21 de março de 2009 às 9:30

Gran Torino [Crítica]

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E se o Dirty Harry se aposentasse?

Acho que não tem manheira melhor de descrever esse filme do que essa frase: “E se o Dirty Harry se aposentasse?” O último Drama ClintEastwoodiano junta todos os esteriótipos que o fizeram famoso, so que em uma situação muito mais tocante e fácil do público se relacionar. Nem por isso faz do filme um filme extraordinário, mas com certeza também não é horrível.

Em Gran Torino, Clint Eastwood interpreta Walt Kowalski, um velho amargo que acaba de perder sua mulher e tem que aprender agora a viver sozinho em uma vizinhança cheia de orientais como os que ele enfrentou na Guerra da Korea. Em meio a um desses encontros, ele econtra seu jovem vizinho asiático Thao tentando roubar seu maravilhoso Ford Gran Torino 1972. A partir de então ele começa a se envolver nos assuntos da vizinhança e acaba se aproximando de Thao, sua família e toda a comunidade asiática do bairro, descobrindo e ensinando muito mais sobre a vida do que imaginava.

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O bom e velho Clint conseguiu novamente. Em um filme que produziu, dirigiu e estrelou, fez relativamente bem todos os seus papéis, apesar de ter caído um pouco no clichê quando esteve no quesito interpretação. Ele é o cara. Uma lenda do cinema, sem dúvida. Mas até as lendas perdem o toque as vezes. Ele interpretou tudo que eu imaginava que seria de um veterano durão muitos anos depois de sua aposentadoria e vivendo num lugar cheio de problemas sociais. Destaque para a jovem Ahney Her que interpretou uma cativante e importante personagem para o andamento da história. Os atores “semi-conhecidos” ou completamente novatos também foram bem, apesar de alguns problemas de percurso. O rapaz me pareceu bem retardado, mas…

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De resto a história tem suas supresas. Momentos bastante cômicos surgem do choque entre o velho ranzinza, durão e super conservador para com a cultura asiática dos Hmong – um tipo de descendentes dos vietnamitas – que mostram ser bastante intrigantes quando necessário. Fora isso tem alguns momentos marcantes, como as falas sobre vida e morte e como se tornar uma pessoa que preste no mundo, mas nada demais… Além disso algumas bizarrices como o próprio Clint Eastwood cantando a música tema ao fundo. Isso mesmo.

Tenho que admitir que tinha meio que uma poesia nos ritos de passagem que serviram como apelo aos cuecas. E claro que ver o velho Clint chutando umas bundas em alguns momentos do filme foi bem interessante. Mas eu acho triste ver o Dirty Harry em posição de um aposentado meio perdido no mundo. Agora com certeza o filme não é emocionante suficiente para valer um ingresso caríssimo de hoje em dia. Apesar de algumas risadas, um pouco de profundidade em construção de personagens e um velhinho meio clichê, merece uma ida na locadora daqui alguns tempos. De toda forma, cuidado ao escolher os filmes nessa época, muitas escolhas melhores por aí. ;]

Crítica