21 de outubro de 2008 às 10:00

Espelhos do Medo [Review]

Mirrors

Mirros poster

Jack Bauer chutando bundas do além

Venho descrençado do gênero terror a alguns anos, mas posso dizer que Espelhos do Medo colocou novamente um sorrisinho maroto no meu rosto ao término da película. Entre as várias conquistas do filme, o gênero em si pode não ser inovador, mas o diretor de Viagem Maldita, com auxílio de bons atores e um clima nipônico emprestado conseguiu se dar bem mais uma vez.

O filme conta a história de Ben Carson, um ex-policial que após um eventro traumático e afasta da polícia e começa a trabalhar como vigia em uma loja de departamento meio abandonada. Enquanto lá começa a ver e sentir coisas estranhas e não demora muito a descobrir que está tudo nos espelhos. Então começa uma busca frenética para decifrar o mistério por detrás dos espelhos, antes que ele e sua família sejam vítimas de uma força do mal que pretende usar os espelhos como porta para nossa dimensão.

mirr1.jpg

Acho que nunca mais vou conseguir olhar para Kiefer Sutherland – protagonista do filme – e não ver Jack Bauer. Ele é um bom ator e faz sua parte durante todo o filme. Paula Patton, que interpreta sua mulher em um casamento com sérias crises, é simplesmente maravilhosa. Além de gostosa, aparecer boa parte do filme “molhadzinha” e fazer boas cenas (além de cenas boas), lembrei que ela participou de Deja vú com Denzel Washington, onde fazia a gostosa da película também. Mundo Pequeno. Amy Smart é simplesmente ela mesma e apesar de não representar papel importante no filme, é perfeitamente gata como sempre. Claro que a polêmica cena dela se detonando na banheira meio que corta o tesão. =/ Droga!

Os maiores méritos deixo ao diretor Alexandre Aja que conseguiu dar muitos sustos bem dados ao longo do filme, que demonstra ser bom no suspense. Dou créditos mais específico a direção de áudio que ficou primorosa. Apesar dos rumores, a história foi apenas “inspirada” em um terror japonês. Ela não é muito semelhante ao que tudo indica, mas isso não evitou que Aja fizesse um bom trabalho. Acho que o final em si ficou meio forçado e acredito que o filme perdeu um pouco do rítimo e credibilidade que construiu durante o filme, mas as cenas finais remediaram bem isso.

mirr5.jpg

Em resumo, achei um filme bacaninha dentro do seu gênero, não por uma premissa inovadora, mas por uma direção muito talentosa. Recomendo que deixe seu cérebro analítico demais em casa, perdoe os furos no plot, se assuste bastante e saia com um sorriso maroto do cinema assistindo Espelhos do Medo. Acho que valerá a pena, ainda mais em um som fodáximo de um cinema. Esse é um daqueles poucos “mus see” do cinema de terror.

.

Crítica