Ilha do Medo [Crítica]

A tênue linha da sanidade de Scorcese.
Depois de longo hiato nas telas de cinema, a dupla dinâmica de Os Infiltrados volta a atacar. Um se desafiando ainda mais do que em Foi Apenas um Sonho, enquanto o outro tem um tipo diferente de desafio se aventurando pela mente humana. Um filme desprentecioso que joga tanto com sua claustrofobia quanto com sua necessidade de lutar contra seus próprios demônios. Fica no ar a pergunta: somos tão diferentes assim daqueles que chamamos de loucos?
O filme é uma adaptação do livro Paciente 67 de Dennis Lehane. Em Ilha do Medo, acompanhamos dois agentes federais em 1954 investigando o desaparecimento, de forma mais do que misteriosa ,de uma assassina internada no manicômio judicial de Shutter Island. Ao chegar no local, se deparam com uma série de mistérios, uma rede de intrigas e um furacão que os prende no local deixando sem outra alternativa a não ser buscar solução para esses mistérios.
A direção sempre genial de Martin Scorcese não decepciona novamente e ele consegue articular um filme que passeia entre o thriller policial e o terror psicológico. Como misturar dois gêneros tão distantes em conceituação e difíceis de se conciliar de forma a não cair no mesmo erro de franquias intermináveis e fúteis como Jogos Mortais IV, V, VI, etc? Somente Scorcese tem a resposta para isso, dessa vez abusando de tomadas panorâmicas, efeitos especiais e ótima escolha de elenco. Por falar nisso, o ponto mais forte do filme.
Leonardo Di Caprio volta a fazer parceria com Scorcese em grande estilo. Talvez em um dos seus top 5 trabalhos de toda sua carreira. Seu talento veio para ficar e de forma absoluta. Beirando a paranóia e o cinismo, o detevite Daniels te deixa com aquela sensação de que você espectador está ao mesmo tempo sendo enganado ou se enganando com a trama. Mark Ruffalo faz um ótimo parceiro. Outro ponto fortíssimo fica para Michelle Williams, que tem poucos papéis de destaque em Hollywood, mas os faz com maestria. Ben Kingsley não tem Oscar a toa, é um sucesso de público e crítica e sabe fazer você ao mesmo tempo simpatizar e desconfiar do mesmo. As rápidas participações de Max Von Sydow como pisquiatra sagaz e Ted Levine como diretor de carceragem são pérolas que poucos vão saber notar, mas simplesmente fantásticas atuações. A cereja do bolo, melhor de tudo e atuação premiável do filme é do sempre fodáximo ator Jack Earle Haley no papel de prisioneiro totalmente psicótico. É muito rápida, mas memorável mesmo assim, sem dispensar nunca sua maquiagem desfiguradora de sempre. Hollywood imagina que ele não deva mostrar a cara talvez.
A trama é ao mesmo tempo previsível e surpreendente. Talvez isso que seja irritante, pois desde os primeiros 5 minutos de filme e depois de assistir o trailer, você já tem uma boa noção do final, mas mesmo assim, nunca imagina o que deverá acontecer até o último minuto – eu digo literalmente até os 47 minutos do segundo tempo – deixando você com aquela cara boba de surpresa e a eterna indagação de “será?”. O que interessa não é o desfecho, que por mais previsível ou diferente que pareça, não substitui a jornada. A verdade é que Scorcese brinca muito bem com a claustrofobia e os preconceitos em relação a saúde mental, ou a falta dela, retratada nos personagens. Com ótimo elenco, ótimo diretor e um bom livro de base, difícil é fazer m**da.
Ilha do Medo promete tocar tanto nas questões dos nossos preconceitos, da nossa sanidade, da nossa agonia de lugares isolados ou simplesmente no suspense clássico. Recomendadíssimo e altamente aclamado pela crítica, pelo menos a que eu leio. E se não fosse suficiente, outras estréias fodáximas essa semana. Um fim de semana recheado, então escolham por gênero.









Nah… é…
eu dormi no meio do filme, e quando acordei lá pro final eu percebi que não tinha perdido nada…
fui umas 4 vezes no banheiro, e todas as vezes qeu voltava eu percebia qeu não tinha perdido nada…
mas foi um filme bom… o final foi muito legal… como você mesmo disse aí na crítica: surpreende e não surpreende ao mesmo tempo.. bem louco… mas foi legal.
Excelente crítica! Concordo plenamente. O filme é ótimo. Quem dorme assistindo um filme desses ou tah muito cansado, ou não entende aprecia uma obra de arte.
Toda vez que alguém tem uma opinião contrária a uma outra estabelecida, é tachado de estúpido, ignorante, burro ou “não apreciador de uma obra de arte”!
Francamente né?
Já tá manjado esse argumento falacioso…
igor, vc não passa de um arrombado mongol. Vá assistir desenhos
ah tá.. e você é o supra-sumo da humanidade né?
Imbecis mal educados como você não deviam ter direito de liberdade de expressão não cara…
ei, tudo bem. você tem o direito de não ter entendido… mas pelo oq vc mesmo disse, vc nao assitiu boa parte do filme, entao, nao critique sem base suficiente, ok?
o filme é excelente, acho que vc devia assistir de volta para realmente entende-lo.
good luck.
Por não ter visto o trailer me surpreendi com o filme, não esperava que o desfecho fosse como foi, esse jogo de cabeça e loucura é muito bom mesmo!
É, o final você pode ir supondo ao decorrer do filme, mas com certeza não dá pra imaginar como termina realmente.
Cara, e “O Livro de Eli”? tu vai falar não… eu já assisti… e fiquei com um sentimento dúbio… ao mesmo tempo que achei até um filme legal, por outro lado achei “teísta” demais…
Apesar de ter sido muito menos badalado, achei esse filme muito mais interessante do que Os Infiltrados
postei um comentario aqui criticando o filme e criticando quem dita regras aqui e não cumpre…tem gente se tratando por “mongol arrombado” sabe oq aconteceu? o IMBECIL que le os posts censurou a minha critica…mas deixou o post do cara chamando o outro de “mongol arrombado” kkkk imagino o nivel de quem dirige esse lixo de blog…vc é mais uma figura desprezilvel q infesta esse país nos dias de hj…não tem a minima noção de certo e errado…nem senso de justiça…meus pesames
Cara, o que eu mais fico puto é assistir filmes com gente que é impaciente e já sai achando ruim antes de assistir. Esse Igor aí é um exemplo, nao se sabe se ele gostou ou se não gostou, fala que vai dormir, que vai ao banheiro etc, mas fala q é bom (?). Apreciar a sétima arte é para poucos. Mesmo. Fui ver Ilha do Medo com um tio assim, todo o tempo ele reclamava: “po que filme paradão”, “ta me dando mó sono essa porcaria”, “to loco pra ir no mcdonalds. q hora q acaba essa porcaria?”. Sem comentarios, vc nem consegue se concentrar no filme direito!