Gamer [Crítica]


Se fosse um Winning Eleven, seria uma jogada na trave…
Premissa interessante, cineastas extremamente competentes, elenco carismático, grande orçamento… Tudo para dar certo em Hollywood, certo? Nem tanto. Algumas vezes os pequenos detalhes do roteiro AND uma mão muito errada na direção fazem “milagres” ao estragar um filme. Lembro-me claramente quando anunciaram o conceito do filme logo após a estréia de 300 e Adrenalina era um hit ainda. Pois então, nem tudo que reluz é ouro. Os trailers com Marilyn Manson de trilha sonora até me animaram levemente, mas… Ficou tudo alí.
Gamer conta a história de um futuro onde computadores levaram a um novo nível de realidade virtual. O gênio da computação Ken Castle cria uma tecnologia que permite as pessoas controlarem outras pessoas como se fossem avatares. Algum tempo depois ele cria um jogo chamado Slayers, onde prisioneiros condenados ao corredor da morte podem arriscar sua sorte sendo controlados por jogadores em um jogo de vida ou morte, no qual vencendo 30 batalhas eles ganham a liberdade. Eis que surge Kable, um condenado controlado pelo adolescente Simon que está próximo de 30 vitórias. Enquanto Kable se torna ídolo das multidões em um jogo televisionado, um grupo de resistência planeja usá-lo como chave para derrubar um perigoso sistema criado por Kastle.
E fica nisso. Não foge muito desses parâmetro. Antes de mais nada, tenho que dizer que Mark Neveldine e Brian Taylor são gênios da direção, ou era o que eu pensava até agora. Eles planejaram cenas fantásticas de ação dentro do jogo e até algumas fora, a infelicidade deles foi a de usar a “câmera que balança” que em alguns casos causa náuseas de tão exagerada. Quer dizer, se você não gostou de Cloverfield, imagine isso reproduzido em 3 ou 4 câmeras ao mesmo tempo? São milhões de dólares jogados no lixo porque você dificilmente sabe o que está acontecendo, tirando uma ou outra tomada panorâmica. Outra coisa que prometeu e não cumpriu foi a trilha sonora. Enquanto extremamente espertos em seus outros filmes, nesse a música mais interessante foi a de Manson que toca duas vezes ao longo do filme. Que triste. Não acreditei que tentaram fazer uma ficção científica tentando reaproveitar cenas de seu clássico Adrenalina. São filmes muito diferentes para tentar usar o mesmo contexto. Apesar da história revolver em torno de um machão carregando sua mulher a tira colo enquanto mata e espanca trocentos caras.
Quanto aos atores, eu acho que foi uma das poucas coisas que salvou o jogo. Gerard Butler nunca vai ganhar um Oscar, mas ele é um pustula herói de ação, talvez um dos melhores da nova geração. Ludacris dá vontade de entrar no filme e matá-lo antes de arrancar os próprios olhos, tão medonha é sua atuação. Ele é rapper, parem de contratá-los para filmes. Ice T foi o mais próximo de rapper/ator que Hollywood jamais vai chegar e nem é essa maravilha, desistam! O resto do elenco estava bom… Agora, tenho que dar os uber parabéns para a grande estrela que roubou o filme, Michael C. Hall, nosso querido e amado Dexter na TV. Ele interpreta Ken Kastle e dá simplesmente um show de atuação. A melhor cena do filme com certeza sendo a dança de I’ve Got You Under My Skin – clássico de Frank Sinatra. A cena dá significado, ironia e peso a seu personagem, que ele executa de forma totalmente genial. Destaque cocotinha do filme fica por conta de Alison Lohman de dreadlock. Ela mostrou muito pouco e me atraiu mais do que todas as gostosas peladas da película.
Aliás, peitos de fora e miolos voando foi uma constante no filme. Não que eu acho ruim, mas quando a coisa fica repetitiva e exagerada, acaba estragando a emoção do bagulho. Neveldine e Taylor ficaram meio over tentando repetir a dose de Adrenalina. A história foi um pouco previsível e o desenvolvimento dos personagens ficou afetado exatamente pelo excesso de miolos estourados e cenas balançantes. Eu tenho noção que era para ser um filme de ação, mas foi um filme de ação que se levou a sério demais. E também tenho noção que eles queriam passar uma história e uma mensagem, mas essa história e mensagem ficou afetada pelo frenetismo da ação. Ou seja, ele ficou em cima do muro e não passou nenhum dos dois. Acho que no final foi mesmo uma mistura de Adrenalina e Matrix que não deu certo. A idéia de que vivemos numa sociedade de consumo e controle podia ter sido tão melhor explorada, mas…
Queria genuinamente dar uma nota melhor, por conta dos criadores, dos atores carismáticos e a atuação de Dexter, mas o máximo que posso fazer é dar dois pontos pelos critérios acima citados e com muita generosidade porque isso não é nem motivo para dar tantos pontos. Acho que ando de coração mole. Não gaste seu dinheiro nisso essa semana.







tipo de filme que nao assisto… principalmente agora que li aqui hehe
corrégi la em cima “Alguém tempo depois”… algum tempo depois
Valeu pelo toque. Realmente não recomendo gastar dinheiro no cinema nesse caso.
Puts cara, tem ação mais não tem emoção, a câmera balançando direto é realmente uma coisa chata, fraquinho o filme
Fazia tempos que não assistia um filme tão fraco, uma decepção! Gamer é tosto, um verdadeiro trash!
É bom pq passa uma mensagem boa.
E só. Se tu és mulher, desista…não vai gostar mesmo. O filme todo é tiro, sangue e…e…e…peitinhos. ¬¬
E essas foram as partes que eu gostei
Peitinho!
=) Filme fraquinho demais. Realmente duas caveiras é generosidade.
Gostei muito da sua crítica, tanto dos pontos levantados como da forma que escreveu.
Além do cameraman com labirintite, também estraga (mais) o filme a quantidade absurda de cenas gratuitas e que, apesar de não acrescentarem nada à história, são valorizadas pela direção, em detrimento de um maior desenvolvimento do personagem Kable, do Gerard Butler.
Valeu pela visita