23 de abril de 2008 às 17:26

Google quebra sigilo e entrega dados ‘trancados’ do Orkut à CPI da pedofilia

Senadores da CPI da Pedofilia, integrantes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e representante de Google se reúnem na tarde desta quarta-feira em São Paulo para definir uma forma de as autoridades receberem com maior facilidade informações relativas ao site de relacionamentos Orkut. De acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a intenção da reunião é que haja um termo de cooperação. “Queremos um termo de aceitação de conduta para a Google entregar diretamente os dados que o Ministério Público e a PF precisem (…) Hoje, as autoridades têm de pedir as informações por meio da CPI ou entrando na Justiça”, disse ao G1 o senador. Para ele, se houver acordo, será “golpe duríssimo contra pedófilos”.
A ONG SaferNet, responsável pela denúncia que resultou na quebra de sigilo desses álbuns, estima que essas informações possam gerar a maior operação antipedofilia já registrada no Brasil. “As informações sobre esses suspeitos são bastante recentes e devem ajudar a prender centenas de pessoas envolvidas com a pedofilia no país”, afirmou aThiago Tavares, presidente da ONG que defende os direitos humanos na internet.
Todos os perfis associados a esses álbuns foram denunciados pelos próprios internautas à SaferNet, que repassou essas informações ao Ministério Público Federal (MPF), Google Brasil e CPI da Pedofilia. Os dados baseados em denúncias foram coletados entre o dia 29 de novembro de 2007 e 31 de março de 2008 – como foram preservados, de nada adianta os suspeitos deletarem seus álbuns ou perfis. Muito bem, amiguinhos ^_^
Pela manhã, a CPI recebeu dados referentes a 3.261 álbuns “trancados” do Orkut – aqueles em que ferramentas de privacidade restringem a visualização do conteúdo. Há suspeita de que as imagens desses álbuns estejam ligadas à pornografia infantil. O material foi guardado em um cofre e a CPI pretende identificar os pedófilos em atuação no Brasil. Após a análise dos dados, os senadores podem pedir abertura de contas bancárias e quebrar sigilos telefônicos.

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