25 de julho de 2009 às 17:46

Inimigos Públicos [Crítica]

Inimigos Públicos poster

Meio ótimo, meio chato, meia-boca…

Filmes de gangsters são atrativos por natureza. Não apenas aqueles que nos lembram da clássica brincadeira de polícia e ladrão, mas todos, até os mais autobiográficos como esse são extremamente divertidos. A hitória de Hollywood se mistura com os filmes de gagsters dos anos 20 e 30 assim como com os Westerns. Dessa vez apostando no glamour de um bandido “do povo”, com tudo certo ainda é possível falhar.

Inimigos Públicos conta uma parte da história da vida de crimes de John Dillinger, um dos primeiros criminosos a ser declarado Inimigo Público nº1 pelo FBI. Na época da criação do Bureau de Investigação Federal americano por J. Edgar Hoover, o próprio nomeia o agente especial Melvin Purvis para capturar o maior assaltante de bancos da história americana. Em plena época pós-Depressão, ele se tornou herói das multidões, roubando dos inescrupulosos bancos e devolvendo dinheiro dos clientes. Envolto em carisma, inteligência e eficiência, criou uma das maiores caçadas humanas na história do FBI.

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Não me levem a mal, depois desse filme Michael Mann virou um semi-deus no meu conceito. A recriação de época, o estilo cru e a sensação de desolação americanas da época no filme ficaram impecáveis. Você não duvida por nem 1 minuto estar nos anos 30. Não via uma recriação de época tão boa desde os anos 20 de Clint Eastwood em A Troca. Sem falar na mais que fantástica trilha sonora, a fotografia bacana e momentos de filme digital que dão aquele ar documentarista a coisa toda. O capricho de Mann em filmar em cenários reais onde Dillinger realmente esteve, trocou tiros e etc foi bem recompensado com a sensação de viver a história. Infelizmente a história seria um deja vu como explicarei adiante.

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Nas atuaçãos é impossível citar um defeito. Também com um elenco onde os atores principais são Johnny Depp , que dispensa introduções, Marion Cottilard (Piaf) e o furioso Christian Bale, não tinha como dar errado. No apoio direto no bando de Dillinger estão os ótimos Faramir David Wenham, Stephen Dorff e Jason Clark. Isso sem citar aparições especiais de Billy Crudup como J. Edgar Hoover, as gostosinhas Emilie de Ravin e Lelee Sobieski ,  a cantora Diana Krall , Lili Taylor , entre outros. Um elenco em que ninguém chegou pecando, inclusive com gratas surpresas dos atores menos conhecidos. Com certeza nada se pode criticar das atuações. Cottilard é a perfeita donzela apaixonada pelo bandido, e acho que deixo as palmas para ela e Billy Crudup que parece que vai conseguir tirar o estigma de Dr. Manhattan do currículo.

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Agora o que mais emputeceu nessa obra foi a eterna sensação de deja vu que o filme trouxe. Apesar de todo o esforço técnico de todos os envolvidos, faltou o básico, uma história bem contada. Acho que tudo acaba recaindo sobre o roteiro. A eterna sensação de que já tinha visto tudo aquilo em todos os outros filmes de gângster que já assisti antes levou a um eterno desconforto. Não foi revolucionário como a música de Os Intocáveis com uma versão totalmente glamurosa de Eliot Ness e Al Capone a nível épico, nem mesmo a beleza dos românticos filmes de gângster em preto e branco. Não sei se o excesso de realismo meio que quebrou a ilusão da bandidagem dos anos 30, mas senti que os diálogos, por mais que as atuações fosse ótimas, estava pecando em muita coisa, como impacto. Faltou Hollywood nesse roteiro. Não que ele devesse ser mentiroso, cheio de CGI e com robôs gigantes, mas filmes dessa época precisam de um clima quase épico em questão de recriação, coisa que não epcou na direção, e sim no roteiro, limitado e falho em certos pontos. Um roteiro bom é metade do filme, o resto é a outra metade.

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Bem, como ficou meio filme perfeito, ganha metade da nota com 2,5 estrelas, mas não pelo trabalho da equipe e sim pelos roteiristas fracos que poderiam ter transformado a história de Dillinger num evento para bater Os Intocáveis com facilidade.

Crítica