23 de outubro de 2009 às 16:45

Garota Infernal [Crítica]

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Diablo Cody só tem o “diablo” no nome mesmo…

O hype foi grande e a expectativa para ver a gostosona mor de Transformers e a roteirista ganhadora de Oscar juntas era simplesmente extraordinária. Por uma jogada infortuna do destino, apenas uma parte do filme foi aproveitada, não cronologicamente, mas como um todo. E curiosamente foram as partes do filme que não tem o dedo das duas supracitadas.

Em Garota Infernal, Jennifer e Needy são melhores amigas de infância. Depois de assassinada e possuída por um demônio, a líder de torcida Jennifer Check passa a devorar os garotos do colégio da pequena cidade de Devil’s Ketle para manter seus poderes. Agora depende de sua melhor amiga para tentar impedi-la de continuar sua matança.

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É, a premissa é só isso mesmo e a história fica por aí também. Antes de mais nada, sou forçado a admirar o trabalho da diretora Karyn Kusama. Não teve nada de surpreendentemente inovador, mas ela é proprietária de um bom gosto sem igual. Da fotografia até a trilha sonora, ela fez o máximo para tirar leite de pedra com esse roteiro. A música foi um adendo especial. Até a música da banda emo deu realmente raiva, como dava em Needy ao longo do filme. Tudo diretorialmente muito bem feito e pensado. Do gore, até a melequinha vomitada pela pseudo Linda Blair. O que entristece foi que todo esse capricho foi desperdiçado no roteiro preguiçoso de Diablo Cody. Não que tenha sido totalmente ruim, mas a mulher ganhou um Oscar, é fera na sua área e resolveu arriscar no terror… não deu certo. A parte das piadinhas, algumas inclusive bem nerds, foram simplesmente fantásticas. Ou seja, ela é ótima roteirista de comédia. Mas não houve tensão, nem ao menos os sustos gratuítos. A parte “dark” ficou como um episódio estendido de Buffy, nada de assustador, no máximo boa pancadaria e mortes. Uma pena.

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Antes de mais nada, vamos esclarecer: Megan Fox tá com o c* trancado. Ela realmente não sabe atuar, a não ser para ser… Megan Fox. Ela não é atriz, é uma modelo. Não me levem a mal, ela tem senso de humor, é linda, divertida e eu gostaria de possui-la de formas profanas por toda a eternidade, mas, não convence como nada além de uma “drama queen”. Agora com alguns filmes no currículo, posso dizer que só comeria ela, não namoraria. ;]

O resto do elenco está de parabéns. Amanda Seyfried foi a protagonista perfeita. Sim, porque ela roubou a cena e mandou super bem como Needy. Essa sim eu dava casa, comida e roupa lavada. Ela tem dificuldade de convencer como badass, mas quando quer, sabe dar medo com aqueles olhinhos esbugalhados. Sem falar que é gostosa até dizer chega também. Adam Brody aparece ocasionalmente ao longo da película e dá um show de comédia como vocalista da banda infernal. Nota especial para participação de J.K. Simons como professor do colégio, maravilhoso.

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A comédia foi espetacular, realmente. Talvez Garota Infernal tivesse sido melhor caso tivesse se levado menos a sério, mas a Dona Diablo não quis largar o osso de se aventurar no terror, acabou se dando mal. Agora tanto ela quanto Fox estão meio “queimadas” com uma bilheteria pífia e sem tão boas referências em seu segundo grande hype. Mesmo assim, Garota Infernal tem uma grande vantagem: a cena lésbica entre Seyfried e Fox. Talvez a coisa mais excitante entre duas mulheres desde o beijo de Selma Blair e Sarah Michelle Gellar em Segundas Intenções. Esse foi além. Pegação lésbica de primeira linha, cinco estrelas. Só isso já vale o ingresso, sinceramente, se você for cueca ou lésbica.

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Caso você seja calcinha, jovem e adore The O.C., Seth Adam Brody está muito bem e deve tirar suspiros, além de ter um certo pseudo-romance de Needy e seu namorado. Quem sabe agrada né? Também em certos momentos dá a impressão que é um chick flick, com essa de “melhores amigas” no estilo Quatro pirralhas e uma calça usada. O filme não é ruim, uma boa diversão com risadinhas, mas com tantas opções no final de semana, deixaria mais embaixo na lista, sinceramente.

Crítica