Idas e Vindas do Amor [Crítica]


“Amor jovem: cheio de promessas, cheio de esperanças e ignorante da realidade…”
Hollywood também ignora totalmente a realidade. Em um filme que ignora todas as leis do bom senso, romantismo se saiu extraordinariamente bem nas bilheterias gringas e promete fazer sucesso por aqui. Talvez não o mesmo tanto, pois não foi lançado em uma data tão estratégica… o nome original do filme seria Dia dos Namorados, que foi dia 12 de Fevereiro nos States. Seguindo essa ótima jogada de marketing e um elenco que briga por seus 5 minutos em cena, a história é frívola, mas aquece os corações apaixonados enquanto joga os solteiros na vala.
Idas e Vindas do Amor conta a história de diversas pessoas de Los Angeles ao longo do Dia dos Namorados e como entre “idas e vindas” (HÁ!) eles descobrem o valor do verdadeiro amor e a importância da data.
Sim, é só isso. Podem voltar para casa agora… Uma das boas coisas do filme foi o fato do diretor Gary Marshall ser especialista em comédias românticas do estilo “feel good” e já trabalhou com praticamente boa parte do elenco em algum ponto da carreira. Talvez ele seria realmente o mais indicado para registrar cinematograficamente um dia tão romântico e especial para os pombinhos apaixonados. Suas escolhas, mesmo que óbvias, para caracterizção, figurino, fotografia e até trilha sonora, são realmente tão óbvias quanto o clima de Dia dos Namorados. Não se pode dizer que ele não cumpriu o papel.
Em questão de atuação fica difícil avaliar quando a maioria das atuações não duraram mais do que 10 minutos de cena no total. São flashs de trocentos personagens que realmente não dão muita profundidade e tempo de construção, mas se fosse um curta metragem… vamos ver. Ashton Kutcher não convenceria sua vovozinha cega de que está atuando nem se sua vida dependesse disso. Tirando a pior atuação do filme do caminho, tenho que dar o braço a torcer para Julia Roberts e Bradley Cooper por terem feito ótimos papéis, mas eles tiveram sorte pois tiveram os melhores persoangens e os melhores desfechos, apesar de terem tido o menor tempo em cena provavelmente. Isso sim é talento. Sua sobrinha Emma Roberts por enquanto é mais promessa do que tudo, já que não teve um papel favorável. Mas o prêmio de “tirar leite de pedra” vai para Anne Hathaway que simplesmente convence como a frágil, porém independente, Liz. As melhores risadas do filme definitivamente ficam por conta de Queen Latifah como agente de um atleta. Melhor comediante em uma galeria de comediantes, algo a se louvar.
O filme é em grande parte óbvio e simples como quase toda comédia romântica. O seu maior defeito talvez seja também seu maior triunfo. Enaltece o quanto é importante ter um parceiro/relacionamento/etc. enquanto joga a vida independente a segundo plano. De acordo com o filme, se você não tem um namorado, esposa, ou similares, não é absolutamente ninguém no planeta. Deus me livre de divorciar então, hein? Basicamente o filme é uma tacada de mestre para lançamento em 12 de Fevereiro, data específica para isso nos States e público alvo bem claro: casais que vão ao cinema. Em uma ótima jogada de marketing, descolaram um dos elencos multi-estelares mais bem montados da história em questão a cultura pop americana e o esforço parece que rendeu bem, já que a “continuação” New Year’s Eve (algo como Reveillón) já está engatilhada.
Em questão de história? Para que história? Você tem 20 dos atores e atrizes mais cobiçados de Hollywood em pouco menos de duas horas de histórias desconexas e piegas. O que interessa é, se você tem uma cocotinha ou um rapazote para levar ao cinema, essa é sua escolha do fim de semana. Se quiser refletir sobre relacionamentos de verdade, assista Amor Sem Escalas, ou pelo menos Zumbilândia. Vão tocar mais profundamente na questão humana.








Nem vou ver, não gosto de filmes assim, assim como não gosto de ler contos.
Tava pensando em assistir mas agora, nem vou mais , piorou pra mim que sou solteira, e já que o filme segundo o Mestre joga os sol eiros na vala., quando eu sair da sala de cinema vou querer me jogar de um precipício, cruzes vou passar longe …
O filme parece-me ser legal, não importa se é para casados ou solteiros, o importante são os atores,
e o filme sempre se tira algum proveito, filme é filme: passa o tempo mais agradável de se distrair.