7 de setembro de 2008 às 21:27

Hellboy II: O Exército Dourado [review]

Hellboy II: The Golden Army

Hellboy 2: O Exército Dourado

“Não vou matar, mas vou encher ele de porrada.”

Acreditem ou não, esse é o nosso “herói”. Na galeria dos grandes anti-heróis, Hellboy é talvez o mais “falso” de todos. Ele é do tipo durão, que não tá nem aí com nada, especialmente para as regras. Claro que por trás disso tem o bondoso e gentil herói manteiga derretida, que gosta de gatinhos e salva bebês. Para quem não conhece, eu recomendo que leiam os gibis ou pelo menos se atualizem com o primeiro filme da saga do herói de quadrinhos alternativos mais meninão da história. Antes de mais nada, Hellboy é um demônio – que chegou ainda infante ao nosso mundo, de um tipo de recanto obscuro de outra dimensão – criado por um especialista em ocultismo da Segunda Guerra Mundial como se fosse seu próprio filho. Já crescido ele integra um grupo secreto de combate a criaturas sobrenaturais, bem no estilo Homens de Preto, que reúne outros “freaks” como ele.

A equipe está de volta =D

Nessa nova história, somos introduzidos a lenda do mundo invisível e fantástico de trolls, fadas e outras criaturas míticas da floresta e sua guerra com os seres humanos – que no final resultou na desativação do indestrutível Exército Dourado desse reino fantástico. Nos tempos atuais, o herdeiro desse reino decide que vai libertar o Exército Dourado e lançar nova guerra sobre a raça humana. E quando a coisa aperta, quem vem ao resgate? Nosso Vermelhão favorito. O Bureau de Pesquisas e Defesas Paranormal é convocado, e Hellboy (Ron Perlman) ao lado de sua namorada pirocinética Liz (mais gostosa que nunca, Selma Blair) e seu amigo Abe Sapien (Doug Jones) vão ter que tentar impedir esse príncipe enquanto tem que lidar com a revelação de sua existência para o grande público. Para manter as rédeas curtas sobre o nosos “vermelho” herói, o governo manda o “ectoplásmico” Johan Krauss para comandar o Bureau.

Exército Dourado:

Tudo bem que Hellboy nunca foi dos quadrinhos “Mainstream”, mas sempre teve seu secto de fãs e me incluo neles. O humor negro, junto a ambientação misturando oculto e segredos do governo, sempre me atraiu. Talvez não seja o melhor filme de quadrinhos de todos os tempos, mas com certeza é uma das maiores surpresas de 2008 no bom sentido. O fodão Guillermo del Toro – responsável por filmes maravilhos como Labirinto de Fauno – se superou mais uma vez. Não apenas visualmente, como a forma que explorou o universo mítico e o próprio Bureau foi genial. Palmas para ele. A história também ficou absurdamente legal. Fizeram de tudo, desde a comédia nas horas certas, até explorar o recente relacionamento Liz/Hellboy, o passado e o futuro do herói e ainda criar uma ambientação que por falta de definição melhor: é perfeita. A ambientação é a melhor coisa, seguida pelas lutas e estripulias do grupo de aberrações e o espetáculo visual de del Toro. Eu diria que ele está para filmes de “criaturas” como Spielberg está pra “ETs” ou Kevin Smith está para “relacionamentos + nerds”.

O gênio das

Basicamente, para quem não acompanhou nada de Hellboy, vai ter uma boa diversão. Recomendamos fortemente que assista o primeiro filme – inclusive para entender algumas piadas – mas, não vai ser crucial para o entendimento e deslumbramento com o filme. Já vou deixar bem claro que não é o filme do ano, mas… Seja fã de histórias de fantasia, de filmes de ação, comédia ou apenas queria ver seu “ídolo quadrinístico”, Hellboy 2: O Exército Dourado é um filme e tanto, muito melhor do que o esperado.

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Crítica