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Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 1 [Crítica]

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A guerra, o horror, o Dobby…

Depois de muita espera, antecipação e outros blockbusters estreando este ano – inclusive com direito a competição brasileira pesada nas bilheterias – chega o filme do bruxinho, que não é tão “inho” mais. Com um tom extremamente sobrio, muita violência explícita e até um pouco de nudez, a primera parte do último capítulo da saga da batalha entre “o menino que não morre” e “aquele que não deve ser nomeado” chega aos cinemas com uma legião de fãs aos seus pés e um diretor digno de parabéns.

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Em Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 1, nosso personagem homônimo, que completa 17 anos, se vê as voltas da perseguição por parte de Voldemort e seus seguidores capazes de se infiltrarem nos mais altos escalões do poder na magia. Enquanto tem o apoio da Ordem da Fênix e seus amigos para se esconder, tem que continuar sua buscar pelas Horcruxes, objetos mágicos que contém partes da alma de Voldemort. A medida que Harry, Hermione e Ron vão ficando sem lugares para se refugiarem, o cerco aperta e eles não tem outra saída a não ser continuar a perigosa busca para encontrar os artefatos, mas em meio a sua busca vão enfrentar todo tipo de dificuldades e até mesmo encontrar uma lenda tão antiga quanto a própria magia.

O diretor David Yates quebra todos os paradigmas com sua última criação, em um tom mais do que sombrio, cenas extremamente explícitas – tendo em vista a fonte da qual foi tirada – uma trilha sonora magistral e, principalmente, toda uma equipe de filmagem de primeira. Talvez, além da forte vontade de quebrar com o legado de Chris Columbus e seus primeiros filmes, fazendo algo absolutamente maduro e não-infantil, conseguiu conquistar sem dúvida o melhor e mais adulto filme da franquia. Do topo das suas conquistas, estão as belíssimas locações em diversas partes da Europa, além de uma cenografia e figurinos espetaculares, que ao mesmo tempo que chamaram a atenção, não desviaram o foco do espectador da carga dramática da película. Uma obra prima diretorial, com certeza.

No elenco, o destaque não é Radcliffe, dono de um papel na carreira, ou mesmo de alguns dos melhores personagens da história e até do glorioso Ralph Fiennes na pele do “cobroso” Voldermort. O maior destaque vai para Rupert Grint, que evoluiu 5000% desde sua primeira atuação no primeiro filme como Ron. Em momentos, sua própria expressividade e presença de cena fazem rir, sem contar ótimas pérolas do diálogo. Ao mesmo tempo ele conseguiu ser sombrio e tenebroso em momentos. Grint é seguido apenas da gloriosa Emma Watson, que além de ter crescido graciosamente, consegue passar a emoção com meia levantada de sobrancelha. Superioridade e sutileza magníficas da escola britânica de atuação. Em terceiro lugar vem a participação curtíssima, mas mais que especial de Bill Nighy, provavelmente o ator mais gabaritado do elenco. Infelizmente não só sua participação foi curta, mas reza a lenda dos leitores fiéis – já que não li quase nada dos livros – que sua caracterização do personagem é bem diferente dos livros. Culpa do roteirista, galera. No mais, quem mais poderia receber a condecoração de melhor atriz senão Helena Bonham Carter, mais uma vez irreconhecível no papel de Bellatrix Lestrange.Crítica-Harry-Potter-e-as-Relíquias-da-Morte-Parte-1

Com bom diretor, atuação e um roteiro decente, para os fãs da franquia será um prato cheio. Quem mais assistiria que não os fãs? Envoltos em mistério e devoção depois de 6 longos filmes e 7 conturbados livros. Claro que o filme tem seus escorregões. Acompanhado de experts na coisa, foi visível o desprezo por alguns momentos e personagens chave e a exaltação de um retorno de outros filmes, como o elfo Dobby. Não considero um spoiler já que ele aparece no trailer, mas é óbvio que sua aparição e os fatos que se desenrolam a partir daí são uma contraposição a infantilidade dos filmes anteriores. Estamos diante de uma guerra, e como tal, é hora de confrontar os momentos e a obscuridade que tal momento representa. Harry, Hermione e Ron estão sozinhos, diante de problemas reais, uma visão quase apocalíptica de um mundo agora distópico controlado pela magia. Não é brincadeira, amiguinho. Dobby retrata tudo isso e assistindo o filme pode-se notar porque.

Não existe espaço para simpatia, para meias palavras, para graças veladas. Falando em graças, os elementos cômicos são infinitamente melhores do que quaisquer outros em qualquer outro momento dos filmes. Até mesmo as piadas se mostram mais pesadas e mais adultas. Deixem as crianças em casa e dispensem até suas vassouras, agora a coisa é totalmente séria. O preparativo para o último e impressionante filme promete tudo que não vimos no filme anterior, com bastante ação, comédia, romance, até um pouco de tensão sexual a mais e um final apoteótico. Vale com certeza o ingresso, se já acompanha a algum tempo essa aventura. Senão, recomendo começar a ler/assistir a obra.

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