Entrando Numa Fria Maior Ainda Com A Família [Crítica]

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Um filme sobre a dinâmica sogro e genro é um gênero de comédia antigo que remete aos temores do universo masculino relacionados ao compromisso, essa é a premissa do filme Entrando Numa Fria Maior Ainda Com A Família.

Dessa vez o alvo é a dinâmica da grande família – sem trocadilhos – mas, infelizmente, como é o mal das grandes franquias de comédia, cai na mesmice e começa a ficar apelativa onde menos atrai. Mas, entre mortos e feridos, o ótimo elenco consegue salvar o roteiro marromeno e algumas gargalhadas são até recomendadas. Veja como e porque.

Entrando Numa Fria Maior Ainda Com A Família

Em Entrando Numa Fria Maior Ainda Com A Família, Gaylord Focker e sua digníssima agora tem dois filhos e ele toca uma bem sucedida carreira como chefe de enfermagem de um centro-cirúrgico, mas nada disso é suficiente para o seu sogro Jack Byrnes que agora novamente volta seus olhos para a família Focker quando ele quase tem um infarto e se preocupa com o legado da família Byrnes.

Enquanto isso, o ex-noivo de Pam, o milionário Kevin, volta ainda mais apaixonado do que nunca pela moça e ameaça toda a família Focker-Byrnes próximo a época de Natal.

Juntando todos os clichês possíveis, Paul Weitz assume a franquia depois de  perder alguns outros trabalhos e, apesar do bom trabalho visual, fica muito pouco imaginativo, mas se sai razoavelmente bem. Talvez a culpa maior esteja no roteiro de John Hamburg e Larry Stuckey, que em nada melhora a franquia, perde alguns de seus pontos fortes e ainda inclui algumas piadinhas de cunho sexual e cenas mais apelativas para tentar “incrementar”.

Obviamente um master fail.

O forte da franquia sempre foi a temática familiar e não a apelação sexual. Claro que sexo é parte da dinâmica dos relacionamentos, mas levando em consideração que tudo gira em torno da relação entre os personagens de De Niro e Stiller, é meio que um desperdiço e rebaixamento da franquia. Ponto contra.

Quem poderia desejar elenco melhor, dos astros principais aos coadjuvantes, um show de atuação, com exceção da gostosa master, Jessica Alba. Ben Stiller melhora seu jogo apresentando um Gaylord mais maduro, mesmo com a legenda nacional não contribuindo, mudando seu sobrenome para “Fornika” – tradução tenebrosa – ele ainda entrega um personagem evoluído, mas ainda divertido.

Rober De Niro dispensa comentários. As coadjuvantes Blythe Danner e Teri Polo são boas, mas mais do mesmo. Não dá para dizer que a contribuição de Barbra Streisand seja ruim, mas é bem pequena. Uma grata surpresa fica pela participação de Laura Dern como diretora da escola particular e o lendário Harvey Keitel como empreiteiro dos Fockers.

Um ótimo “cameo” e de alta qualidade também. Talvez o maior astro seja, na verdade, um dos que teve menor participação.

Dustin Hoffmannovamente rouba a cena como pai de Greg Focker, Bernie, com seus hobbies malucos e trazendo estabilidade a trama para seu desfecho. Seu carisma e atuação roubam toda a cena, mesmo com falas e um papel medíocre. Fantástico ator.

Entrando Numa Fria Maior Ainda Com A Família

Em questão de história, diversão e algumas gargalhadas são garantidas, mas nada muito além disso. A história voltada primariamente para o público masculino pode agradar todos os públicos, já que famílias são famílias em qualquer lugar do mundo, mas desde a tradução tosquíssima – sério, aumentar o título não o torna melhor – até a péssima atuação de Jessica Alba, não tem como dar muitos privilégios a película.

O aumento no nível apelativo das piadas também denota decadência do roteiro, o que não pega bem em uma comédia para a família, conforme você pode notar pela baixa nota no IMDB.

Talvez uma boa observação seria a caracterização dos personagens, principalmente de Ben Stiller, retratado um pouco mais velho e mais confiante, não sendo apenas mais um banana torturado pelo sogro, mas efetuando aquela catarse de todo bom genro q sofre na mão dos sogros, através do  nosso amigo Focker dando o olé em Jack Byrnes.

Por falta de imaginação e inspiração, tudo que posso dizer é que um filme divertido só vale a pena depois de ter visto todos os outros filmes mais divertidos. Com vários concorrentes a Oscar ainda em cartaz, compensa fazer um apanhado de outros filmes antes de ir atrás de uma comédia, a não quer esteja muito desesperado por algo mais leve.

De qualquer forma, fica a recomendação com ressalvas.

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