“Homofobia mata! Por um estado laico de fato”, era isso que se lia por todos os lados na parada gay de São Paulo.
Convenhamos que uma parada do orgulho gay tenha como objetivo o ativismo político e a luta pela descriminalização do preconceito. Mas sejamos francos, a tempos que isso não corresponde aos idéias dos mais militantes. O que se vê são carros alegóricos com músicas de estilo The Week e um monte de barbies, bixas, drags, travas e afins se jogando e fervendo na paulista. A manifestação já virou evento econômico, atrai muita gente pra cidade, a economia agradece, e o prefeito ainda faz pose ao lado de passeantes prometendo sempre ajudar no que puder para a realização do mesmo; mas é claro, isso traz dinheiro pros cofres públicos, enquanto que seus partidários tentam vetar inúmeros projetos de leis no senado em relação aos homossexuais. E a homofobia onde fica? Quem vem acompanhando a parada á alguns anos percebeu que esse ano eles tiraram os trios de casas noturnas, segundo a organização para poder descaracterizar um pouco a idéia de festa e trazer mais em evidencia o caráter político-social da parada. Pra mim não fez diferença alguma, aliás, preferiria seguir os carros das baladas. O que falta não é uma alteração em quem pode ou não desfilar, falta um pouco de conscientização de quem freqüenta o evento, sim, levantar a bandeira, se prontificar, estamos ali não é pra ferver e sair beijando quem passa na frente (tudo bem, que isso pode ser feito, alias, é de muito bom grado), mas não se pode esquecer que todos ali estamos gritando: “somos gay e queremos respeito”. A MAIOR parada gay deveria ocorrer no país com MAIS respeito ao homossexual. E esse pais não é o Brasil.
gostei do artigo =]