Hancock [Review]

“Existem Heróis… Existem super-heróis… E existe Hancock.”
Já pensou como seria misturar Super-homem, Jack Sparrow e Wolverine? Pois então, eu sugiro que procure esses três personagens no Google e depois vá assistir Hancock. O filme tem uma premissa ao mesmo tempo inusitada e batida. Batida porque estamos na era dos filmes de super-heróis “Begins”. O primeiro filme conta as origens e depois lá vem sequência com o quebra-pau mesmo. Inusitada porque Hancock é exatamente como diz a tag line do poster: Não é um herói, não é um super-herói, é somente Hancock. Ele tem sua categoria própria de ser, não se enquadra em nada que você já tenha visto.

Basicamente a história é a seguinte. Hancock, interpretado pelo já consagrado Will Smith, é um “super-herói” vagabundo, alcolatra, irresponsável e de pavio curtíssimo. Ele não quer agradar ninguém e o público não é muito fã dele também. Em um de seus “salvamentos”, ele acaba poupando a vida de Ray Embrey (interpretado pelo genialíssimo Jason Bateman), um relações públicas que decide retribuir o favor ajudando ele com sua “aceitação pública”. Ele acolhe Hancock junto a sua família e sua esposa Mary (a perfeitíssima Charlize Theron) e ao se conhecer cada personagem é que vemos as nuances mais sutis da história.
Peter Berg tem feito cada vez melhor como diretor (Colateral, A Última Cartada, O Reino) e esse ao meu ver foi seu ponto mais alto. Os roteiristas Vincent Ngo e Vince Gilligan nem se fala. O que eles conseguiram em questão de personagens, reviravoltas na história, surpresas e tudo mais, não é fácil. Em meio a uma crise de criatividade em Hollywood, estamos diante de algo bem original, com certeza. Will Smith dispensa comentários, ele é uma marca de qualidade em qualquer de seus últimos papéis. Jason Bateman nos traz um humor sutil, inteligente e carrega algumas das mensagens mais importantes do filme. Ele é o insignificante e frustrado relações públicas que quer mudar o mundo, uma pessoa de cada vez. Charlize Theron não só é ótima atriz, como é gostosa seja bancando a MILF da vez ou em meio a cenas de ação. Esses três atores, seus personagens e as viradas na hitória nos fazem refletir sobre muitas coisas, desde nossa mortalidade até aspectos sociais que damos como corriqueiros. Dentre todos os outros aspectos, fiquei mais do que satisfeito com a trilha sonora, que conta com blues a rock, passando por hip hop e outros estilos. Respeitaram muito a black music e acredito que deve ter dedo do velho Will nessa. Apesar de Peter Berg ser um “branquelo” que sempre foi fã da cultura negra americana.

Ao contrário de todos os heróis, NINGUÉM quer ser Hancock, nem ele mesmo. Estamos falando de um cara que provavelmente prefere um chute no saco do que dizer um “obrigado” ou fazer um elogio.
A história na verdade não fala sobre super-poderes, sobre tramas de destruição mundial ou nem mesmo sobre como ser “do bem”, pelo contrário. Tudo gira em torno de discussões como livre-arbítrio, mortalidade, sentimento de aceitação, a importância da ética, ser ou não ser pró-ativo e principalmente sobre como a humanidade pode ser uma porcaria, mas gostamos de ser parte dessa porcaria. Queremos ser parte dessa porcaria. No final, não interessa onde você está, o que passou, de onde veio e nem o quanto diz o contrário… ninguém quer estar sozinho. Então chama seus amigos, ou leva a namorada, ou seus pais, primos, tios, vizinho, qualquer um e vá junto com bastante gente dar muita risada e dar valor a sua vida.







Uau! Tô roxinha de vontade de ver esse filme e vendo essas imagens fiquei mais ainda rsrs.Parece ser ótimo né?
Beijão
@Krika
Quando vi o primeiro teaser, dele acordando bêbado e saindo voando eu fiquei roxo, verde, azul, amarelo hauahuahua… o Arco-íris inteiro (putz, q afirmativa gay O.o) e apesar da expectativa nem me decepcionei, que é o que geralmente acontece quando se cria muitas expectativas.
Eu sou muito fã de filmes de ação , HQ e etc. Até aceito um argumento não tão consistente se o resto do filme funcionar, mas no caso de Hancock os furos do roteiro são tão grandes que eu não consegui me divertir.
Fiquei meio puto com a estória que não tem pé nem cabeça, os personagens fazem coisas sem nenhuma motivação aparente. A origem dele é muito mal contada e não combina com a trama.
Achei muito ruim mesmo… maior decepção do ano.
@Captain Blood
Realmente a origem dele não é totalmente explicada, mas fica bem óbvio que a origem dos poderes são místicas e o foco do filme na verdade não é no fator super-herói porque ele não é um super-herói e esse não é um filme “Begins” qualquer. Ele também não é só um drama sobre um mendigo que tenta se encontrar em uma família. O filme é uma mistura e como mistura ele não pode focar totalmente em uma coisa ou em outra, senão perde sua premissa.
Mas acho que muita gente fica decepcionada porque ele foi propagandeado um pouco como “super-herói”, nesse ponto ele peca mesmo em mais ação e a famosa “ficção-científica” inerente a esses filmes.
E no quesito “decepção”, nada ganha de Fim dos Tempos hauahuahua
Vc pode me falar qual é a música que toca no início do filme?
@Rogério Hanum
Nem lembro mais qual era a música pra ser sincero, mas se procurar “Hancock Soundtrack” no Amazon.com deve encontrar todas as músicas do filme, aí é só baixar e conferir.
Nossa, Fim dos Tempos é péssimo mesmo… a propósito, não há um review a respeito?
@Em Geral » Hancock
Valeu pelo quote :happy:
@Ela
Mas é claro que há
http://www.zerooitocentos.org/index.php/2008/06/15/fim-dos-tempos-review/