Corrida Mortal [Review]
Death Race

“Isso sim é entretenimento!”
Desde que vi o primeiro trailer censurado para menores desse filme, com tripas, tiros, mortes e Welcome To The Jungle do Guns”n Roses como trilha sonora eu já pirei com essa respeitável pelicula. Pense em algo como Velozes e Furiosos encontra Um Sonho de Liberdade, com a pitada mágica de Jason Statham. Antes de mais nada, vamos lembrar que este filme foi baseado no clássico Corrida da Morte – Ano 2000 de 1975 em que tinhamos David Carradine (o eterno mestre do “Kung Fu“, Bill) no papel principal e ninguém menos que Sylvester Stallone no papel do seu nemesis de corrida.
Em Corrida Mortal, presenciamos um futuro próximo não muito impossível de ocorrer. Após uma crise financeira da economia americana, o desemprego quebra recordes e o crime sai do controle. O sistema carcerário passa de eu limite e empresas privadas administram todas as instituições correcionais por lucro. Em lugares chamados de Ilhas Terminais Penitenciárias, prisioneiros lutam até a morte em transmissões ao vivo via internet. A Corrida da Morte é um desses espetáculos, gerenciados por uma cruel e fria diretora, onde quem sobreviver e ganhar 5 corridas pode ter sua liberdade devolvida. O maior chutador de bundas da atualidade, Jason Statham interpreta Jensen Ames, um marido e pai dedicado que é incriminado pelo assassinato de sua esposa e vai cumprir prisão perpétua em uma dessas Ilhas Terminais. Ao chegar lá, lhe é oferecida a oportunidade de assumir a identidade de Frankenstein – um dos maiores corredores e que já ganhou outras 4 corridas – ganhar 1 corrida e recobrar sua liberdade. Isso claro, se seus concorrentes e o inimigo maior de Frankenstein, Machine Gun Joe, deixarem. Então que toda a ação realmente começa.
Vamos deixar bem claro que além dos nomes dos 2 personagens mais fodões e da premissa de uma corrida onde pessoas morrem em um ambiente ficcional, não temos NADA em comum com o filme original de 75. Isso não faz dele menos divertido. O diretor e roteirista Paul W.S. Anderson fez um trabalho primoroso em recriar a sensação de arena romana e seus gladiadores modernos. Ficou algo cru, cruel e bastante realista na verdade. Statham também faz sua parte, como em todos os filmes, dando aquele toque de testosterona, ação e ao mesmo tempo uma certa cara de bom moço… com poucos amigos, claro. Tyrese Gibson cumpre bem seu papel como Machine Gyn Joe e vira aquele eterno pé no saco do nosso “herói”. O destaque especial fica para a novata Natalie Martinez no papel de Case, co-pilota e gostosona mor do filme. Anotem esse nome, acho que veremos ela de novo num futuro próximo. Ian McShane como o prisioneiro mais velho esbanja carisma e Joan Allen é uma atriz impecável, como sempre, no papel da carrasca diretora.
Muita ação, aventura, carnificina, gostosas, humor negro e Jason Statham detonando nervosamente. E caso as moças estejam chateadas com esse filme aparentemente só para meninos, fiquem sabendo que temos várias cenas do protagonista semi-nu/descamisado espalhadas pelo filme, então não se desesperem namoradas e garotas afins. Mesmo não tendo nada haver com o original, que já era uma grande crítica social por si só – dizendo que em 30 anos nos tornariamos insensíveis e inconsequentes em busca de diversão televisiva – nenhum dos dois filmes está longe da realidade. Frente a nova crise econômica mundial que se aproxima, o crescimento do gosto público pelos reality shows, a densensibilização pela violência e a capacidade do ser humano de surpreender, nada narrado na ambientação do filme é impossível. Uma crise econômica em 2012? Bem provável… talvez antes. Claro que o criador não antecipava isso, já que o filme foi produzido um pouco antes da possibilidade da crise se instaurar, mas não era difícil prever. Além do mais, a idéia de empresas privadas administrarem o sistema carcerário já é contemplada a bastante tempo. Mas no geral, tanto a ambientação quanto a ação gráfica do filme é espetacular.
Ambientação interessante e ação fodáxima são o ponto forte do filme. Não vá assistir para ficar refletindo, é apenas um clássico Jason Statham com um bom diretor de ação. Deixem o cérebro em casa, vão ao cinema e divirtam-se o máximo que puder. Recomendamos para todo mundo que, como o Mestre Zen aqui, goste de uma boa ação, boas risadas e bons momentos “What the fuck!?”.
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Dos bons esse filme viu!
Vi e gostei demais
Amanhã tô firme pra assistir!
Cara, essa resenha mexeu com todas as lombrigas possíveis!
Pena que vou ter que esperar um pouco mais pra ver.Mas com toda a certeza já entrou pra minha lista.
@Paulo Lima
Boa sorte. Mas depende da cidade onde você está, não estreiou em todo o circuito ainda, eu acho.
@Marco
Recomendo de cum força, Marcão. Acho que você e a Krika vão gostar
Cara, filme com Jason Stathan já vale mesmo sem saber do que se trata. E como todo filme dele, é pra se deixar o cérebro guardadinho em casa. (apesar de eu ficar matutando sobre a inverossimilidade dos roubos da diretora durante a corrida – os assinantes fãs de frankenstein reclamariam com certeza)
Mas não tem o que dizer, gostei muito! Serve pra esperar o Carga Explosiva.
@Christian Gump
Tive a mesma impressão: “aquecimento Statham pra Transporter 3″ hauhuhau
gostei do filme
esse e o filme nao tem melhor e do mallll :twisted: :evil: