15 de abril de 2009 às 9:00

Dragonball Evolution [Crítica]

Dragonball Evolution

Nem as Esferas do Dragão salvaram o filme, tadinho.

Estamos oficialmente nas eras das grandes adaptações. Infelizmente nem todas saem como esperado. Desde transcrições perfeitas como Watchmen, até adaptações super trabalhadas para o realismo como em Cavaleiro das Trevas, os quadrinhos, desenhos e afins tem ganhado versões cinematográficas dignas até de Oscar. Infelizmente não foi dessa vez que um anime ganhou uma dessas no mundo de Hollywood. Mas dentro de seu contexto, dragonball é “marromeno” e longe de ser tão horrível quanto os fãs xiitas esperavam que fosse.

Dragonball Evolution que foi baseado em partes no anime/mangá “Dragonball” conta a história de Son Goku, um jovem treinado em artes marciais que depois de presenciar a morte de seu avô Gohan é conclamado a salvar o mundo das garras do todo poderoso alienígena Lord Piccolo. Ele tem que reunir as sete Esferas do Dragão para ter um pedido garantido pelo dragão Shen Long e deter Piccolo de destruir o mundo depois de estar aprisionado por mais de 2000 anos. Para isso ele conta com a ajuda de Mestre Kame, Bulma, Yamcha e seu amor Chi Chi. Tudo isso antes do eclipse que pode marcar o fim do mundo e a ascenção de seu grande rival.

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Ficou meio confuso? Tudo bem, a idéia era condensar anos de história da mitologia “Dragonball” em míseros 75 minutos. Não vou reclamar do diretor James Wong (Premonição e Arquivo X), porque sinceramente ele tirou leite de pedra. O problema foi entre o tenebroso roteiro amador do novato Ben Ramsey e a vontade do estúdio de enfiar tudo em um filme basicamente infantil. Quanto as atuações, Justin Chatwin fez um ótimo Goku. Ele saiu muito melhor que a encomenda, fazendo aquele bom e velho Goku que conhecemos, ficando entre o irado, o bobo e o carismático. Chow Yun-Fat com certeza não tem cara de Mestre Kame, mas fez o possível. Emmy Rossum é indiscutivelmente uma das gostosas mais fofurets de Hollywood e até sigo ela no twitter, mas com certeza ela não nasceu pra ser Bulma, não convence como “mulher forte”. Ainda tivemos menção honrosa para a nova gostosa asiática do pedaço Jamie Chung (Chi Chi) e a atuação de James Masters (meu favorito) no lugar de Piccolo que foi só pra encher o buraco do dente, com tanto efeito visual e distorção de voz. Mas os atores, fora a Emmy meio deslocada, até se saíram bem.

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O que ferrou mesmo foi o roteiro. Claro que tem aquelas menções que fazem os fãs de verdade soltarem um sorriso maroto, como a menção aos Namekusenjin ou a taradice do Mestre Kame, mas convenhamos que muita coisa foi colocada só pra constar mesmo, como alguns personagens (COF COF YAMCHA, COF) e coisas cruciais no primeiro desenho como o torneio de artes marciais. E para que encher linguiça em um filme de 1 hora e pouco? Claro que os fãs vão achar muito mais problemas no filme, mas lembremos que até mesmo o criador Akira Toryiama avisou depois de assistir que este seria um “universo paralelo de Dragonball“. Então encarando assim, as mudanças foram até compreendidas, mas como filme de ação pecou em várias partes. É um roteiro pobre para crianças de 10 anos com preguiça de pensar.

Agora vocês se perguntam porque dei pontuação média para um filme com tantos contras? Simples, três motivos básicos. Primeiro que no geral foi uma “bomba” menor do que os fãs diziam que seria. Segundo que o ritmo do filme ficou até rápido e várias cenas de efeitos especiais e lutas prestaram tributo ao anime muito bem – a briga inicial entre Mestre Kame e Goku foi bem ao estilo dragonball. Além disso, por último, eles conseguiram manter o carisma e a personalidade dos personagens principais.

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E para quem estava apostando contra o grande momento do Kamehameha, pode ficar sabendo que é épico e uma das melhores partes do filme. Por essas e outras talvez compense levar aquele mulequinho do seu irmão pra ver o filme, ou aquele irmãozinho da gata que está querendo pegar, já que não vai ter que se preocupar em acompanhar a história do filme. Também fique de olho, pois mesmo com um filme bem marromeno pode inspirar uma franquia. Algo baseado em Dragonball Z, com Vegeta, mais sangue e um roteirista que preste poderia até ser legal. Fica a dica, fuja do cinema a não ser que queira se entreter junto a um pirralhinho meio acéfalo. =]

Crítica