15 de julho de 2009 às 15:47

Harry Potter e o Enigma do Príncipe [Crítica]

Harry Potter and the Half-blood Prince

Poster Harry Potter e o Enigma do Príncipe

O Começo do Fim…

Acompanhado de nossa intrépida colaboradora e compendium ambulante da saga de J. K. Rowling, Clarissa Ramos, fomos para a estréia de meia-noite, presenciando a vergonha alheia o tributo dos fãs enlouquecidos dos bruxinhos favoritos de Hollywood. Além dos micos básicos e um atraso de 15 minutos, tudo valeu a pena, pois estávamos presenciando não apenas uma estréia, mas a história sendo feita. Em época de febre dos vampiros, seja na TV, nos cinemas ou até nos quadrinhos, a saga do bruxo orfão em Hogwarts vem para mostrar que ainda tem fôlego e muita força e não vai terminar sem dar sua última grande cartada, um final em 3 filmes…

No sexto capítulo da saga, Harry Potter e o Enígma do Príncipe, somos trazidos de volta ao mundo mágico de Hogwarts par ao sexto ano de aprendizagem do personagem homônimo que enquanto ajuda o poderoso Dumbledore a procurar pistas sobre como derrotar Voldemort, se depara com um livro cheio de segredos e poderes mágicos que pertenceram a um certo Príncipe Mestiço. Enquanto isso, ele e seus eternos companheiros Hermione Granger e Ron Weasly, tem que lidar com os problemas de uma nova e conturbada vida amorosa enquanto tentam desvendar os mistérios de Lord Voldemort através das memórias de um antigo professor aposentado de Hogwarts, Horácio Slughorn.

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A entrada de David Yates na direção destes dois últimos filmes se mostrou extremamente necessária. Nem o infantil e divertido Chris Columbus, ou o passageiro Mike Newell teriam cacife para essa produção excessivamente séria e sombria. Yates que está acostumado com filmes com intriga e bastante pé o chão, deu o toque certo para aquele que seria obviamente o começo do fim da saga. Ele afirmou em entrevistas que gostaria de começar o filme com uma sequência impressionante e foi perfeitamente visível que a sequência inicial do filme fez uma molecada inteira calar a boca em segundos. Sendo A Ordem da Fênix sua primeira uber produção, ele mostra que aprendeu muito para a segunda super produção e não faz feio de forma alguma. Dá um toque sujo, sombrio e totalmente verossímil a uma obra que tenta seguir esse padrão a medida que os protagonistas crescem.

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Daniel Radcliffe parece ter aprendido muito ao longo de seus anos com peças de teatro, algumas até polêmicas, e finalmente aprendeu a atuar o mínimo necessário para fazer jus ao renomado personagem principal. Rupert Grint desde o início mostrou que era um comediante com um dom e rende algumas das maiores risadas do filme, apesar de que o abobalhado Radcliffe na cena da Poção da Sorte Líquida ficou imbatível. Emma Watson não tem palavras. Menina que fica mais bonita a cada ano e agora que é “dimaior” parece que ficou ainda mais apetitosa. Sem falar que é uma atriz sem igual desde o primeiro filme. Ela convence a cada minuto, especialmente nesse capítulo como a “não correspondida” Hermione. Michael Gambon em seu “ato” como Dumbledore ficou fantástico. Mas talvez os destaques principais são aqueles que não estão no poster final como Helena Boham Carter que rouba a cena como Bellatriz Lestrange. Também o fantástico Jim Broadbent na pele do professor Horácio Slughorn. Agora, de longe o melhor ator de todo o filme foi Tom Felton, a.k.a. Draco Malfoy. Esse garoto vai sair da franquia Potter – na qual trabalhou quase que exclusivamente – um ator pronto e versado. Palmas e mais palmas mesmo, ele convence em seu papel torturado e dividido. Destaque “gostosinha exótica” para Jessie Cave no papel de Lavander Brown, namoradinha grudenta de Ron. Pegava fácil! =D

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No quesito história, acho que os fãs dos livros saberiam explicar melhor do que eu, já que só li os dois primeiros. De qualquer forma, é uma preparação para o final da série que virá com Harry Potter e as Relíquias da Morte, partes 1 e 2. Fica nítida sensação de que esse é apenas prelúdio, mas nem por isso o espetáculo visual é inferior. Na minha humilde opinião, o único erro da Warner e de David Yates foi não ter feito o filme em 3D. Provavelmente seria um dos melhores filmes 3D da atualidade, com total e absoluta certeza, apesar de que seria um dos mais caros também. A sequência inicial – palavra de quem sentou na primeira fila – seria o melhor 3D EVER. A parte cômica também deu um up. Essa foi possivelmente a parte mais engraçada e destaque para o aumento no nível de sarcasmo, meu tipo de humor favorito pessoalmente falando.

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Agora vamos ver como vai ser a batalha com o outro grande fenômeno adolescente Lua Nova, no final do ano. Quando eu imaginava que Crepúsculo esmagaria o bruxinho e seus amigos, me corrijo aqui e digo que a briga deve ser bem feia, sendo que um tem um antigo e grande secto, enquanto o outro cai na moda do momento dos vampiros e afins. Escolha sua fantasia favorita e seja feliz. Enquanto isso, recomendo com todas as estrelas, sem falta, Harry Potter para esse fim de semana das férias de Julho.

Crítica