mão ao acenar para o público. O nível de detalhes é ridiculamente grande. Damon, por sua vez, ganhou trocentos quilos de massa muscular, encorporou o sotaque afrikaner e fez uma de suas atuações mais expressivas de toda sua carreira. Os atores mais desconhecidos, acompanhando os dois, tanto os brancos, negros e os “guarda-costas multi-raciais”, deram um bom serviço de atuação também.
O filme é inspirador em todas as formas possíveis e mostra o poder do esporte em uma homenagem que caberia a praticamente qualquer modalidade. A competição gera o sentimento de união e isso é indiscutível na “moral da história” do filme. Obviamente, tudo isso é pano de fundo para o tema principal, o perdão. Mandela tenta gerar perdão entre duas populações extremamente ofendidas, os brancos e negros na África do Sul pós-apartheid. O filme serve para mostrar que apenas populismo não constrói uma grande nação das cinzas do separatismo, é necessária muita estratégia, inteligência, sensibilidade e, principalmente, humanismo. Isso poucos estadistas na história possuíram até hoje.
Eastwood faz um jogo fantástico com o controle do tempo do filme. Ele parece um pouco cumprido para uma história que poderia ser bem mais curta, talvez tentando preencher as duas horas padrão do cinema, por isso meia-caveirinha de desconto… Por outro lado, ele usa a contagem de tempo de forma impressionante. Do começo frenético de cenas de telejornal criando o clima, até o climax em super-câmera lenta, dando a impressão que o tempo está praticamente parando, até o encerramento apoteótico. É impossível não imaginar que todos os brasileiros vão se identificar com o clima “copa do mundo” que o filme cria. Se você substituir África por Brasil e Rugby por Futebol, é evidente que você vai se identificar, até mesmo se for mais novo recém-saído das fraldas, com o pentacampeonato que nosso país varonil ganhou. Uma história suave para as moças, com bastante macheza para os cuecas e um clima épico, cheio de tomadas abertas, efeitos especiais sutis e muito sentimento de torcida. Ótima diversão para esse fim de semana e nem preciso dizer que fica como principal recomendação.







pô mestre zen,eu sempre to acompanhando o site e queria dar os parabens pelas analises dos filmes ;)…pô,você vai ver o filme “amor sem alturas”? eu queria saber se o filme é bom ou não mais poucas pessoas analisaram ele =\… abração ai,e parabens pelo otimo trabalho
Está na to do list. Essa semana sai, aguarde. As férias complicam ir ao cinema
Olá colega,
Antes de ler a crítica ia te perguntar como é que você assiste aos filmes, se rolava pro pessoal que escreve em blogs/sites a sessão para críticos ou se era do próprio bolso mas você já respondeu…
Eu estava pensando em escrever um blog só para filmes mas só escrever para filmes antigos fica chato e os filmes novos sairia muito caro pagar 2 ou 3 sessões por semana. É isso, gostei do seu site, só acho que devia dar uma economizada nas fotos se não fica parecendo “2001, uma odisséia no espaço”(com interstícios para contemplação), talvez seja a intenção mas pessoalmente não acho muito legal. Abraço.
Tito, essa foi a primeira vez que fui na exibição para blogueiros do Omelete. Na verdade sempre tirei do próprio bolso. Acho legal se quiser começar nessa iniciativa de analisar filmes antigos. Parece uma boa idéia. Se você quiser ver filmes novos, tiver a manha de procurar sessões com descontos e em dias propícios, pode economizar uma grana violenta. Por essas bandas é a diferença entre pagar R$14 e R$3 reais em um ingresso.
Exagerei um pouco nas fotos, mas quando fiz essa crítica estava de férias em meio a uma barulheira dos infernos, então realmente não estava ponderando muito bem, mas valeu pela avaliação e pela dica. Geralmente coloco umas 3 fotos e realmente são para fazer o leitor poderar e pausar ao longo do texto.
eu gosto de varias fotos do filme =]…eu acho embora pra alguns fica chato pra carregar,eu gosto desse aspecto
e eu tbm já fui outra pessoa em pensar em analisar filmes,mais acho que não escrevo tão bem para analises
Parece mais fácil do que realmente é ahuahua