18 de outubro de 2008 às 9:00

Corrida Mortal [Review]

Death Race

Death Race

“Isso sim é entretenimento!”

Desde que vi o primeiro trailer censurado para menores desse filme, com tripas, tiros, mortes e Welcome To The Jungle do Guns”n Roses como trilha sonora eu já pirei com essa respeitável pelicula. Pense em algo como Velozes e Furiosos encontra Um Sonho de Liberdade, com a pitada mágica de Jason Statham. Antes de mais nada, vamos lembrar que este filme foi baseado no clássico Corrida da Morte – Ano 2000 de 1975 em que tinhamos David Carradine (o eterno mestre do “Kung Fu“, Bill) no papel principal e ninguém menos que Sylvester Stallone no papel do seu nemesis de corrida.

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Em Corrida Mortal, presenciamos um futuro próximo não muito impossível de ocorrer. Após uma crise financeira da economia americana, o desemprego quebra recordes e o crime sai do controle. O sistema carcerário passa de eu limite e empresas privadas administram todas as instituições correcionais por lucro. Em lugares chamados de Ilhas Terminais Penitenciárias, prisioneiros lutam até a morte em transmissões ao vivo via internet. A Corrida da Morte é um desses espetáculos, gerenciados por uma cruel e fria diretora, onde quem sobreviver e ganhar 5 corridas pode ter sua liberdade devolvida. O maior chutador de bundas da atualidade, Jason Statham interpreta Jensen Ames, um marido e pai dedicado que é incriminado pelo assassinato de sua esposa e vai cumprir prisão perpétua em uma dessas Ilhas Terminais. Ao chegar lá, lhe é oferecida a oportunidade de assumir a identidade de Frankenstein – um dos maiores corredores e que já ganhou outras 4 corridas – ganhar 1 corrida e recobrar sua liberdade. Isso claro, se seus concorrentes e o inimigo maior de Frankenstein, Machine Gun Joe, deixarem. Então que toda a ação realmente começa.

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Vamos deixar bem claro que além dos nomes dos 2 personagens mais fodões e da premissa de uma corrida onde pessoas morrem em um ambiente ficcional, não temos NADA em comum com o filme original de 75. Isso não faz dele menos divertido. O diretor e roteirista Paul W.S. Anderson fez um trabalho primoroso em recriar a sensação de arena romana e seus gladiadores modernos. Ficou algo cru, cruel e bastante realista na verdade. Statham também faz sua parte, como em todos os filmes, dando aquele toque de testosterona, ação e ao mesmo tempo uma certa cara de bom moço… com poucos amigos, claro. Tyrese Gibson cumpre bem seu papel como Machine Gyn Joe e vira aquele eterno pé no saco do nosso “herói”. O destaque especial fica para a novata Natalie Martinez no papel de Case, co-pilota e gostosona mor do filme. Anotem esse nome, acho que veremos ela de novo num futuro próximo. Ian McShane como o prisioneiro mais velho esbanja carisma e Joan Allen é uma atriz impecável, como sempre, no papel da carrasca diretora.

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Muita ação, aventura, carnificina, gostosas, humor negro e Jason Statham detonando nervosamente. E caso as moças estejam chateadas com esse filme aparentemente só para meninos, fiquem sabendo que temos várias cenas do protagonista semi-nu/descamisado espalhadas pelo filme, então não se desesperem namoradas e garotas afins. Mesmo não tendo nada haver com o original, que já era uma grande crítica social por si só – dizendo que em 30 anos nos tornariamos insensíveis e inconsequentes em busca de diversão televisiva – nenhum dos dois filmes está longe da realidade. Frente a nova crise econômica mundial que se aproxima, o crescimento do gosto público pelos reality shows, a densensibilização pela violência e a capacidade do ser humano de surpreender, nada narrado na ambientação do filme é impossível. Uma crise econômica em 2012? Bem provável… talvez antes. Claro que o criador não antecipava isso, já que o filme foi produzido um pouco antes da possibilidade da crise se instaurar, mas não era difícil prever. Além do mais, a idéia de empresas privadas administrarem o sistema carcerário já é contemplada a bastante tempo. Mas no geral, tanto a ambientação quanto a ação gráfica do filme é espetacular.

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Ambientação interessante e ação fodáxima são o ponto forte do filme. Não vá assistir para ficar refletindo, é apenas um clássico Jason Statham com um bom diretor de ação. Deixem o cérebro em casa, vão ao cinema e divirtam-se o máximo que puder. Recomendamos para todo mundo que, como o Mestre Zen aqui, goste de uma boa ação, boas risadas e bons momentos “What the fuck!?”.

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Crítica